para maiores de 18 anos

6
set 2017

Exposição Mundo Clit celebra a sexualidade feminina no Dia do Sexo

 
publicado em: educação sexual, sexo
por: Julieta Jacob
 

Que tal uma tarde no sítio de histórico de Olinda (PE), ou ali pelo Marco Zero (PE), na beira-mar de Cascais (Portugal) ou até de Copacabana (RJ). Se preferir um roteiro mais cosmopolita, não tem problema: seguimos para um passeio pelo metrô de Nova Iork para então desbravar a cidade. Agora imagine todos esses pontos turísticos visitados não por você, mas por um modelo 3D do clitóris em tamanho real. What? A gente garante que não é loucura (ou sim, dependendo do ponto de vista): é a Expo Mundo Clit, promovida pelo projeto Clitóri-se, idealizado por mim e Caroline Arcari.

Além da exposição, o projeto também oferece o curso on-line CLITÓRI-SE, que (re)conta a sexualidade feminina sob o ponto de vista das mulheres – sem tabus, mitos ou vergonhas.

Clit 3D passeando pelo Sítio Histórico de Olinda (PE). Foto: Clitóri-se

Clit 3D no Marco Zero (PE). Veja a galeria completa da expo clicando neste link

Clit 3D fazendo pose em frete à Estátua da Liberdade, NY

Corajosa, poética, ousada, carnavalesca, única… em cada foto a clit 3D assume uma personalidade! (confira a galeria completa clicando neste link. São 18 imagens!!). A série fotográfica, protagonizada pela clit 3D (modelo concebido pela pesquisadora francesa Odile Fillod), tem como objetivo desmistificar esse órgão do prazer feminino e promover o reconhecimento da existência, importância, anatomia, estética e fisiologia do clitóris.

Ao contrário do que muita gente pensa, ele não é “apenas” um pontinho minúsculo na vulva: possui 8 mil terminações nervosas (o dobro da quantidade presente no pênis), além de raízes e bulbos que ficam dentro do corpo e podem medir até 10 cm de extensão.

A escolha de lançar a exposição no dia 6/9, Dia do Sexo, foi justamente para chamar a atenção para a necessidade de apurarmos e divulgarmos informações mais claras e precisas sobre a sexualidade feminina. Sem tabus, sem mitos e sem vergonhas. O acesso a esse tipo de conteúdo faz parte dos nossos direitos sexuais e reprodutivos, afinal. Queremos dar visibilidade a um assunto importantíssimo e que jamais deve sair de pauta.

Até agora, a expo Mundo Clit já conta com fotos clicadas em Nova York, Lisboa e em várias cidades do Brasil. Mas é só o começo! Queremos levar nossa clit para muitos outros lugares do planeta! E, claro, precisamos da sua ajuda! Você também pode participar da Expo Mundo Clit com a sua foto: basta fotografar a sua clit 3D lindona em um ponto turístico da sua cidade ou em alguma situação prazerosa, curiosa e/ou cotidiana e nos enviar por email para o falecom@institutocores.org.br. Não esqueça de indicar o local da foto e o crédito da imagem. Se publicar a foto nas suas redes sociais, marque nossos perfis no facebook e instagram (@clitorinea) e use as hashtags #mundoClit e #clitorise. Já estamos ansiosas esperando as fotos das clits passeando faceiras por esse mundão!!! 

Esperamos que vocês curtam as imagens e se divirtam nesse passeio clitorisante!

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11
jun 2017

Projeto Clitóri-se traz para o Brasil comercialização do modelo anatômico do clitóris em 3D

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Ufa! Foram quatro meses de trabalho árduo regado a conversas instigantes, descobertas incríveis, boas risadas e muita, muita parceria. Está no ar o Projeto CLITÓRI-SE, idealizado e gestado com muito carinho por mim e Caroline Arcari.

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As educadoras sexuais Julieta Jacob (esq.) e Caroline Arcari estão à frente do CLITÓRI-SE!

Clitóri-se é uma metáfora pela liberdade, soberania sobre o próprio corpo, saúde e cidadania. A soberania sobre o próprio corpo é, sobretudo, um ato político.

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17
abr 2017

“Se a pessoa não tem sexo definido, ela não tem direito a existir”, denuncia mãe de bebê intersexo

 
publicado em: educação sexual, estudos de gênero
por: Julieta Jacob
 

Estima-se que 1,7% da população mundial possua algum estado intersexual visível a olho nu. Mas a intersexualiade ainda é pouco compreendida e, por isso, um grande tabu que precisa ser derrubado para que as pessoas intersexo tenham a sua dignidade reconhecida e respeitada.

ASSISTA AO PROGRAMA EROSDITA SOBRE INTERSEXUALIDADE

A psicopedagoga e educadora sexual Thaís Emília de Campos, que mora no interior de São Paulo, passou por um grande transtorno no nascimento de seu filho mais novo. Como o bebê apresentou ambiguidade sexual, a equipe médica não pôde definir se ele era menino ou menina.

Como consequência, a declaração de nascido vivo, concedida pelo hospital, não foi preenchida e nem entregue, pois o documento exige que se defina o sexo do bebê (e só existem as opções “masculino” ou “feminino”): “Como eu deixei o hospital sem essa declaração, meu filho perdeu o direito ao cartão de assistência do SUS e também ao convênio médico, e eu perdi a licença maternidade no prazo correto. Percebi que se a pessoa não tem sexo definido, ela não tem direito a existir”, denuncia Thaís.

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A psicopedagoga e educadora sexual Thais Emília de Campos enfrentou muitos transtornos para conseguir registrar o seu bebê intersexual no interior de São Paulo.

A história de Thaís e seu bebê foi contada no programa Erosdita. Nós também conversamos com a advogada Carolina Ferraz, que atua na área de gênero e diversidade sexual. Ela mostrou as questões jurídicas relativas à interssexualidade e alertou que as chamadas cirurgias de “readequação” sexual podem ser, na verdade, mutiladoras. Confira o programa Erosdita completo e inscreva-se no canal para não perder o programa da próxima semana!

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“Os cariótipos não estão restritos ao xx e xy, existem também os mosaicos, as variações”, explica a ginecologista com atuação em Sexologia Vilma Maria, nossa entrevistada no programa Erosdita (assista ao programa completo).

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8
abr 2017

Brasil vive pior epidemia de HIV desde 1981: “Os pais acham que os jovens não transam”

 
publicado em: educação sexual, sexo
por: Julieta Jacob
 

A notícia é muito preocupante. Só que ainda mais preocupante é o fato dela estar sendo ignorada – enquanto os números não param de crescer. Talvez você não saiba, mas os casos de infecção por HIV voltaram a aumentar no Brasil, principalmente entre os jovens: subiu 11% na faixa etária de 15 a 24 anos. É a pior epidemia desde 1981, de acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV (Unaids).

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Jerônimo Duarte analisou as razões do crescimento do HIV no Brasil no programa Erosdita (assista ao programa completo abaixo).

Eu conversei com Jerônimo Duarte, integrante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (Núcleo Pernambuco) para entender o que explica essa nova epidemia: “Só se fala de Aids no carnaval e o governo acha que basta entregar camisinha, mas é preciso dar ao público outras maneiras de prevenção. Além disso, não se fala de sexualidade nas famílias. Os pais acham que os jovens não transam e aí a informação não chega a tempo, e quando as pessoas chegam ao serviço de saúde, já estão infectadas”, avalia Jerônimo.

Nós também ouvimos a opinião de Jô Menezes, coordenadora de projetos da ONG Gestos, para entender as causas do crescimento de casos de HIV no país: “As discussões sobre sexualidade têm perdido espaço nos serviços de saúde e nas escolas. Há quem ache que essa é uma discussão pra ser feita na família, mas as famílias não estão preparadas e não querem fazer. A escola é o local onde o jovem se sente mais à vontade. Precisamos de diálogos francos e abertos”, analisa Jô.

Assista ao programa completo aqui:

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27
set 2016

Testei o coletor menstrual!

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Atenção para a atualização do meu status: Julieta está em um relacionamento complicado com o coletor menstrual (conhecido como copinho). Não está sendo fácil, nem amor à primeira vista, mas seguiremos firmes e fortes nesse perrengue, ops, romance torcendo por um final feliz! Entenda o porquê de tudo isso assistindo ao vídeo!

E você, já testou o coletor? Me conta o que achou! Alguma dica para uma iniciante?

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10
jul 2016

Masturbação infantil: “Minha filha de cinco anos se masturba. Como lidar?”

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Recebo dúvidas de leitores e leitoras com frequência e muitas têm a ver com sexualidade infantil. O assunto é amplo e nesse vídeo eu abordo um pouco da masturbação infantil, que é um tema amplo e cheio de detalhes que variam de acordo com a faixa etária da criança.

No vídeo abaixo tem apenas uma amostra da amplitude desse tema! E se você tem filhos, a boa notícia é que em agosto eu vou fazer uma palestra em Recife sobre sexualidade infantil! Então ATENÇÃO MAMÃES E PAPAIS, anotem na agenda: será sábado, dia 06/08, às 11h, na Livraria Jaqueira (Recife).

Vagas limitadas e vendas antecipadas! É só enviar um email para julieta@erosdita.com. Assiste ao vídeo que no fim tem todos os detalhes! Te espero lá!

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24
jun 2016

Documentário “The Mask you live in” questiona a forma como meninos são educados

 
publicado em: educação sexual, estudos de gênero
por: Julieta Jacob
 

Seja homem, não chore, não seja covarde, seu viadinho, seu boiola, faça sexo, seja corajoso, guarde seus sentimentos… essas são algumas das frases que muitos meninos estão acostumados a ouvir desde criança. Essa cobrança é típica de sociedades machistas e patriarcais (como a brasileira e a americana), em que o ideal de masculinidade é construído em oposição (e rejeição) a tudo o que é feminino.

Tal postura, além de pressionar os meninos a se enquadrarem nesse padrão, é também a semente da misoginia e da homofobia. E tudo isso é apresentado no excelente documentário The mask you live in (2015 – A máscara que você veste), da cineasta Jennifer Siebel Newsom, que também assina o aclamado Miss Representation (esse eu ainda não assisti).

Além de mostrar como a imposição desse modelo machista prejudica os meninos aumentando a incidência de depressão e suicídio, o filme traz dados de como essa educação baseada no incentivo a uma hipermasculinidade (em casa e na escola) está diretamente ligada ao aumento do número de homicídios e também da violência contra mulheres.

O documentário está disponível no Netflix. Alguém já assistiu? O que achou? Eu adorei!

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21
jun 2016

Educação sexual: as escolas estão preparadas?

 
publicado em: educação sexual, sexo
por: Julieta Jacob
 

Reportagem*: Marlon Diego (marlondiego7@gmail.com) e Renata Mendonça (mpires.renata@hotmail.com)

Promover educação sexual nas escolas é uma questão de respeito aos direitos humanos e também de saúde pública. Significa abordar não apenas o básico – as possíveis consequências de relações sexuais sem prevenção (gravidez indesejada e/ou doenças sexualmente transmissíveis) –  mas também questões ligadas a gênero, enfrentamento à violência contra a mulher, identidade, sentimentos, comunicação, família, diversidade sexual e sexualidade.

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Na  Constituição de Pernambuco, no artigo 196, consta que a educação sexual é considerada um assunto essencial dentro das  salas  de  aula e deve ser abordada tanto na rede pública quanto na privada. Entretanto, ainda há um longo caminho a se percorrer. leia o post completo »

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20
jun 2016

Como trabalhar gênero e sexualidade no São João da escola

 
publicado em: educação sexual, estudos de gênero
por: Julieta Jacob
 

As apresentações de São João das escolas são, definitivamente, uma oportunidade muito rica para se trabalharem questões de gênero e sexualidade com a turma. É um desperdício que essa atividade se resuma à apresentação de uma coreografia, pois muitas vezes as letras das músicas escolhidas trazem mensagens que precisam ser debatidas com a turma:

são joão 2

Vou compartilhar uma sugestão de atividade a partir do que presenciei neste fim de semana numa escola aqui de Recife.

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8
jun 2016

Vídeo explica a cultura do estupro em dois minutos

 
publicado em: educação sexual, feminismos
por: Julieta Jacob
 

Tá difícil de entender? A Revista Superinteressante desenhou para você! Beeeem didático! Tá facinho de entender a cultura do estupro nesse vídeo de apenas dois minutos. Achei genial! Agora acabou a desculpa, hein?

 

Inscreva-se no canal do Youtube! Vídeo novo toda quinta, às 17h.

 

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