para maiores de 18 anos

18
fev 2016

Adele passeia com o filho vestido de princesa: quatro coisas que você precisa saber

 
publicado em: educação sexual, estudos de gênero
por: Julieta Jacob
 

A cantora Adele foi se divertir na Disney com seu filho Angelo, de três anos, que foi fotografado vestido de princesa. A imagem despertou dúvidas e curiosidades de muita gente. Garimpei alguns comentários para esclarecê-los:

adele

Imagem: divulgação

1- Ele não tem maturidade nenhuma, isso com certeza só confunde a cabeça da criança!

Pensa comigo: e se Angelo quisesse se vestir de Olaf, você também acha que geraria confusão? Veja só, a criança pode achar que é um boneco e neve, hein? Se mesmo assim você respondeu que não teria problema, eu diria que seu argumento da “falta de maturidade” é falho e esconde razões de transfobia e misoginia.

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17
fev 2016

O casal Ana Carolina e Letícia Lima: três coisas que você precisa saber

 
publicado em: educação sexual, LGBT
por: Julieta Jacob
 

A cantora Ana Carolina e a atriz Letícia Lima foram fotografadas aos beijos na Sapucaí (RJ). Muitos sites de fofoca logo noticiaram a imagem do casal, dando início a especulações sobre o romance, elogios e críticas diversas. Garimpei três comentários para esclarecê-los:

1- Como assim casal? Não seria “par de mulheres”?

Duas mulheres constituem um casal, assim como dois homens também. Elas podem ser casadas, namoradas, noivas, peguetes, companheiras, ficantes… só depende do acordo que existe entre elas (e que só diz respeito a elas). Não muda absolutamente nada, por mais que você possa discordar.

ana carol

Foto: reprodução

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11
fev 2016

Menina com menina não pode? Uma breve lição sobre sexualidade

 
publicado em: educação sexual, LGBT
por: Julieta Jacob
 

Fazendo a tarefa de casa com minha sobrinha de seis anos, aproveitei pra conversar sobre o dia a dia na escola.

– Qual a brincadeira favorita de vocês?

– Os meninos não gostam de brincar com as meninas…

– Por que?

– Porque eles preferem brincar de luta e as meninas brincam de casinha, de bonecas…

– E tu?

– Eu também gosto de brincar com os meninos, às vezes eu brinco…

– E os meninos?

– Só Gabriel brinca com a gente de vez em quando, a gente deixa ele brincar…

duas meninas

(Interessante perceber a clara divisão das brincadeiras por gênero. Seria muito legal que a escola promovesse a integração de meninos e meninas em brincadeiras conjuntas e não reforçasse essa separação. Isso faz parte dos objetivos da educação sexual escolar.

Continuando o diálogo, como eu sei que na idade da minha sobrinha é comum a brincadeira “do beijo”, resolvi sondar. Nada mais é do que dar selinhos nos amigos.)

– E a brincadeira do beijo tem?

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4
fev 2016

Por que a masturbação feminina ainda é considerada um tabu?

 
publicado em: educação sexual, estudos de gênero, feminismos
por: Julieta Jacob
 

Sendo bem simplista, porque a sexualidade feminina ainda é cercada de tabus e a masturbação é parte dela. Veja só: ao longo da história, o sangue menstrual já foi considerado assustador e doentio, dizia-se que o sangue da “defloração” trazia azar e muitos mitos foram criados associando a vagina a uma força devoradora e insaciável, uma caverna que podia provocar pesadelos e até a morte. Na Índia, inúmeras lendas falam do mito da vagina dentada, ou seja, mulheres cuja vagina é uma monstruosa boca cheia de dentes para decepar o pênis.

barbarella

Em 1968 a atriz Jane Fonda interpretou a maravilhosa Barbarella, tão fogosa que destruiu a máquina feita para matar de prazer.

Hoje, apesar de essas crenças soarem absurdas, no nosso inconsciente elas parecem ainda exercer enorme influência e não por acaso. O discurso da sexualidade feminina enquanto força perigosa e incontrolável foi apropriado de forma conveniente e estratégica por instituições como a Igreja, a Medicina e o Estado, que trataram de controlar e negar o prazer das mulheres.  leia o post completo »

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29
jan 2016

Dia da Visibilidade Trans: conheça Maria Clara Araújo, militante afrotransfeminista

 
publicado em: educação sexual, LGBT
por: Julieta Jacob
 

Hoje, 29 de janeiro, é o Dia da Visibilidade Trans, que marca a luta por respeito e cidadania de pessoas transexuais. A data é celebrada desde 2004, ano em que o movimento de travestis e transexuais no Brasil criou a primeira campanha nacional voltada para esse público em parceria com o Ministério da Saúde.

Ainda hoje, as populações de travestis e transexuais enfrentam no Brasil uma enorme carga de preconceitos e violências. Desde o reconhecimento do nome social, uso do banheiro conforme a identidade de gênero, até brutais assassinatos transfóbicos, que colocam o Brasil no topo do ranking de crimes contra transexuais. Em 2015 foram 318 assassinatos contra pessoas LGBT no país (um crime a cada 27 horas). Proporcionalmente, as travestis e transexuais são a população mais vitimizada. Confira os dados do relatório de 2015 sobre a violência LGBT no Brasil, elaborado pelo Grupo Gay da Bahia.

Eu entrevistei Maria Clara Araújo, que foi criada como um menino, por ter nascido com um pênis, mas nunca se enxergou como tal. No programa Erosdita (inscreva-se no canal), ela conta essa história surpreendente e lembra como foi difícil se assumir transexual aos 16 anos. Hoje, aos 19, a estudante de pedagogia da UFPE virou referência na militância LGBT e é uma das vozes mais atuantes e empoderadas da luta afrotransfeminista do Brasil.

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21
jan 2016

Você, mulher (hétero, lésbica, bi ou transexual): já fez o seu Papanicolau?

 
publicado em: educação sexual, LGBT
por: Julieta Jacob
 

Ontem foi dia de fazer meu exame Papanicolau (de prevenção do câncer de colo de útero) e venho aqui te lembrar: você já fez o seu este ano? (no caso, de 2015, já que 2016 acabou de começar).

Tem mulher que detesta, diz que doi, incomoda e tal… bom, eu adoro! Faço com a mesma médica há anos (que é gentil e delicada durante o exame – sabemos que esse detalhe faz diferença) e a gente ainda bate um papinho.

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reprodução/Flirtmoji

A questão é: gostando ou não, esse exame é indispensável para a saúde de nós, mulheres. E sabe por que?

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20
jan 2016

Assédio sexual: o que é, de quem é a culpa e como combater

 
publicado em: educação sexual, estudos de gênero
por: Julieta Jacob
 

Gravar o programa “Abre Aspas” (assista no fim do post) não foi fácil porque falar sobre esse assunto não é. Não é fácil, mas é MUITO necessário. Precisamos falar sobre assédio. E sobre consentimento.

Vou te dar um exemplo: um dia depois dessa gravação, uma amiga me ligou pedindo ajuda. Uma conhecida dela havia sido estuprada e, ao chegar na delegacia para prestar queixa (devastada, diga-se), a primeira pergunta do policial que a atendeu foi “Mas que roupa você estava usando”. Seguido do comentário “uma mulher sozinha andando por esse local à noite…”.

assedio aeso

Assista ao programa completo no fim do post.

Pois é. Doeu em mim. Doeu em você também. Esse caso aconteceu em Recife. Estamos em 2016 e continuamos achando que a culpa é da vítima. É da mulher que usa um decote ou uma saia curta. Que caminha por um local deserto e pouco iluminado. Que é mulher, enfim.

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18
jan 2016

10 fatos sobre masturbação infantil que nunca contaram para você

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Você aí que tem filho(a) pequeno(a), presta atenção: você sabia que no ano de 1710 foi publicado um panfleto intitulado “Onanias, ou um hediondo pecado da autopolução”, que enumerava todas as “terríveis” consequências aos que se perderam por causa dessa prática “abominável”? Você sabia também que no final do século XIX o tema da masturbação na infância tornou-se uma obsessão a ponto de se acreditar que uma dieta com pouco sal frearia o “apetite sexual” das crianças?

Agora dá até pra entender um pouco por que no tempo das nossas avós a metodologia antimasturbatória funcionava na base do “não toque aí! É feio uma menina fazer isso” ou ainda “não mexa nele! Se mexer, ele pode cair”.

menina ok

Jamais diga: “Não mexa aí! É feio uma menina fazer isso”

Aí você lê tudo isso e pensa com alívio “Ufa, ainda bem que os tempos mudaram!”. Até que o seu filho(a) de três anos não para de se esfregar no bichinho de pelúcia. E você simplesmente não sabe o que fazer.

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15
jan 2016

É boato: esclarecendo a polêmica sobre o suposto livro de Educação Sexual distribuído pelo MEC

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Se você é pai ou mãe, respire fundo para ler este post com calma. Não que ele seja longo. É que o assunto em questão tem causado um certo pânico (desnecessário, você verá).

Vamos esclarecer passo a passo: há poucos dias o deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) publicou um vídeo em sua página do facebook em que denuncia a distribuição de um suposto livro sobre Educação Sexual na rede pública de ensino. O vídeo (que faço questão de não compartilhar) já teve cerca de 250 mil compartilhamentos e é possível que tenha chegado até você.

Para se ter uma ideia, no Distrito Federal essa polêmica entre pais e movimentos religiosos desencadeou uma petição pública com mais de 700 pedidos de revogação imediata da indicação do livro às escolas do Brasil. E o livro que supostamente seria distribuído pelo MEC para crianças a partir de 6 anos, é este aqui da foto:

Livro-Aparelho-Sexual-e-Cia-um-Guia-Inusitado-Para-Criancas-Descoladas-Zep_0

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8
jan 2016

Quem é esse aí, papai? É o ciúme. O meu, o seu e o de Ivete

 
publicado em: amor, educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Muito já se falou sobre a demonstração explícita de ciúmes da diva Ivete Sangalo durante um show na praia de Guarajuba, na Bahia. Virou, eu soube, o primeiro meme de 2016, veja só. A musa baiana encrespou ao ver o seu marido de conversê com outra mulher no camarote e usou o microfone para fazer uma repreensão em alto e bom som.

ivete

Foto: reprodução site oficial da cantora.

Não quero engrossar o coro da fofoca em torno do caso e nem investigar se a cena foi, de fato, ciúmes ou uma simples brincadeira (sabe-se lá). Escrevo este texto não para falar sobre ela, Ivete, mas sobre ele, o ciúme. Não só o dela, mas o meu e o seu também. Sobre o nosso ciúme social.

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