para maiores de 18 anos

21
abr 2016

Sexo e cinema: uma relação sempre polêmica e o difícil limite entre o erótico e o pornográfico

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Para falar sobre sexo e cinema, é preciso, antes, reconhecer que o limiar entre o que é erótico e o que é pornográfico permeia toda a história das artes visuais. No Museu do Sexo, em Nova York, uma exposição mostra imagens pornográficas datadas de 1821. Nos Estados Unidos, centro da indústria cinematográfica, são lançados 11 mil filmes pornográficos por ano, 20 vezes mais do que o número de filmes lançados de todos os gêneros juntos, o que movimenta mais de R$ 100 bilhões por ano de acordo com o estudo divulgado pela organização Treasures, voltada ao resgate de pessoas do tráfico sexual.

sexo e cinema love 3d

Cena do filme “Love”, do diretor Gaspar Noé.

“Na história do cinema, os filmes que exploram a temática do sexo e entram no circuito tradicional, sempre chamaram a atenção da crítica e do público e  são lembrados por uma cena picante que impacta as pessoas. Foi assim com Intimidade (2001), Para Minha Irmã (2001), Romance (2008), Instinto Selvagem (1992), Nove e Meia Semanas de Amor (1986) e Último Tango em Paris (1972)”, comenta, o jornalista e coordenador de programação do cinema da Fundação Joaquim Nabuco no Recife, Luiz Joaquim.

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1
abr 2016

BDSM não é violência: “Eu gosto de agressividade, eu queria que ele batesse em mim”

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Bondage e Disciplina; Dominação e Submissão; Sadismo e Masoquismo, ou simplesmente BDSM. Conjunto de fetiches e comportamentos sexuais que conformam uma fonte de prazer para várias pessoas, de todos os sexos.

ninfomaniaca filme

Cena do filme “Ninfomaníaca – Vol II”, em que a personagem Joe experimenta o prazer do sadomasoquismo.

Define-se como BDSM um relacionamento adulto entre dois ou mais parceiros que pratiquem ao menos uma das três correntes que dão nome ao conjunto. O praticante de cada corrente se diferencia dos demais pelas atividades correspondentes ao seu grupo, porém não há nenhum impedimento para que as práticas se unifiquem, ou que se realizem separadamente.

O importante, e o que distingue o BDSM da violência gratuita, é o fato de ser um ato são, seguro e consensual, em que o objetivo principal é sempre o prazer sexual mútuo.

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30
mar 2016

Assexualidade: “Quando as pessoas veem que eu não faço sexo, acham que eu não vivo”

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Sexo vende, sexo é saúde, sexo é paixão, sexo é vida. Sexo isso, sexo aquilo. Desde que o mundo é mundo, todas as instituições, relacionamentos e até mesmo personalidades parecem girar em torno dessa atividade, que apesar de ser mal vista, continua a reger todas essas instâncias da sociedade como algo instintivo e totalmente natural. Por causa disso, o sexo acaba se tornando provavelmente o único tabu da humanidade sobre o qual se fala o tempo inteiro – logo, quando se recusa a falar sobre ele, somos ensinados a pensar que algo está errado. Isso explica por que a assexualidade é encarada por muita gente como algo “fora do normal”.

bandeira-assexualidade

Representação das cores da bandeira da assexualidade.

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13
mar 2016

Sex toys aliados a contos eróticos fazem fantasias virarem realidade

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Confesso que sempre tive críticas em relação a como os sex toys são comercializados. Até que um belo dia me chega um email mais ou menos assim “Olá, meu nome é Virgínia, estou lançando um produto novo no mercado e gostaria de enviar um para você. É um box de experiências sensuais chamado Livros de Alice”. Eu não entendi muito bem do que se tratava e cheguei a pensar que era uma coleção de livros eróticos.

sex toys aliados a contos eróticos

A caixa que chegou na minha casa. Eu pensava que era uma coleção de livros, mas quando abri… (veja a próxima foto)

Dias depois chegou na minha casa uma caixa linda, onde pensei que estava a coleção de livros. Mas quando abri, entendi (quase) tudo: lá estavam vários sex toys acompanhados de um conto erótico. Foi quando comecei a ler o conto que, aí sim (finalmente), entendi tudo: todos os sex toys estão presentes na história, que acaba dando uma ideia de como usar os produtos (além de atiçar a imaginação e aumentar a vontade de fazer sexo, claro). Cabe a você transformar a fantasia em realidade – do seu jeito.

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11
mar 2016

Leitora: “Namoro um homem há três anos, mas quero ficar com mulheres”

 
publicado em: LGBT, sexo
por: Julieta Jacob
 

Há quatro anos, desde que coloquei o Erosdita no ar, toda semana eu recebo emails com depoimentos de leitores e leitoras (um mais interessante que o outro). O tema ficar com mulheres (e bissexualidade) aparece com certa frequência.

Diante de tudo que já li, concluo que o tema provoca muita confusão e também angústia em muita gente. Por isso vou compartilhar algumas histórias aqui e analisá-las pra gente pensar sobre esse assunto e começar a desconstruir alguns mitos e preconceitos ligados à bissexualidade e aos relacionamentos sexuais.

elas querem ficar com mulheres

O namorado dela sabe que ela já ficou com mulheres no passado, mas pensa que foi só curiosidade e não considera que a parceira ainda sinta desejo de ficar com mulheres…

Vamos ver o que diz a leitora Patrícia (nome fictício):

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8
mar 2016

Ao clitóris, com carinho

 
publicado em: estudos de gênero, feminismos, sexo
por: Julieta Jacob
 

Quanto mais eu convivo, converso e trabalho com mulheres (nas palestras e na vida), mais eu me convenço sobre a necessidade de se divulgar e se promover o clitóris. É sério. Se para você essa parte mágica do corpo já tem o devido valor, ótimo. Que seja sempre assim! Mas, para muitas mulheres, o clitóris ainda é um vizinho um tanto desconhecido. E eu me sinto na obrigação de encorajar esse encontro e essa linda amizade.

clitoris desenho

Vem comigo ser feliz e integrar o fã clube do clitóris! Trata-se de uma estrutura nobre, embora pequenina, que possui 8 mil fibras nervosas (duas vezes a quantidade presente na glande peniana). Além disso, é um órgão cuja ÚNICA função é proporcionar prazer. Fica na parte superior da vulva (no início da abertura) e, quando estimulado, se enche de sangue, dobra de tamanho e se enrijece. leia o post completo »

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7
mar 2016

Campanha usa vídeos para ensinar sobre consentimento e combater a cultura do estupro

 
publicado em: amor, educação sexual, sexo
por: Julieta Jacob
 

Sim, consentimento é simples. Muito. A regra é uma só: se não é “sim”, é “não”. Não tem meio termo. Não tem “não é bem assim”. Mais fácil que 2+2=4. Uma questão de raciocínio lógico dos mais básicos.

consentimento

Os personagens que ilustram os vídeos da campanha #ConsentIsSimple (consentimento é simples). Assista aos vídeos no fim do post.

Mas se é tão simples, por que a gente precisa TANTO bater na tecla do consentimento? Porque contra essa simplicidade toda existe uma gigantesca cultura do estupro que insiste em atrapalhar essa equação propagando mensagens do tipo:

se não disse nada = sim
se disse talvez = sim
se disse que tem namorado(a) = sim
se disse que não tem certeza = sim
se disse que está cansada(o) = sim
se está usando roupa curta = sim
se está dançando = sim
se está de batom vermelho = sim
se está muito sorridente = sim
se eu assovio e ela me olha = sim

Viram só que trabalhão? Sabemos que todas as situações citadas acima são falsas, mas elas são amplamente validadas diariamente nas práticas sociais. É isso que chamamos de cultura do estupro.

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29
fev 2016

Qual a importância do sexo no casamento?

 
publicado em: amor, sexo
por: Julieta Jacob
 

Adoro ir a casamentos e respeito todas as crenças e religiões. Mas confesso que me incomoda a herança ultra romântica que a maioria das cerimônias ainda carrega. Acho lindo o ritual e admito que até mesmo em mim grande parte da simbologia do romantismo está entranhada, por mais que eu a questione. E um dos pontos que mais me chama a atenção é como o sexo é esquecido nesse contexto.

marilyn bride

A atriz Marilyn Monroe no dia de seu casamento com o escritor Arthur Miller, em julho de 1956.

Fala-se muito de amor, companheirismo, fidelidade. Fala-se até de dinheiro e que se deseja ao casal filhos lindos e saudáveis. Mas nunca, nunquinha, fui a uma cerimônia em que a palavra “sexo” fosse mencionada. Sei que faz parte da intimidade do casal e de forma alguma proponho qualquer tipo de invasão. Mas acredito que se o sexo fosse ao menos mencionado, mesmo que un passant,  já seria um bom começo para lembrar aos noivos e às pessoas presentes que ele é parte importante (e indispensável, eu diria) de um relacionamento (seja qual for a forma que o casal escolha viver a sexualidade). Não há porque manter esse tabu.

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24
fev 2016

Confira a programação da Mostra Erótica de Cinema Acessível ‘Às Escuras’

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Eu já falei aqui sobre a Mostra Erótica de Cinema que vai exibir filmes com recursos de audiodescrição, Libras e legendagem descritiva para que pessoas com deficiência visual e/ou auditiva também possam curtir os filmes. Isso mesmo! Filmes eróticos acessíveis a pessoas com deficiência, não é maravilhoso?

O evento será realizado entre 17 e 20 de março, no cinema do Museu (em Casa Forte, no Recife), com entrada gratuita para todo mundo. É importante frisar que, apesar de oferecer recursos especiais para pessoas com deficiência, a mostra é destinada ao público em geral que aprecia cinema erótico.

nova dubai

O filme Nova Dubai, de Gustavo Vinagre, será exibido no domingo (20/03)

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5
fev 2016

Carnaval, carne, camisinha e consentimento

 
publicado em: amor, sexo
por: Julieta Jacob
 

Este texto está repleto de raiva, mas escrevê-lo é uma grande alegria. Você vai entender se chegar ao final. Brinco carnaval em Olinda desde a minha adolescência e lembro perfeitamente de ver, por diversas vezes (todos os dias e mais de uma vez por dia), mulheres serem encurraladas em rodinhas de homens para basicamente duas coisas:

a) quando o grupo considerava a mulher “pegável”, ela era obrigada a beijar um dos caras (ou todos. Sim, todos). Uns caras seguravam a mulher enquanto outro beijava e assim sucessivamente.

b) quando o grupo considerava a mulher “não-pegável”, todos entoavam um coro começando com hoooooorrorosa… e emendavam para vários outros xingamentos.  Em seguida a mulher era enxotada da rodinha, pois “não servia” para a pegação. Tudo isso, claro, ao som de risadas macabras que saíam de bocas cheirando a álcool.

Hoje eu até me arrepio de raiva ao lembrar, e chego a me culpar por não ter feito vários escândalos para ajudar todas as mulheres que vi encurraladas no carnaval. Mas parecia tão normal. Mas o carnaval não é assim mesmo, libidinoso? Mas não é a festa da carne?

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