para maiores de 18 anos

11
nov 2015

Gênero nas escolas: polêmicas e divergências políticas travam avanços da discussão no país

 
publicado em: educação sexual, Especial UFPE
por: Julieta Jacob
 

*TEXTO: Elen Taline, Marina Barbosa, Marina Didier, Paula Passos, Rebeca de Arruda, Sinara Vasconcelos e Ursula Neuman.

Falar ou não sobre gênero na escola virou assunto no Brasil em 2014, passados anos e anos de uma educação formal que dificilmente retrata a diversidade de gênero existente no mundo. A discussão veio à tona quando o governo federal lançou o Plano Nacional de Educação, com o objetivo de estabelecer as metas do ensino brasileiro dos próximos dez anos. Logo depois, ganhou ainda mais força quando esse trabalho alcançou os níveis estaduais e federais. Hoje, a discussão continua, tão binária quanto a realidade que se pretendia acabar no começo de tudo isso: falar ou não falar de gênero com as crianças no colégio?

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O pequeno Romeo Clarke, 5 anos, trouxe a discussão sobre gênero para a sua escola, em Rugby, no Reino Unido. O estudante adora usar vestidos, mas a escola que ele frequenta considera mais adequado que ele se vista de acordo com o seu gênero (masculino). Romeo foi capa da Revista Nova Escola de fevereiro de 2015.

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4
nov 2015

Vídeo desconstroi percepções negativas e machistas do que significa fazer algo “como uma menina”

 
publicado em: educação sexual, feminismos
por: Julieta Jacob
 

A gente mal percebe, mas de vez em quando solta um “Isso é coisa de muherzinha!” ou “Se ajeite, menino! Você por acaso é uma mulher?”. Se não é a gente que fala, é a gente que ouve e nem se dá conta do absurdo que essas frases representam. Afinal, o que é que significa agir como uma mulherzinha?

Tá na cara que não é algo bom ou desejável! Tanto que essas frases sempre são usadas em tom jocoso ou de repreensão. E o pior: de tanto que se fala, esse discurso de depreciação do feminino acaba sendo “naturalizado” e absorvido INCLUSIVE por mulheres, que também o reproduzem.

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Vídeo desconstroi a construção machista de que ser mulher é sinal de fraqueza e vergonha. Foto: reprodução/youtube

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3
nov 2015

Como explicar para as crianças como nascem os bebês? Ouça o podcast e confira!

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Eu tive a alegria de participar da Rádio Matraquinha, um rádio ulta fofa, hiper divertida e super educativa feita para crianças de todas as idades. No programa, as apresentadoras Claudia Bettini (que é também do blog Corujices)  e Mariane Bigio me perguntaram o que fazer quando a criança perguntar “como nascem os bebês?”. Ah! Essa é fácil! Quero ver explicar como o bebê entra na barriga da mãe! #desafiei

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Será que o bebê entrou pela boca?

E não vale dizer que entrou pela boca, nem que a mãe engoliu uma melancia (eu pensava isso quando era pirralha, acreditam?), muito menos que o bebê foi trazido pela cegonha ou por anjos. Se você ainda não se imagina explicando que os bebês (em sua maioria) são fruto de uma relação sexual (algo que os adultos fazem quando se amam, por exemplo) e que “do pênis do papai sai esperma, que se junta ao óvulo na barriga da mamãe para formar o bebê”, saiba que está tudo bem. Construir esse diálogo não é do dia para a noite. Mas para conseguir é preciso começar!

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30
out 2015

PL 5069: nada é tão ruim que não possa piorar

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Eu pensei em deixar este texto pra amanhã, mas sabe como é. A ideia do dia seguinte me fez lembrar o quanto é urgente falar sobre a pílula. Tentarei  ser didática e breve. É mais ou menos assim:

Existe um lugar onde uma mulher é estuprada a cada quatro minutos (média 140 mil estupros por ano). Muita coisa, né? Pois pasme: nesse lugar, APENAS 10% dos estupros são notificados. E por quê? Por medo do agressor e vergonha de denunciar. Sabe o que acontece com muitas mulheres que decidem fazer a denúncia? Elas são recebidas na delegacia com a INACREDITÁVEL e INADMISSÍVEL pergunta “Será que foi estupro mesmo? Você estava usando que roupa quando o fato aconteceu?”. Muito prazer, esse lugar é o Brasil.

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Não só nossos úteros, mas o Estado brasileiro também.

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28
out 2015

Vídeo educativo ensina crianças a se defenderem de abuso sexual. Assista!

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Sem dúvida, o abuso sexual é uma das maiores (senão a maior) preocupação de pais e mães. Mais ainda do que uma gravidez precoce ou a contração de alguma doença sexualmente transmissível. Nas palestras que faço, não tem um encontro sequer em que esse assunto não venha à toa. E eu sempre repito: crianças com educação sexual estão menos vulneráveis ao abuso sexual. E o que isso significa? Que é preciso falar sobre o assunto.

Você não se sente preparado/a? Eu te entendo. Mas é por isso mesmo que profissionais como eu existem: para ajudar gente como você a ajudar o seu filho/a. E ajudar como? Com informações úteis.

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Vídeo mostra situações de abuso com linguagem acessível para crianças. Assista!

Desde cedo é importante ensinar à criança que o corpo dela é especial e que certas partes dele (como o pipiu, a pitoca e o bumbum, por exemplo), são ainda mais especiais e, por isso, não devem ser vistas ou tocadas por qualquer pessoa. É preciso insistir nessa lição cotidianamente: na hora do banho, na hora em que a criança ficar pelada na frente de pessoas estranhas (crianças pequenas ainda não têm noção de inibição e, por isso, ficam peladas em locais e situações em que nós, adultos, julgamos inadequadas).

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27
out 2015

Meu primeiro assédio

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Eu devia ter uns 10 anos e estava indo à praia a pé com minhas amigas, quando um sujeito passou do nosso lado olhando pra gente. Ele acelerou o passo e se escondeu entre uns carros estacionados à frente. Quando a gente passou pelo local, ele chamou a gente e arriou a sua sunga laranja exibindo o seu pau ereto. A gente tomou um susto e saiu correndo em direção à praia, sem saber a quem pedir ajuda e com medo que ele viesse atrás da gente. A verdade é que a gente não pediu ajuda. Corremos pro mar desesperadas e esperamos uma oportunidade para nos sentirmos seguras pra voltar pra casa.

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Campanha #PrimeiroAssedio, do site feminista Think Olga.

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23
out 2015

Julieta não quer ser princesa

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Era uma vez uma Escola de Princesas, onde meninas da plebe podiam enfim realizar o sonho de tornar-se uma princesa. Mas, para isso, tinham que passar por um árduo treinamento para aprender sobre identidade, etiqueta, relacionamentos, estética e prendas domésticas. Ao final, a gloriosa recompensa: a princesa se casa com um lindo príncipe encantado e vira rainha.

“Ninguém nasce princesa, torna-se”. Com o perdão de Simone de Beauvoir, essa frase só seria admissível no mundo da fantasia, mas acredite, essa escola existe. Aqui no Brasil mesmo. Ela funciona em esquema de franquia e acaba de abrir unidades em Uberaba e Belo Horizonte. Fiquei sabendo por uma leitora do Erosdita, que me escreveu pedindo a minha opinião.

Não sei se atribuo a meu nome a minha falta de talento para acreditar em contos de fadas (afinal, nada mais trágico do que a história de Romeu e Julieta), mas o fato é que eu não quero ser princesa. Muito menos o modelo de princesa que a tal escola promete fabricar. E por quê?

coroa

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22
out 2015

O mundo rosa e azul: debater gênero é urgente

 
publicado em: educação sexual, Especial UFPE
por: Julieta Jacob
 

*TEXTO: Elen Taline, Marina Barbosa, Marina Didier, Paula Passos, Rebeca de Arruda, Sinara Vasconcelos e Ursula Neuman.

Conversando com uma amiga grávida, ela me conta que está preparando o enxoval do bebê. “Agora que descobri o sexo e sei que é menina, vou comprar tudo rosa”, diz. Eu pergunto sobre a escolha da cor, ao que ela rebate: “toda menina gosta de rosa”. A resposta abre espaço para um questionamento: toda menina nasce gostando de rosa ou toda menina é criada para gostar de rosa?

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Menina ou menino?

Nascemos em um mundo binário, é tudo preto e branco – ou rosa e azul. Meninas gostam de rosa, de brincar de boneca e são delicadas. Meninos gostam de azul, de brincar de carrinho e são fortes. Me pergunto se as pessoas não enxergam os diferentes tons nesse mundo de regras. Ninguém pergunta à menina do que ela quer brincar ou de que cor ela gosta ao invés de simplesmente impor?

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19
out 2015

Mamilos censurados em tempos de banalização da nudez. Como assim?

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Esse mundo é estranho.

Não sei se vocês viram, mas a revista Playboy americana acabou de anunciar que não publicará mais ensaios com gente pelada. Isso mesmo! Depois de 62 anos fazendo isso, a publicação americana decidiu que, a partir de agora, as estrelas aparecerão sempre vestidas nos ensaios sensuais.

E por quê, meu Deus?, você pergunta. Porque num mundo onde os sites de pornografia oferecem gratuitamente todos os atos sexuais imagináveis, a publicação de ensaios de nudez está totalmente ultrapassada. Né?

mamilo

Foto: Tumblr Movimento #MamiloLivre

Ok, faz sentido. A estranheza vem agora: pois nesse mesmo mundo, onde a nudez é algo banal, as mulheres não podem exibir os seus mamilos livremente como os homens. Não é estranho?

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8
out 2015

Daniela Auad debate gênero e diversidade sexual na educação em palestra na Bienal do Livro

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Alerta convite imperdível!!!

A pedagoga e professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (FACED/UFJF), Daniela Auad, fará uma aula-palestra na X Bienal Internacional do Livro de Pernambuco abordando a importância do debate sobre questões de gênero e diversidade sexual na escola. A palestra será neste sábado (10/10), às 10h, no auditório Paulo Freire, e a entrada é gratuita.

A palestra de Daniela dialoga com um debate urgente e bastante polêmico que se instaurou no Brasil: recentemente os termos “identidade de gênero”, “orientação sexual” e “sexualidade” foram retirados de diversos Planos de Educação, documentos que traçam metas educacionais para a próxima década. Por um lado, a exclusão desses termos foi comemorada por entidades religiosas, mas, por outro, foi considerada um retrocesso na visão de profissionais de educação.

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A pedagoga Daniela Auad lançará seu mais recente livro na Bienal.

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