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21
abr 2017

“O ponto do marido é uma prática machista que atrapalha a vida sexual da mulher”, afirma obstetra Leila Katz

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Você já ouviu falar no chamado “ponto do marido”? É um ponto realizado em mulheres para que a vagina fique mais “apertadinha” depois do parto. E para quê? Para dar mais prazer ao homem durante o sexo, já que, depois de um parto normal, a vagina da mulher ficaria “folgada”.

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No programa Erosdita desta semana eu conversei sobre violência obstétrica com a obstetra Leila Katz, que há quase uma década não realiza episiotomia em suas pacientes.

A verdade é que essa prática é uma forma de violência obstétrica. Apesar de toda mulher ter o direito de parir com respeito e dignidade, uma em cada cinco brasileiras sofre violência no parto, que é também uma violação de Direitos Humanos. No programa Erosdita desta semana, eu conversei sobre o assunto com a obstetra Leila Katz, que foi categórica: “Não há justificativa alguma do ponto de vista clínico para o ‘ponto do marido’. É uma atitude machista que pode inclusive atrapalhar a vida sexual da mulher. Há casos em que a mulher precisa ser operada depois para folgar a vagina por não conseguir ter relação sexual por causa desses malditos pontos”, afirmou Leila.

Nós também conversamos com a doula Júlia Morim, que é ativista pela humanização do parto e do nascimento, sobre os direitos da mulher durante a gestação e o parto.

Assista ao programa completo aqui:

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17
abr 2017

“Se a pessoa não tem sexo definido, ela não tem direito a existir”, denuncia mãe de bebê intersexo

 
publicado em: educação sexual, estudos de gênero
por: Julieta Jacob
 

Estima-se que 1,7% da população mundial possua algum estado intersexual visível a olho nu. Mas a intersexualiade ainda é pouco compreendida e, por isso, um grande tabu que precisa ser derrubado para que as pessoas intersexo tenham a sua dignidade reconhecida e respeitada.

ASSISTA AO PROGRAMA EROSDITA SOBRE INTERSEXUALIDADE

A psicopedagoga e educadora sexual Thaís Emília de Campos, que mora no interior de São Paulo, passou por um grande transtorno no nascimento de seu filho mais novo. Como o bebê apresentou ambiguidade sexual, a equipe médica não pôde definir se ele era menino ou menina.

Como consequência, a declaração de nascido vivo, concedida pelo hospital, não foi preenchida e nem entregue, pois o documento exige que se defina o sexo do bebê (e só existem as opções “masculino” ou “feminino”): “Como eu deixei o hospital sem essa declaração, meu filho perdeu o direito ao cartão de assistência do SUS e também ao convênio médico, e eu perdi a licença maternidade no prazo correto. Percebi que se a pessoa não tem sexo definido, ela não tem direito a existir”, denuncia Thaís.

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A psicopedagoga e educadora sexual Thais Emília de Campos enfrentou muitos transtornos para conseguir registrar o seu bebê intersexual no interior de São Paulo.

A história de Thaís e seu bebê foi contada no programa Erosdita. Nós também conversamos com a advogada Carolina Ferraz, que atua na área de gênero e diversidade sexual. Ela mostrou as questões jurídicas relativas à interssexualidade e alertou que as chamadas cirurgias de “readequação” sexual podem ser, na verdade, mutiladoras. Confira o programa Erosdita completo e inscreva-se no canal para não perder o programa da próxima semana!

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“Os cariótipos não estão restritos ao xx e xy, existem também os mosaicos, as variações”, explica a ginecologista com atuação em Sexologia Vilma Maria, nossa entrevistada no programa Erosdita (assista ao programa completo).

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8
abr 2017

Brasil vive pior epidemia de HIV desde 1981: “Os pais acham que os jovens não transam”

 
publicado em: educação sexual, sexo
por: Julieta Jacob
 

A notícia é muito preocupante. Só que ainda mais preocupante é o fato dela estar sendo ignorada – enquanto os números não param de crescer. Talvez você não saiba, mas os casos de infecção por HIV voltaram a aumentar no Brasil, principalmente entre os jovens: subiu 11% na faixa etária de 15 a 24 anos. É a pior epidemia desde 1981, de acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV (Unaids).

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Jerônimo Duarte analisou as razões do crescimento do HIV no Brasil no programa Erosdita (assista ao programa completo abaixo).

Eu conversei com Jerônimo Duarte, integrante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (Núcleo Pernambuco) para entender o que explica essa nova epidemia: “Só se fala de Aids no carnaval e o governo acha que basta entregar camisinha, mas é preciso dar ao público outras maneiras de prevenção. Além disso, não se fala de sexualidade nas famílias. Os pais acham que os jovens não transam e aí a informação não chega a tempo, e quando as pessoas chegam ao serviço de saúde, já estão infectadas”, avalia Jerônimo.

Nós também ouvimos a opinião de Jô Menezes, coordenadora de projetos da ONG Gestos, para entender as causas do crescimento de casos de HIV no país: “As discussões sobre sexualidade têm perdido espaço nos serviços de saúde e nas escolas. Há quem ache que essa é uma discussão pra ser feita na família, mas as famílias não estão preparadas e não querem fazer. A escola é o local onde o jovem se sente mais à vontade. Precisamos de diálogos francos e abertos”, analisa Jô.

Assista ao programa completo aqui:

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3
abr 2017

“O essencial é o clitóris”: especialista em sexualidade desmistifica o orgasmo feminino

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

“Qual é a diferença entre o orgasmo vaginal e o clitoridiano”? Essa pergunta tem perturbado muitas mulheres desde que Freud resolveu concluir que o “orgasmo maduro” é aquele obtido pela vagina, enquanto o “clitoridiano” seria o orgasmo da mulher “imatura”. Pois bem. Décadas se passaram desde essa afirmação e muitas mulheres ainda se perguntam por que não conseguem gozar APENAS com a penetração do pênis na vagina.

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A ginecologista e terapeuta sexual Angelina Maia também é autora do livro “O papel da vulva e da vagina no prazer sexual feminino”.

Ora, a resposta é muito simples: porque a vagina é praticamente insensível. Apenas 30% das mulheres dizem atingir o orgasmo pela via exclusivamente vaginal. E olha que, mesmo nesse caso, é o clitóris quem comanda o orgasmo! Não, você não precisa estar entre essas mulheres. Mas precisa saber – e jamais esquecer – que o principal e mais poderoso órgão sexual da mulher é o clitóris. E não, ele não é só um pontinho pequenino na vulva. Aquela parte visível é “só a cabecinha”, ou a ponta do iceberg.

A ginecologista e terapeuta sexual Angelina Maia, que é também especialista em vulva – ou vulvóloga – foi a nossa convidada no programa Erosdita e explicou direitinho como é que funciona a excitação e o orgasmo da mulher. A entrevista tá im-per-dí-vel!

Confira a entrevista com Angelina Maia no vídeo abaixo:

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30
mar 2017

Mete a Colher: rede de apoio a mulheres vai virar aplicativo de celular

 
publicado em: estudos de gênero, feminismos
por: Julieta Jacob
 

O Mete a Colher é uma rede de apoio que ajuda mulheres a sair de relacionamentos abusivos e enfrentar a violência doméstica. O projeto que, nasceu em março de 2016, em Recife, durante o evento Startup Weekend Women, foi idealizado por cinco jovens mulheres que diante do cenário da violência contra a mulher decidiram criar um movimento de empoderamento e de combate aos relacionamentos abusivos.

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As idealizadoras do Mete a Colher (da esquerda para a direita): Lhais, Renata, Thaisa, Cani e Aline.

Um ano depois, o Mete a Colher está prestes a virar um aplicativo de celular, o que irá facilitar ainda mais a oferta de ajuda às mulheres além de fortalecer a rede de apoio. Uma das idealizadoras do Mete a Colher, Aline Silveira, esteve no programa Erosdita para contar tudo sobre a rede de apoio falar sobre o enfrentamento da violência contra a mulher.  É só apertar o play e conferir:

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20
mar 2017

Deixa Ela Em Paz: coletivo feminista incentiva mulheres a lutarem por igualdade de gênero

 
publicado em: feminismos
por: Julieta Jacob
 

Antes de qualquer coisa, anote aí dois recados importantes: o Erosdita vai ar toda sexta-feira às 19h na TV Pernambuco; portanto, inscreva-se no canal do YouTube para não perder nenhum programa (todos ficam disponíveis lá depois de serem exibidos na TV).

Agora eu queria saber se você já conhecem o coletivo feminista Deixa Ela em Paz. Se não, vai conhecer agora! É um coletivo feminista que faz intervenções urbanas e atua com arte e formação incentivando a mulheres a lutarem por igualdade de gênero.

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Não vou me alongar muito por aqui porque uma das integrantes do coletivo, Joana Pires, foi a nossa entrevistada no programa Erosdita que abordou o tema do assédio sexual. Tem ainda entrevista com duas integrantes de blocos de carnaval feministas que levantam a bandeira do direito à liberdade sexual feminina e do controle sobre seus corpos: Dandara Pagu, do Vaca Profana, e Fernanda Ximenes, do Ou Vai Ou Racha. É só clicar abaixo e assistir! Tá imperdível.

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11
mar 2017

Veja como foi a Marcha das Mulheres no Brasil e no mundo

 
publicado em: feminismos
por: Julieta Jacob
 

Neste 8 de março mulheres de todo o mundo aderiram à paralisação pela igualdade de direitos. Em diversas cidades do Brasil e do mundo, elas foram às ruas com cartazes denunciando violações e exigindo mais respeito e dignidade. Pelo direito de não ser assediada nem estuprada, de ter salários maiores, pela liberdade sexual, pela vida das mulheres negras e transexuais, pelo combate à lesbofobia… são muitas lutas e o 8 de março provou que um aspecto é indispensável para viabilizar as conquistas: a união entre as mulheres!

Vamos dar um giro e ver algumas imagens do 8 de março no Brasil e no mundo! Começando por Recife e passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Montevideo (Uruguai), San Jose (Costa Rica), Berlim (Alemanha) e Barcelona (Espanha).

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Um pouco de esperança no centro do Recife. Foto: Beto Figueiroa.

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2
mar 2017

A camisinha ficou presa? Calma! Veja o que fazer

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

O Erosdita está de volta à tela da TV Pernambuco! Por causa do carnaval, gravamos dois programas especiais, mas já vou adiantando que o conteúdo dos dois serve para o ano inteiro. Portanto, assista! No programa sobre sexo seguro, eu recebi no estúdio a ginecologista e sexóloga Karina Cidrim.

O assunto parece óbvio, mas o contexto é novo: falamos sobre formas de prevenção, considerando que vivemos hoje uma epidemia de sífilis e os números de novos casos de HIV no Brasil estão crescendo, principalmente entre os jovens. Aí é claro que aproveitamos para demonstrar a maneira correta de colocar as camisinhas (masculina e feminina) e também ensinamos o que fazer caso a camisinha (masculina) fique presa na vagina. É mais simples do que você imagina (também falamos sobre os cuidados a serem tomados, já que quando a camisinha fica presa é como se fosse uma transa sem camisinha). Veja os dois blocos do programa e comenta o que achou!

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13
dez 2016

Filmes e séries imperdíveis sobre mulheres lésbicas

 
publicado em: Especial UFPE
por: Julieta Jacob
 

Reportagem*: Ana Carla Santiago, Elton Ramon, Henrique Azevedo, Ícaro Ferreira, Lucas Vaz, Pedro de Souza e Renata de Oliveira.

Na produção cinematográfica, notamos cada vez mais a falta da representatividade de mulheres lésbicas. O que se encontra é o estereótipo lésbico usado para o fetiche do público hétero masculino – vide o filme Azul é a cor mais quente. Pode-se dizer que isso resulta em um apagamento da lesbianidade, o que impacta não somente no cinema, mas na vivência das lésbicas diariamente.

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Cena do filme Carol (2015).

Nessa indústria de filmes, a busca por representatividade é essencial para romper com regras socialmente impostas como a “lésbica feminina, branca, de classe média alta”, ou ainda sempre ter de existir  uma personagem representando a parte lésbica como “o homem” da relação (reproduzindo o padrão heteronormativo e impedindo que se abra um leque de possibilidades).

Tudo isso acaba sendo consequência do que significa ser lésbica na cultura machista em que estamos inseridos, na qual a mulher é transformada em objeto de fetiche. E não é preciso muito para perceber a maneira como lésbicas são retratadas nas produções midiáticas: de uma forma altamente sexualizada. Mulheres que não se encaixam em um determinado modelo de beleza, geralmente não encontram lugar. Isso não somente ajuda a manter o estranhamento das pessoas diante de um casal de lésbicas, como também chega a provocar repulsa se o casal não for “feminino” o suficiente aos olhos da cultura hétero-patriarcal.

Quando as produções que retratam a vida das mulheres lésbicas cumprem com seu papel de funcionar como um meio de representação, os filmes ou séries se transformam em ferramentas importantes para auxiliar na reflexão, por exemplo, sobre traumas, insegurança em relação à sexualidade e ainda para quebrar padrões.

Pensando nessa ideia de representação, trazendo o protagonismo da lésbica negra, cenas de sexo feitas sem visar o fetiche masculino e até mesmo a relação entre duas mulheres na década de 50, listamos alguns filmes e séries que mostram bem o cenário lésbico:

Carol (2015) – Passado na Nova York da década de 50, retrata o amor de duas mulheres em uma época de difícil aceitação. Em meio a problemas na vida pessoal das duas, Carol (Cate Blanchett) e Therese (Rooney Mara) se refugiam na estrada, deixando para trás suas vidas e logo se vêem entre as convenções tradicionais e a atração mútua.

Circumstance (2011) – Atafeh e Shireen vivem um romance proibido com o agravante de viverem no Irã, onde as mulheres são tratadas sem respeito. Elas sofrem diversos tipos de repressão, inclusive por parte de Mehran, irmão de Atafeh, um ex-viciado, convertido ao Islamismo e obcecado por Shireen.

Imagine Me and You (2005) –  No dia de seu casamento com Heck (Matthew Goode), Rachel (Piper Perabo) começa uma amizade com a florista Luce (Lena Headey). A partir desse encontro, a até então noiva começa a repensar se o seu casamento realmente seria a escolha certa.

The L Word (2004) – A série se passa em Los Angeles (EUA) e mostra o desenrolar da vida amorosa, sexual, profissional de um grupo de amigas lésbicas e bissexuais.

Orange is the new Black (2013) – Uma série original do Netflix, adaptada do livro de mesmo nome escrito por Piper Kerman. A história é sobre a vida da própria autora (na série, Piper Chapman) e sua experiência na prisão. Juntamente com outras detentas, a série dá voz a vários tipos de mulheres: gordas, magras, loiras, latinas, negras, novas e velhas, heterossexuais, bissexuais, lésbicas e uma transexual. A representatividade feminina desconstrói estereótipos geralmente engessados em filmes e séries.

*Este conteúdo foi produzido por estudantes de jornalismo da UFPE sob a supervisão da professora Yvana Fechine.

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10
dez 2016

Autoaceitação lésbica: um guia literário para compreender o tema

 
publicado em: Especial UFPE
por: Julieta Jacob
 

Reportagem*: Artur Ferraz, Daiane Barbosa, Geise França, Guilherme Bertouline, Heitor Barros, José Lucas Bastos, Lindainês Santos e Talita Barbosa

Apesar dos avanços sociais dos últimos anos, os homossexuais ainda estão longe de viver livres do preconceito. Diante disso, antes mesmo de se afirmarem para o mundo, as mulheres lésbicas precisam trilhar um longo caminho de dúvidas e desconfianças.  O acesso à informação e a outras experiências, dando a oportunidade de abranger as vivências da mulher, pode ajudar a elaborar o caminho rumo à autoaceitação, que nem sempre é simples de início.

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Confira quatro livros que ampliam a visão sobre a temática da autoaceitação lésbica. Entre histórias em quadrinhos, romance, suspenses e versos, cada uma pode escolher a leitura que mais lhe agrade ou fascine. Boa leitura!

Livro: Fun Home – Uma Tragicomédia em Família

Autora: Alison Bechdel

Esse quadrinho aborda a infância e adolescência de sua autora, Alison Bechdel, focando principalmente na relação de Alison com seu pai, Bruce Bechdel. A história mostra a trajetória de Alison em se descobrir lésbica e como a paixão por literatura, algo que dividia com seu pai, ajudou-a nessa descoberta. As diferenças de personalidade entre pai e filha também são um tema recorrente e importante para a formação de Alison. A partir do falecimento do pai, ela buscou entender quem ele era realmente e a revelação sobre seu pai ser também homossexual acaba afetando sua maneira de enxergá-lo e de enxergar também o mundo.

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A estudante de Jornalismo da UFPE, Marina Varela, descreve o porquê do interesse em Fun Home. “Eu acho que é um livro bem diferente e único, não por tratar da temática LGBT, mas por ser um quadrinho autobiográfico muito bem escrito. É uma história em quadrinhos pra quem gosta de livros. Além disso, ele tem uma história surpreendente e que não é batida e óbvia como a maioria dos livros desse tipo”. No Brasil, a edição de Fun Home foi publicada pela editora Conrad e pode ser encontrada no site da Amazon.


Livro: Arame Farpado

Autora: Lisa Alves

O livro, escrito pela mineira Lisa Alves, traz, por meio de versos, temáticas importantes para a comunidade LGBT. Publicado em 2015, o projeto foi elaborado por um coletivo e teve a capa desenvolvida pela esposa de Lisa, Juliana.

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A autora trata de questões bem contemporâneas. Um de seus poemas intitulado “Filhos de Putins” dialoga com a luta por direitos e respeito às relações homoafetivas e os entraves sociais para a aceitação do amor dos iguais, como se vê neste trecho: pedras nos bolsos/para sentir o peso/ de se carregar o fardo/ da natureza bruta/ pedras nos bolsos/ para vingar a amiga/ “curada” à força…

O livro é organizado em seis seções, entre elas a Do Eu, Dos Territórios, Da Dominação, Da Vindicta, Das Contradições e Da Poesia. A poesia de Lisa é cortante, mordaz e farpada, como se refere o título.O livro, por fim, também é uma tapa na consciência dos intolerantes – dolorosa como um arame ao entrar na pele de quem se atreve a conhecer o outro lado da paisagem. Arame Farpado foi publicado pela editora Coletivo Púcaro e Nyx Poética e custa R$ 25,00.


 Livro: Azul é a cor mais quente

Autora: Julie Maroh

O livro de Julie Maroh superou a expectativa de muito dos seus leitores ao trazer, suavemente, o assunto da lesbianidade, mas sem deixar de fazer críticas à sociedade.

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O estudante de Direito Caio Monteiro foi um dos que se interessaram pelo livro, mesmo não fazendo parte do mundo LGBT. “Faz uns dois anos que eu li, nunca tinha lido livros desse tema. Me surpreendeu a forma natural como a história é contada e como eles abordam a questão da lesbianidade. Começam partindo do conhecimento superficial do tema e terminam deixando exposto o quão humano é o sentimento entre as duas. Achei que o livro dá uma aula para aqueles que veem por fora a relação lésbica (homossexual). Muito bom, bem emocionante. Qualquer pessoa que se abrir para a história vai conseguir sentir e compartilhar o drama do relacionamento abordado no livro. A ilustração da HQ é perfeita, conta a história tanto quanto as palavras. Em relação aos desenhos, fizeram um trabalho sensacional”, opina.

O livro foi publicado pela editora Martins Fontes e custa R$ 49,00.


Livro: Na Ponta dos Dedos

Autora: Sarah Waters

O livro, escrito pela inglesa Sarah Waters, posteriormente foi transformado em filme e retrata a história de um romance lésbico, mas sem clichês. Na verdade, todos os pontos da sua história fogem do usual.

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A autora retrata a vida de Sue, uma garota órfã que passou sua infância e juventude morando em um cortiço junto com um grupo de ladrões e vigaristas em uma Inglaterra Vitoriana. Sue, influenciada pelas pessoas que a cercam em casa, é encorajada a trair e fraudar Maud Lilly, mulher rica com quem ela acaba se relacionando. Apesar da situação incomum e dos sentimentos íntimos expostos, o livro é leve. Waters descreve, sem enrolações, o erotismo na visão feminina – e lésbica – da personagem principal. A trama é envolvente, cheia de reviravoltas e de suspense. O livro custa R$49,90.

*Este conteúdo foi produzido por estudantes de Jornalismo da UFPE sob a orientação da professora Yvana Fechine.

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