para maiores de 18 anos

13
jan 2013

Amanhã tem estreia do Sexo a Duas

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Passei aqui rapidinho só para lembrar a todos que a amanhã tem a estreia do “Sexo a Duas”, o projeto de educação sexual do Erosdita, cujo objetivo é responder a dúvidas dos internautas sobre sexo e sexualidade. Toda segunda-feira vamos publicar um vídeo novo. Participe! Envie a sua pergunta para sexoaduas@erosdita.com

A gente se vê amanhã!

httpv://youtu.be/YtHp9883nhA

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26
set 2012

Educação sexual salva vidas

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Esse vídeo é da Associação Sueca para Educação Sexual – RFSU. Vale a pena vê-lo e também visitar o site da instituição para conferir o trabalho incrível desenvolvido por eles.

[vimeo]http://vimeo.com/43890282[/vimeo]

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7
jun 2012

O que é sexo?

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Essa pergunta – e outras relacionadas ao mesmo tema – ainda fazem muitos pais tremerem. De medo, vergonha, pânico, terror.

Outro dia a minha prima contou que o filho dela, de 8 anos, disse que já sabia o que era transar. “É quando o homem e a mulher namoram pelados”. Ele não acertou 100%, pois sabemos que as pessoas não precisam estar necessariamente peladas e que a transa também pode ocorrer entre pessoas do mesmo sexo. Mas, convenhamos, para um menino de apenas 8 anos, já é bastante informação. O restante ele vai aprendendo com o passar do tempo.

Quando o seu filho(a) ou sobrinho(a) chegar de supetão e fizer uma pergunta sobre sexo (perguntas assim são sempre de supetão, não espere que elas venham dentro de um contexto ou com aviso prévio), não se precipite em responder por impulso, nem ache que “isso não é hora de falar sobre esse tipo de assunto” ou que “você é pequeno demais para saber”.

A melhor resposta é devolver uma pergunta: “O que você sabe sobre isso?”. A partir do que a criança responder, você terá uma base para saber do que se trata e até onde pode ir na sua explicação. Ou ainda para saber se a pergunta da criança tem – de fato – a ver com sexo. Às vezes, a paranoia do adulto é tão grande sobre assuntos relacionados a sexualidade, que ele pode acabar exagerando ou confundindo as bolas, como no exemplo abaixo.

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31
maio 2012

A menstruação segundo Walt Disney

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

“Em várias culturas o sangue ocupa lugar especial entre as interdições. A própria origem da palavra tabu está relacionada ao sangue menstrual em mito das tribos polinésias” (O Livro de Ouro do Sexo, de Regina Navarro Lins e Flávio Braga).

Gregos e romanos condenavam o ato sexual com mulheres menstruadas, pois acreditavam que o contato com elas azedaria o vinho ou cegaria o fio de uma faca. Ainda hoje, judeus ortodoxos evitam a mulher no período menstrual. Tais mitos sustentavam-se basicamente no desconhecimento da função biológica da menstruação.

E foi justamente para esclarecer essa questão que, em 1946, a Walt Disney Production lançou uma animação de 10 minutos intitulada “The Story of Menstruation”. Mais do que uma ação educativa, o filme foi, na verdade, uma bela e talvez pioneira jogada de marketing. Patrocinado pela Cello -Cotton Company, o curta-metragem foi exibido para aproximadamente 105 milhões de estudantes americanos durante as aulas de “health education”. Alunas e professoras também receberam folhetos educativos que, além de conter dicas a serem seguidas durante o período menstrual, estampavam a propaganda de produtos Kotex (da Cello -Cotton Company), desencorajando o uso de produtos Tampax (dos rivais Procter & Gamble, que dominavam o mercado naquela época).

O filme foi o primeiro a exibir a palavra “vagina” numa tela, mas nem por isso ele pode ser considerado tão vanguardista assim. É importante notar que, apesar de explicar com detalhes como ocorre a menstruação (desde o funcionamento da glândula pituitária até as variações de humor provocada pelos hormônios),  “The Story of Menstruation” neglicencia dois aspectos correlatos e importantes: reprodução e sexualidade.

O tópico “reprodução” é mencionado apenas indiretamente, já que a menstruação é resultado de uma ovulação que não resultou em gravidez. Já “sexualiade” sequer é citado.

Quando o filme  sugere que toda mulher deve ter um “calendário pessoal” (“Very Personally Yours”) para marcar o início de cada ciclo menstrual, tive a impressão de que a ideia era também indicar às mulheres uma forma de controlar o período fértil de cada mês e, assim, planejar uma gravidez. No entanto, se esse objetivo realmente existiu, a mensagem passa despercebida de tão subliminar que é. No entanto, não serei tão exigente. Afinal, não se pode esquecer que a produção é de 1946!

No mais, a animação abusa do didatismo ao explicar o qué e como ocorre a menstruação, e ao ilustrar que a mulher menstruada pode fazer “quase tudo que ela faz normalmente”, desde que use “o bom senso” (o que será que o bom senso da época dizia sobre ter relações sexuais durante a menstruação?).

É dada grande ênfase à higiene: “Você não apenas pode tomar banhos, como é aconselhável que você o faça, desde que os banhos não sejam nem muito quentes nem muito frios”. Segundo o filme, também é importante, durante a menstruação, fazer exercícios moderados, beber muita água, ter uma alimentação balanceada (com frutas e cereais), além de descansar, dormir e cuidar da aparência (muitos verão um toque de machismo nesse último conselho). E conclui, de forma simplória: “não há nada de estranho nem de misterioso na menstruação”. E a TPM insiste em nos convencer do contrário.

httpv://youtu.be/_l9qhlHFXuM

 

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30
maio 2012

Seja como for, que seja com amor

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

As famílias são de diferentes tipos e tamanhos. Não existe uma melhor do que a outra, elas são simplesmente diferentes. E cada vez mais novas pesquisas apontam que não existe um modelo “ideal” (atribuído pelos mais conservadores à tríade pai-mãe-filho). Psicólogos enfatizam: mais importante do que o formato, é o afeto.

Essa é também a ideia que a campanha do grupo Famílias Arco-Íris da Associação ILGA Portugal quer difundir. Entretanto, se o objetivo é mostrar vários exemplos, incluiria no cartaz a opção “um pai”, pois sabe-se que há aqueles que cuidam da prole sozinhos.

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11
maio 2012

Aula de sexo

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Ah, se fosse assim tão simples! Imagino a quantidade de perguntas que uma criança faria diante dessa explicação… ainda assim, achei divertida e, digamos, didática esta imagem divulgada na internet. Mesmo se tratando de uma brincadeira (valeu o esforço e a criatividade!), tenho algumas observações a fazer:

1- Travesti também vale para mulheres que se vestem de homem.

2- Sexo sem proteção também pode ser feito entre pessoas do mesmo sexo.

3- Como nem todo mundo conhece o termo, vale esclarecer: chama-se de gang bang quando alguém faz sexo com várias pessoas diferentes, geralmente em um curto espaço de tempo. Muito comum em cenas de filmes pornôs.

4- Ménage à trois é sexo entre três pessoas, não importa a combinação. Pode ser, inclusive, três homens ou três mulheres. Dizer que o ménage “bom” tem duas mulheres e o “ruim” dois homens, nada mais é do que a opinião pessoal do autor. Cada um tem a sua preferência.

5- Mulheres também podem ser pedófilas.

6- Não custa lembrar: pílula do dia seguinte NÃO é método contraceptivo.

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8
maio 2012

Unesp cria mestrado em Educação Sexual

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Ontem o Estadão noticiou que a Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Araraquara, acaba de criar o primeiro mestrado em Educação Sexual do país. O fato de ser o primeiro me chamou a atenção. Como ninguém havia pensado nisso antes? E, se pensou, o que faltou para colocar a ideia em prática? “Apesar das tentativas do governo de levar a discussão sobre homofobia e da discriminação de gênero para as escolas, a sexualidade ainda é um assunto envolto em tabu e a sociedade rejeita a discussão”, disse o coordenador do programa, Paulo Rennes Marçal Ribeiro, ao Estadão. Rejeição essa, aliás, que acarreta um alto custo social.

Acredito que, na ausência de um programa específico sobre educação sexual, a temática vem sendo pesquisada nos departamentos de Pedagogia ou até mesmo Psicologia das universidades brasileiras. Mas acredito que a iniciativa da Unesp não só ajude a dar mais visibilidade ao tema, como também possibilite diferentes abordagens. Até porque vale ressaltar que este mestrado é “profissional” e não “acadêmico”, com duração de dois anos e mais focado na vivência prática do que na pesquisa científica. Também é interessante a ideia de o país formar mestres em educação sexual (não pelo título em si, mas pela aquisição de conhecimento e pela profissionalização da área). Ao que parece, o interesse por essa área está crescendo, e isso é empolgante. Trabalho a fazer, não falta.

Serão 20 vagas e duas linhas de pesquisa: Sexualidade e Educação Sexual: Interfaces com a História, a Cultura e a Sociedade; e Desenvolvimento, Sexualidade e Diversidade na Formação de Professores. O processo seletivo está previsto para setembro e outubro deste ano. Aguardemos mais detalhes a seguir.

Leia a reporragem completa aqui.

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17
abr 2012

I Conferência Online de Educação Sexual

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Nada como aproveitar as benesses do mundo globalizado: recebi um e-mail hoje informando sobre a I Conferência Online de Educação Sexual (COES), que vai ser realizada pelo Grupo de Estudos e Investigação em Sexualidade, Educação Sexual e TIC (GEISEXT) do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa entre os dias 2 e 4 de maio de 2012. O tema central será “Práticas pedagógicas intencionais de educação sexual na escola”.

Trata-se de uma parceria entre grupos de investigação de três Universidades: a de Lisboa, a do Estado de Santa Catarina , e a Estadual Paulista. Os organizadores garantem que esse é o primeiro evento na área de sexualidade a ser realizado totalmente on-line. Não duvido, pois se eventos com essa temática já são raros, aqueles oferecidos on-line devem ser ainda mais escassos.

Pelo que eu entendi, o objetivo é reunir todo tipo de gente interessada em saber mais não só sobre educação sexual, mas também sobre relações de gênero e diversidade sexual. Quem já se inscreveu teve a oportunidade de enviar relatos de experiências sobre diversas temas, que  vão ser discutidos em conjunto no chamado “Espaço de partilha”. O prazo para envio desse material expirou hoje (17/04), no entanto, a boa notícia é que as inscrições para a Conferência estão abertas até 22 de abril e podem ser feita no site http://www.coes2012.com. Lá você também vai encontrar todos os detalhes sobre o evento.

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12
mar 2012

Respeite o meu direito de não querer

 
publicado em: amor, educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Muitas adolescentes vivem a tensão pré-primeira vez. Misto de expectativa e medo. Aquela agonia! Passada a tão esperada “estreia”, elas ganham novo status na rede social da vida real: o de não-virgens. E o que isso quer dizer?

Tem gente que confunde com “a casa é sua, entre e fique à vontade”. Grande equívoco. Não é porque a garota não é mais virgem, que ela tem um sinal verde aceso em tempo integral e para qualquer um.

É verdade que a tal “primeira vez” é cercada de alguns mitos e carrega um quê de especial – herança da nossa ingrata cultura machista. Certos garotos se queixam até que isso transfere para eles um peso chato de responsabilidade por terem tirado a virgindade de alguma menina, como se o romper do hímen significasse “até que a morte nos separe”. Ou seja, se o status for virgem, pense antes de transar.

Por outro lado (a vida tem sempre um lado B), se o hímen já tiver tomado a saideira e apagado a luz… “que beleza!”. Trafegar por uma estrada previamente explorada é bem mais fácil. E tranquilo. E seguro. Dá pra ir direto ao ponto sem muito arrodeio nem nhém nhém nhém. Depois de uns beijos quentes, o cara, sabendo que tem em seus braços uma fêmea “não-virgem”, tem a certeza de que a noite acabará em sexo (e já deixa a camisinha engatilhada – ponto para ele!).

Porém (a vida também é repleta de poréns), antes mesmo de engatar a primeira e acelerar estrada adentro rumo ao prazer, ops: “Atenção, trecho interrompido!” E uma placa “PARE” em letras garrafais. Como assim, “PARE,” se o universo e a sua não-virgindade conspiram para que eu “siga”?

Isso mesmo, pare. Mesmo que a garota te beije gostoso e curta um “amasso” mais quente contigo, o fato dela não ser virgem não significa que vocês irão transar, como 2 e 2 são 4 e a soma do quadrado dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa. Ela pode até estar excitada o suficiente para transar, mas o fato de não se sentir à vontade – por exemplo e por alguma razão – simplesmente a faz desistir. Nem adianta apelar para São Pitágoras ou Santo Antônio. Aqui não se respeitam as leis da Física. O respeito é a si próprio e ao outro.

E você, menina, tenha sempre isso em mente, não se intimide. Não ser mais virgem não significa que, a partir de então, você virou um bem de dominío e usufruto público e por isso tem obrigação de transar com todos os garotos com quem você se envolver. Não existe determinação alguma, nem por lei nem por decreto. Aliás, as regras são redigidas por você. Assim como na primeira vez, a escolha de consentir (ou não) a segunda, a terceira ou a milésima transa (assim como todas as transas da sua vida) sempre será exclusivamente sua – e de mais ninguém. A estrada é uma propriedade privada e por ela só trafega quem você escolher, segundo critérios que só interessam a você.

E se o garoto desistir de mim? É direito dele, oras. O que não significa que você tenha alguma culpa e que por isso tenha que transar simplesmente para não chateá-lo. Você assume a sua escolha e ele, a dele. Lembre-se que ele, assim como você, também tem o direito de não querer mais transar. Sem melodramas.

E se ele insistir? Às vezes é bem gostoso jogar charme só para testar o quanto somos desejadas. Mas a insistência, por si só, não faz milagres. Você, fêmea não-virgem, pode estar adorando brincar de sedução com o ser do sexo oposto e, ainda assim, achar que não é hora de transar. E você não precisa justificar a sua decisão em várias linhas de texto, como se estivesse recorrendo de uma multa de trânsito. Por mais que o camarada insista, a autonomia de colocar esse limite é inteiramente sua – e de mais ninguém.

Negar uma transa a um cara insistente – não são todos, vale salientar – é tão chato quanto negar cartão de crédito a vendedor de loja de departamento. A cena que testemunhei semana passada ilustra o que quero dizer.

Quinta-feira / Loja de departamentos de um shopping do Recife / Noite

Na fila do caixa, a vendedora se aproxima e inicia um diálogo com a mulher que estava atrás de mim:

– Oi, tudo bem? Vamos fazer o cartão da loja?
– Não, obrigada.
– Mulher, tu devia fazer, dá pra comprar um monte de roupa e ainda dividir o pagamento!
– Não, não… eu nem trouxe documentos! (esquivando-se)
– (Sorridente) Que besteira, não precisa, basta você me dizer o número do seu CPF. Você sabe o número?
– Não, eu não memorizo números. (sentindo-se acuada, quase em desespero)
– Ah, então liga pra sua casa e pede pra alguém ver o número no seu documento e me diz que a gente faz o cartão agorinha! (em tom impositivo)
– Sem chance! Não tem ninguém na minha casa a essa hora! (A cliente sente-se aliviada)
– Ah, droga! (A funcionária se dá por vencida e sai bufando e visivelmente irritada).

O exemplo serve apenas para mostrar que o mundo tá cheio de gente que não entende (ou melhor, que não quer entender) o significado de um lacônico, simples e monossilábico “não”. Mas isso não significa que essas pessoas vão despertar a sua dúvida e conseguir transformar o seu não em sim. A decisão é sempre sua. O corpo é seu.

Não é não e ponto. Três letras fortes o suficiente para estabelecer o limite. Cabe ao outro respeitar o seu direito de não querer. Simples assim.

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29
fev 2012

Pós-graduação em Sexualidade Humana na Universidade Anhembi Morumbi

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Mais uma oportunidade para quem quer se especializar na área. Recebi um e-mail com o cartaz em anexo. O curso tem duração de 18 meses, com aulas uma vez por mês (um sexta e um sábado em período integral, no campus da Av. Paulista) e a mensalidade custa R$ 690. Os telefones para mais informações estão no cartaz. Estou bem interessada, mas não sei se é viável para mim, pois não moro em Sampa.

foto: divulgação

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