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5
maio 2017

“O Recife ocupa o topo do ranking da LGBTfobia do Brasil. A universidade faz parte dessa cultura”, analisa professora Luciana Vieira

 
publicado em: Especial UFPE, LGBT
por: Julieta Jacob
 

Reportagem*: Cesar Castanha, Felipe Soares, Henrique Souza, Luiza Ribeiro, Vinícius Maranhão e Victoria Ayres.

Para falar de LGBTfobia e lesbofobia,  a gente volta a abril de 2016, quando a Revista Veja, publicou um perfil de Marcela Temer, esposa do então presidente interino Michel Temer, sob o título Marcela Temer: bela, recatada e “do lar”. O texto representa uma figura feminina que cumpre um papel decorativo no atual conflito político brasileiro. Como “recatada e do lar”, ela é esposa de Michel Temer, nada mais. Seu cotidiano se restringe a salões de beleza e à criação de Michelzinho, filho do casal. O perfil termina com a frase “Michel Temer é um homem de sorte”, como se a representação que o texto faz de Marcela Temer fosse a representação de uma mulher ideal.

a professora luciana

“Discutir gênero e sexualidade é um dos caminhos para desconstruir a cultura patriarcal, machista e LGBTfóbica”, analisa a coordenadora da Diretoria LGBT da UFPE, Luciana Vieira.

O perfil publicado na Veja é apenas uma de várias pistas para como o espaço a ser ocupado pela mulher é percebido nessa sociedade predominantemente patriarcal, em que o homem é visto como figura de comando e a mulher deve ser submissa a ele. Outra evidência, bem mais sombria, surge de um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que estipula um número de cerca de 5 mil mortes por ano causadas pelo feminicídio no país.

A vulnerabilidade da mulher no espaço público se agrava no caso das mulheres lésbicas. As lésbicas são vistas como um grupo indisponível ao desejo masculino. E o simples fato de serem mulheres que vivem sua sexualidade entre si, sem a participação dos homens, é visto como uma afronta à sociedade heteronormativa (e também patriarcal) em que vivemos, onde a heterossexualidade é legitimada como modelo a ser seguido. Quem não se encaixa nesse padrão é vítima de violência física e psicológica.

Nem sequer em espaços públicos, onde o respeito à diferença deveria existir, as mulheres lésbicas estão salvas desses abusos. Como enfrentamento à opressão de que são vítimas, elas têm se organizado para construir espaços próprios, como no caso da festa Ocupe Sapatão, e para ocupar coletivamente espaços hostis, como o bloco de Carnaval Ou Vai ou Racha. Nas universidades, o movimento feminista e LGBT pensam políticas de inclusão e combate à misoginia e LGBTfobia nos campus. Como coordenadora da Diretoria LGBT, a professora Luciana Vieira está à frente dessa missão da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Conversamos com ela para conhecer as iniciativas da diretoria que visam garantir às mulheres lésbicas e às minorias LGBT o direito de vivência da sua sexualidade e gênero no espaço do campus.

Entrevista

EROSDITA – A UFPE é um lugar seguro para uma mulher lésbica viver sua sexualidade publicamente?

Não tenho como responder a essa questão porque, para isso, precisaríamos de uma pesquisa para mapear a lesbofobia na UFPE. Estamos fazendo uma pesquisa que vai ficar vinculada ao Siga para medir a lgbtfobia da UFPE e traçar o perfil da comunidade LGBT da universidade, mas ainda não temos esse mapeamento feito.

O Brasil, e também especificamente a cidade do Recife, não são lugares para a mulher lésbica viver sua sexualidade publicamente. Infelizmente, o Recife ocupa o topo do ranking da lgbtfobia do país. A universidade também faz parte dessa cultura LGBTfóbica. Foi exatamente por se saber disso que se criou a Diretoria LGBT, para pensar ações de conscientização e sensibilização da comunidade acadêmica em relação à LGBTfobia, entre outras questões.

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9
set 2016

Estudantes da UFPE produzem programa sobre mulheres lésbicas

 
publicado em: Especial UFPE, LGBT
por: Julieta Jacob
 

No dia 29 de agosto é comemorado o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Para celebrar,  teve programa Erosdita inédito sobre o tema! Foi mais uma parceria maravilhosa com a professora Yvana Fechine (a primeira deu origem ao programa especial sobre gênero e diversidade sexual). Todas as reportagens foram produzidas e realizadas por alunos e alunas do sétimo período do curso de jornalismo da UFPE. O programa foi ao ar pela TV Pernambuco (canal 46 em Recife) e você pode conferir na íntegra aqui embaixo!

bloco 01

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17
jun 2016

A nossa Orlando brasileira

 
publicado em: LGBT
por: Julieta Jacob
 

O mundo ficou mexido após o massacre na boate Pulse, em Orlando (EUA), onde 49 pessoas LGBTs foram assassinadas e outras 50 ficaram feridas. No Brasil, dois professores homossexuais foram encontrados carbonizados em uma cidade do interior da Bahia. Os trágicos episódios trouxeram à tona um tema que deve ser debatido cotidianamente: LGBTfobia. Sim, tem cura! E você faz parte dela!

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2
jun 2016

“É importante sair do armário”, diz diretor do documentário ‘Bichas’. Assista!

 
publicado em: educação sexual, LGBT
por: Julieta Jacob
 

Maio foi um mês lindão! No dia 17, além de meu aniversário, é também o Dia Internacional de Combate à Homofobia (LGBTfobia). E no programa Erosdita eu tive a imensa alegria de entrevistar o publicitário Marlon Parente, diretor do documentário Bichas (disponível no YouTube – clique aqui para assistir).

Marlon me contou por que decidiu fazer o filme depois de sofrer uma ameaça de morte, como foi a sua saída do armário e em que momento a palavra “bicha” ganhou um novo significado em sua vida. Tá imperdível!

BLOCO 01

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5
maio 2016

Falando sobre homossexualidade com crianças

 
publicado em: educação sexual, LGBT
por: Julieta Jacob
 

Hora do chá! O de hoje tá ideal pra ser saboreado também no domingo, depois do almoço do Dia das Mães (mas chama o pai pra mesa também!) porque traz um tema muito importante e sobre o qual muitos adultos ainda evitam falar: homossexualidade.

OBS: Esse tema (homossexualidade) é um dos que mais gera dúvidas nas palestras que faço com pais e mães. Percebo que falar sobre homossexualidade com crianças ainda é um grande tabu a ser desconstruído.

Espero ter iniciado esse diálogo pra gente começar a digerir gostosamente esse assunto e promover uma educação mais inclusiva e que valorize a diversidade como um aspecto positivo da vida!

Gostaram do chá! Te espero na próxima quinta-feira, às 17h! Não se esqueça de se inscrever no canal e de compartilhar o vídeo se você achar que ele pode ajudar alguém que você conhece.

Ah! Joga um tema aqui no meu bule! Elogios sinceros e uma críticas construtivas também são muito bem-vindos!

 

 

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12
mar 2016

“Você prefere um filho morto a um filho gay”: atriz Ellen Page rebate comentários homofóbicos de Bolsonaro

 
publicado em: LGBT
por: Julieta Jacob
 

A atriz canadense Ellen Page esteve no Brasil no carnaval de 2015 para gravar um episódio da série documental Gaycation, na qual investiga a comunidade queer e a homofobia no Rio de Janeiro. Um dos entrevistados foi o deputado federal Jair Bolsonaro, conhecido pelos discursos em que propaga machismo, misoginia e homofobia.

Bolsonaro é entrevistado pela atriz Ellen Page

Bolsonaro teoriza sobre o que pode ter provocado o aumento do número de homossexuais sob o olhar crítico da atriz.

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11
mar 2016

Leitora: “Namoro um homem há três anos, mas quero ficar com mulheres”

 
publicado em: LGBT, sexo
por: Julieta Jacob
 

Há quatro anos, desde que coloquei o Erosdita no ar, toda semana eu recebo emails com depoimentos de leitores e leitoras (um mais interessante que o outro). O tema ficar com mulheres (e bissexualidade) aparece com certa frequência.

Diante de tudo que já li, concluo que o tema provoca muita confusão e também angústia em muita gente. Por isso vou compartilhar algumas histórias aqui e analisá-las pra gente pensar sobre esse assunto e começar a desconstruir alguns mitos e preconceitos ligados à bissexualidade e aos relacionamentos sexuais.

elas querem ficar com mulheres

O namorado dela sabe que ela já ficou com mulheres no passado, mas pensa que foi só curiosidade e não considera que a parceira ainda sinta desejo de ficar com mulheres…

Vamos ver o que diz a leitora Patrícia (nome fictício):

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2
mar 2016

Estação Plural estreia na TV Brasil: “O programa mostra que gay não é bicho de sete cabeças”

 
publicado em: educação sexual, LGBT
por: Julieta Jacob
 

Original, ousado, engajado. É assim que a TV Brasil descreve o novo Estação Plural, primeiro programa LGBT da TV aberta e que vai tratar de pautas de comportamento e temas da atualidade, com destaque para a sexualidade. A estreia é nesta sexta-feira (04/03), às 23h. São três apresentadores, todos do universo LGBT: a cantora e compositora Ellen Oléria (mulher cisgênero lésbica), o jornalista Fernando Oliveira (Fefito – homem cisgênero gay) e a integrante da banda Uó, Mel Gonçalves (mulher transexual heterossexual).

Estação-Plural ok

Da esquerda para a direita: Ellen, Mel e Fefito.

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29
fev 2016

Melhores momentos do Oscar 2016: Lady Gaga, Sam Smith, Spotlight, Amy e Glória Pires

 
publicado em: educação sexual, LGBT
por: Julieta Jacob
 

Milagrosamente consegui assistir a oito filmes que estavam concorrendo ao Oscar (acho até que ultrapassei a marca de Glória Pires!! Quem me segue no instagram já acompanhou as Erosdicas de cinema que dei por lá).

Vou comentar rapidamente alguns momentos que marcaram a cerimônia de premiação (e que envolvem questões de gênero e sexualidade, claro):

1- A apresentação emocionante de Lady Gaga em protesto contra a violência sexual

A cantora fez uma performance arrasadora da música Til It Happens To You, composta por ela e Diane Warren, e presente na trilha sonora do documentário The Hunting Ground (2015). A música, que concorreu a melhor canção original, fala sobre o sofrimento de vítimas de violência sexual em escolas dos Estados Unidos, o mesmo tema do filme. Várias vítimas (homens e mulheres) entraram no palco trazendo nos braços frases escritas tais como “sobrevivente” ou “a culpa não é sua”. A própria Lady Gaga já admitiu ter sido estuprada aos 19 anos. Muita gente da plateia se emocionou (em casa também).

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Lady Gaga no palco cercada de vítimas de violência sexual.

O vice-presidente americano, Joe Biden, também subiu ao palco para citar medidas que o governo tem tomado para combater esse crime e divulgar o site It´s On Us, que reúne orientações sobre como identificar uma violência sexual e o que fazer para enfrentá-la.

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28
fev 2016

Curso que propõe “cura gay” recebe notas de repúdio e será investigado pelo Ministério Público

 
publicado em: educação sexual, LGBT
por: Julieta Jacob
 

Nessa semana circulou na internet via Facebook uma publicação absurda propondo um “curso intensivo” para “prevenir, tratar e curar o homossexualismo” oferecido por Claudemiro Soares, mestre em saúde pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A reação nas redes sociais foi imediata. Logo a publicação foi alvo de inúmeras denúncias e prontamente retirada do ar (veja imagem abaixo) .

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Acima a confirmação de remoção do cartaz pelo Facebook e, abaixo, o cartaz que circulou na rede social.

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