para maiores de 18 anos

21
fev 2016

“Amo meu filho, mas estou detestando ser mãe”. Mulher rejeita ‘desafio da maternidade’ e tem perfil bloqueado no Facebook

 
publicado em: educação sexual, estudos de gênero, feminismos
por: Julieta Jacob
 

Eu cheguei a ler o comentário de Juliana Reis na íntegra pouco tempo depois que ela o publicou no facebook. No dia seguinte, para minha surpresa, soube que o perfil dela havia sido bloqueado devido a inúmeras denúncias e críticas. E o que de mal Juliana fez? Eu poderia dizer simplesmente “nada” (porque, de fato, não fez nada). Mas, para muita gente, ela cometeu um grave crime: desconstruir a ideia romantizada da maternidade.

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Juliana com o filho Vicente, de três meses. Foto: reprodução/Facebook

Juliana rejeitou o tal “desafio da maternidade” (que propõe que as mulheres postem fotos que demonstrem como é bom ser mãe) e propôs o desafio que chamou “maternidade real”. Juliana é mãe de Vicente, de três meses, e em seu depoimento, (maravilhoso, aliás – leia um trecho abaixo), ela teve coragem de compartilhar seus medos, dificuldades e angústias mais íntimas em relação à maternidade.

“Amo meu filho, mas estou detestando ser mãe”, desabafou. E foi crucificada por isso.

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4
fev 2016

Por que a masturbação feminina ainda é considerada um tabu?

 
publicado em: educação sexual, estudos de gênero, feminismos
por: Julieta Jacob
 

Sendo bem simplista, porque a sexualidade feminina ainda é cercada de tabus e a masturbação é parte dela. Veja só: ao longo da história, o sangue menstrual já foi considerado assustador e doentio, dizia-se que o sangue da “defloração” trazia azar e muitos mitos foram criados associando a vagina a uma força devoradora e insaciável, uma caverna que podia provocar pesadelos e até a morte. Na Índia, inúmeras lendas falam do mito da vagina dentada, ou seja, mulheres cuja vagina é uma monstruosa boca cheia de dentes para decepar o pênis.

barbarella

Em 1968 a atriz Jane Fonda interpretou a maravilhosa Barbarella, tão fogosa que destruiu a máquina feita para matar de prazer.

Hoje, apesar de essas crenças soarem absurdas, no nosso inconsciente elas parecem ainda exercer enorme influência e não por acaso. O discurso da sexualidade feminina enquanto força perigosa e incontrolável foi apropriado de forma conveniente e estratégica por instituições como a Igreja, a Medicina e o Estado, que trataram de controlar e negar o prazer das mulheres.  leia o post completo »

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9
dez 2015

Laerte doa arte para ajudar revista feminista

 
publicado em: feminismos
por: Julieta Jacob
 

*TEXTO: Letícia Bahia, psicóloga e autora do blog Reflexões de uma Lagarta.

“Finalmente, uma revista feminina com sustança?”. A pergunta foi feita pela cartunista e transexual Laerte Coutinho em seu Facebook. A revista em questão se chama AZmina, um projeto de jornalismo cidadão, digital e gratuito, que quer conversar com as mulheres de um jeito diferente do das revistas femininas que estão por aí.

Laerte perfil

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8
dez 2015

Carnaval é coisa séria: blocos feministas se articulam para debater questões políticas em meio à festa

 
publicado em: Especial UFPE, feminismos
por: Julieta Jacob
 

*TEXTO: Aline Van der Linden, Antonio Lira, Jorge Cosme, Kamilla Rogge, Marília Parente, Penélope Araújo, Yasmin Freitas

Foi no século XIX que surgiram, enquanto movimento, as primeiras revindicações em prol dos direitos das mulheres. Na Europa, grupos femininos protestavam a favor de questões humanitárias, como igualdade em relações contratuais (a exemplo de posses de terrenos), oposição aos casamentos arranjados e à posse de mulheres casadas e de seus descendentes por parte dos maridos. É nessa época também que começa a tomar forma a luta pelo sufrágio, ou seja, o direito ao voto feminino. Era a famosa primeira onda do feminismo acontecendo. No Brasil, a luta tardou a se desenrolar. Apenas com a instauração do regime ditatorial militar, em 1964, começaram a se desenhar os primeiros traços daquilo que viria a ser uma luta organizada de mulheres no país.

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Mulheres e o movimento sufragista. Foto: reprodução internet

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13
nov 2015

Assista! Novo clipe de Clarice Falcão é um manifesto de empoderamento feminino

 
publicado em: estudos de gênero, feminismos
por: Julieta Jacob
 

Dá um pausa rapidinha no que você tá fazendo e vai assistir ao novo clipe de Clarice Falcão, lançado hoje! Principalmente se você for mulher. Mas se for homem, assista também. Achei emocionante.

A música é um cover de “Survivor”, da antiga banda de Beyoncé, Destiny’s Child.

Guarda pra cantar (bem alto e repetidas vezes!) naquele momento em que você terminar um relacionamento abusivo e se sentir uma sobrevivente – porque você continua inteira e o melhor da vida está por vir! Se já terminou um relacionamento abusivo, canta também. Já o batom vermelho você pega agora mesmo e usa imediatamente.

clarice 1

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4
nov 2015

Vídeo desconstroi percepções negativas e machistas do que significa fazer algo “como uma menina”

 
publicado em: educação sexual, feminismos
por: Julieta Jacob
 

A gente mal percebe, mas de vez em quando solta um “Isso é coisa de muherzinha!” ou “Se ajeite, menino! Você por acaso é uma mulher?”. Se não é a gente que fala, é a gente que ouve e nem se dá conta do absurdo que essas frases representam. Afinal, o que é que significa agir como uma mulherzinha?

Tá na cara que não é algo bom ou desejável! Tanto que essas frases sempre são usadas em tom jocoso ou de repreensão. E o pior: de tanto que se fala, esse discurso de depreciação do feminino acaba sendo “naturalizado” e absorvido INCLUSIVE por mulheres, que também o reproduzem.

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Vídeo desconstroi a construção machista de que ser mulher é sinal de fraqueza e vergonha. Foto: reprodução/youtube

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