para maiores de 18 anos

25
jul 2014

Existe vida sexual após o parto

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

O portal NE10 fez uma matéria especial sobre sexo no pós-parto. Muitos casais têm dificuldade de retomar a vida sexual depois de ter um bebê. Há mulheres, inclusive, que desenvolvem uma certa repulsa ao sexo. Mas tudo isso tem uma explicação! Eu e minha parceira Rebecca Spinelli respondemos a 8 dúvidas sobre o assunto e mostramos que sim, existe vida sexual após o parto! Imagina que tristeza se não houvesse…

Leiam e compartilhem com casais grávidos ou “recém-paridos”. Uma das perguntas é essa aqui:

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Leia a reportagem completa clicando aqui.

Nós também fizemos um Sexo a Duas sobre o assunto, assista:

httpv://www.youtube.com/watch?v=va6AmAJwySg&list=UUv9sjrrIbVXWIX_sXZp2kEA

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Foto: NE10 – divulgação

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24
jun 2014

Higiene íntima feminina #01

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Ao longo de alguns posts eu vou dividir com vocês dicas de higiene íntima. Vou começar com a feminina e depois parto para a higiene dos homens. Combinado? Aqui vai a primeira dica:

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Se você se lavar toda vez que fizer xixi, vai acabar removendo a flora natural da vagina (aquela secreção composta por fungos e bactérias com função protetora). Aí provavelmente vai ocorrer um desequilíbrio que pode levar a uma infecção.

Então, o que fazer? Basta enxugar a vulva com papel higiênico e pronto! Um detalhe importante: lembrar de se limpar sempre no sentido de frente para trás (da vagina para o ânus), para não levar bactérias do ânus para a vagina, o que também pode causar infecções.

Esse é o 1º mandamento de uma boa higiene íntima feminina. Aguarde os próximos e compartilhe a informação!

Consultoria: Rebecca Spinelli – ginecologista e terapeuta sexual (@drabeccaspinelli).

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9
maio 2014

Minha primeira vez no urologista

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Recebi o relato de um leitor contando como foi a sua experiência no urologista, mais especificamente para fazer um exame chamado peniscopia (para identificar possíveis lesões causadas pelo vírus do HPV, comum entre homens e mulheres). Esse exame é o equivalente ao papanicolau da mulher e pode ser feito anualmente de forma preventiva. Mas a gente sabe que os homens, em geral, farrapam no cuidado com o pênis. Seja por falta de informação ou descuido. Inclusive esse leitor conta que a sua primeira consulta ao urologista foi aos 30 anos, muito tempo depois de iniciar a vida sexual. Antes disso, ele só tinha visitado o uro aos dois anos de idade, levado pela mãe.

Decidi publicar o relato dele como forma de incentivar outros homens a cuidarem da saúde do seu pênis indo a um urologista. Ainda existe muito tabu e mito sobre esse assunto. E, infelizmente, ainda tem gente que não vai ao médico por puro machismo e preconceito diante da possibilidade de ser tocado (leia-se examinado) nas partes íntimas por um homem. E assim aumentam as doenças sexualmente transmissíveis, os casos de câncer de pênis, etc.

Outro aspecto importante de se notar é a abordagem do médico urologista. Essa parte é verdadeira:  poucos têm alguma formação em sexualidade, pois esse assunto está fora das faculdades de Medicina. Por isso, muitos profissionais tendem a ter uma postura de “machões”, pressupondo que o paciente é heterossexual e “pegador” de muita mulher. Sabemos que essa postura não é adequada e que afasta sobretudo os homossexuais dos consultórios, por se sentirem constrangidos de falar sobre sua orientação sexual com o médico.

Espero que gostem!

Ilustração: Keith Haring

Ilustração: Keith Haring

Incentivado por minha noiva, fui fazer minha primeira peniscopia. Na verdade, nem sabia da existência desse exame, dito “preventivo masculino”. Desde que começamos a nos relacionar, fazemos exames anualmente para DSTs e tudo aquilo que se faz de praxe quando se tira sangue. Ouvi, não lembro onde, que esses exames seriam “exames pré-nupciais”. Mesmo antes de saber dessa nomenclatura, sempre achei importante um casal (hetero, homossexual, etc), que está começando a se relacionar, fazer isso em sinal de respeito, amor e confiança. Engraçado que, apesar de achar importante, nunca tinha feito antes com esse propósito. É algo bom, pois só fortalece a relação. Recomendo!

Voltando à peniscopia… esse exame foi passado na minha primeira visita a um urologista. A primeira visita depois que fiz minha fimose aos dois anos de idade kkk. Era um jovem urologista. Diziam-me que os urologistas são tradicionalmente conservadores e até machistas por tratarem de pacientes homens. Convenhamos, em nossa sociedade (e ainda mais no NE), eles são sim, na grande maioria, conservadores e machistas. Mas esse meu encontro com o jovem urologista foi super tranquilo, nada com esse “ranço” tradicional. Feita a consulta, liguei para marcar a peniscopia com outro médico.

Detalhe: no telefone, a secretária falava comigo normalmente, perguntando meu nome, plano de saúde, etc, mas quando chegou a parte: “o senhor não pode ter relações sexuais três dias antes do exame, não pode usar nenhum tipo de pomada e tem que aparar os pelos pubianos”, ela falou bem baixinho, quase cochichando kkk. Não entendi aquela “frescura” (bobagem mesmo, não é?! Qual o problema, era um consultório de urologia, tudo a ver com penis, relação sexual e pelos pubianos!), mas entendi que ela estava sendo discreta (sem necessidade). Aí, só de sacanagem, eu disse que não tinha escutado e pedi para repetir mais alto.

Fui ao hospital tranquilo, sem nóia nenhuma, sem expectativas, só sabendo que iriam “manusear” o meu pênis. Cheguei lá, esperei meia hora e fui chamado ao consultório. Quem me chamou e me acompanhou foi uma moça de no máximo 30 anos, extremamente séria e tranquila. Até então eu não tinha noção de como era o procedimento. Poderia ser um homem no lugar da moça, para mim não teria problema, mas esse mundo masculino machista e conservador talvez explicasse um pouco a “moça”…

Ao chegar na porta do consultório sou recebido (agora sim!) por um urologista mais velho, deveria ter seus 50 e tantos anos, com um sorriso maroto/simpático/escroto no rosto. Já gostei do cara e já previa o que viria pela frente. Uma vez nós três (eu, a moça e o urologista) dentro do consultório, o médico começou (com um papel na mão):  “então você é o fulano de tal”. Perguntou meu nome e o motivo por que estava lá. “Ah, então o senhor veio aqui para seu exame preventivo”. E emendou: “o senhor tem uma parceira ou mais de uma?”. Já falei de pronto que tenho uma parceira exclusiva, e ele: “Não tá pegando muita gente na rua aí não!?”, com, novamente, seu sorriso maroto/simpático/escroto. Agora sim! Esse é o verdadeiro urologista de que tanto falavam! Respondi que não e pensando ao mesmo tempo: rapaz, se eu fosse gay… como seriam as perguntas? Será que ele notaria, seria mais sério, sei lá? “Pois tire sua calça que a moça vai lhe preparar”. E se retirou da sala de exame.

A moça continuava super séria, tranquila, e eu pensava: ela deve ouvir tanta gracinha de caba safado por aqui… mas talvez seja preconceito meu, pois também deve ter aqueles que, como eu, ficam numa mistura de tranquilidade/constrangimento, quieto, calado. E ela começou a cobrir meu pênis e saco escrotal, vulgo ovo, com muitas gases. Obviamente ela teve que tocar e tal. Até aí tranquilo. Eu gargalhei por dentro quando ela pegou uma última gase, enrolou tipo um cordão e literalmente amarrou meu pau dando umas três voltas kkk. Depois dessa, não pude pensar outra coisa: meu Deus, será que tem cara que fica de pau duro nessa hora? E, para finalizar, ela se aproxima novamente com uma garrafa na mão avisando: “isso aqui é um ácido para o exame”. Eu comigo: “ácido??!!”. E tome borrifada. Um gelo! E um fedor do cacete de vinagre. Agora pronto, se o cara ficar de pau duro assim é um doente kkk.

Como se estivessem perfeitamente sincronizados, logo após as borrifadas, entra novamente o urologista do sorriso maroto/simpático/escroto no rosto. Senta na sua cadeira, descreve o que vai fazer e antes de começar a examinar fala: esse líquido que a moça colocou aqui é o vulgo vinagre. Como eu não tava dando muita bola para as tentativas de escrotices dele, apesar de ter gostado do seu jeito, o exame foi bem formal, rápido e, graças a Deus, meu pênis foi aprovado! Não sem uma última pérola para coroar minha primeira vez: depois de digitar o resultado e assinar, me entregando o exame, ele fala: “tudo certo, velho… até agora… depois eu não garanto…”, com aquele sorriso maroto/simpático/ e com o grau máximo de escrotice no rosto como querendo me dizer: “to ligado que tu vais pegar muita mulher por aí… cuidado!”.

Foi uma primeira vez massa, sem traumas, sem frescuras. A primeira de várias. 

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16
nov 2013

O que é o ponto G da mulher?

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

De tempos em tempos alguém me aparece falando desse danado desse ponto G. Tudo porque ele ganhou fama na mídia como “o ponto do prazer”. Supostamente, ele é sim o ponto do prazer. Supostamente. Mas eu, que não entendo nada de Medicina (nem de investigação – sim, porque a pessoa tem que ter uma vocação para detetive para encontrar esse tal ponto escondido), contesto essa tese. E graças a Deus, tenho o apoio de uma das sexólogas mais renomadas do Recife e do Brasil, a médica Angelina Maia, de quem sou grande admiradora.

Na entrevista que Angelina deu ao Erosdita, falamos que o ponto G poderia ser tranquilamente rebatizado de ponto C. “C” de clitóris, claro! O clitóris sim é que “liga” a mulher. Concordam, leitoras?

Mas a ouvinte Nádia me escreveu querendo saber o que afinal é esse famoso ponto G. Confira a resposta que eu e Rebecca demos a ela:

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1
out 2013

O prazer sexual feminino, por Angelina Maia

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

“O clitóris merece mais homenagens”, diz Angelina Maia com a precisão de uma cientista e a naturalidade de quem estuda a sexualidade humana há 10 anos. Outra frase dela é “as mulheres deveriam pensar mais em safadezas”, quando se refere à importância das fantasias sexuais no processo de excitação.

Angelina é assim: direta, espontânea e descomplicada ao falar. Consegue passar o que sabe (e ela sabe MUITO) sobre o prazer feminino de forma tranquila e didática.

Nesta entrevista ela, que é ginecologista, terapeuta e educadora sexual, derruba alguns mitos sobre o orgasmo feminino (é preciso gozar juntos? existe ponto G? a mulher só goza com o pênis na vagina?) e esclarece por que muitas mulheres fingem o orgasmo.

Espero que gostem da entrevista como eu gostei de entrevistá-la. É só apertar o play!

Um dos trechos mais interessantes que achei é quando ela diz que não existe orgasmo clitoridiano e orgasmo vaginal, como afirmam muitos especialistas que preferem “segmentar” o prazer. Acho legal essa abordagem que enxerga o orgasmo como um só, independentemente de sua origem (vaginal, clitoridiana ou até anal), pois essa segmentação pode gerar ansiedade em muitas mulheres. O importante é o prazer, venha de onde vier (e, na maioria das vezes, ele vem da nossa imaginação).

Aqui está o livro citado na entrevista:

Angelina pesquisou o tema quando fez uma especialização em sexualidade humana na Unicap-PE.

Angelina pesquisou o tema quando fez uma especialização em sexualidade humana na Unicap-PE.

Ouça também a entrevista Como conquistar a felicidade sexual, por Christyne Cavalcante.

Todo o conteúdo em podcast do blog está disponível para download. Quem quiser, pode baixar e ouvir no mp3 player na hora que achar melhor!

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25
set 2013

Como conquistar a felicidade sexual, por Christyne Cavalcante

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Christyne Cavalcante é ginecologista, psicóloga, educadora e terapeuta sexual. Há 23 anos se dedica ao estudo da sexualidade humana e já publicou um livro sobre terapia sexual em coautoria com a irmã, também sexóloga, Ivana Cavalcante.

No programa de estreia na Rádio JC news eu tive o prazer de conversar com Christyne sobre um tema que interessa a muita, mas muita gente: felicidade sexual. Não, ela não pode ser comprada. Não, ela não vem facilmente. A boa notícia é que ela só depende de uma pessoa: você!

E, claro, não existe felicidade sexual se não houver, antes, felicidade. Portanto, é preciso, entre outros aspectos, cuidar da auto-estima, pensar positivo e assumir um papel autônomo e ativo diante da vida. O primeiro passo para ter tesão pelos outros é ter tesão por si mesmo. Pode parecer clichê, mas ainda não inventaram nada mais eficaz.

Para entender melhor, escute a entrevista de Christyne e se deixe entusiasmar por suas palavras. Está um pouco longa, mas vale a pena ouvir tudo!

Christyne também ministra cursos de capacitação em terapia sexual aqui em Recife para médicos e psicólogos. A 4ª turma vai ser iniciada em breve. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo telefone (82) 9128 9442 com Amilton Guimarães.

 

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17
set 2013

Absorvente para sexo durante a menstruação

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Muita gente (homens e mulheres) evita ter relações sexuais durante o período menstrual porque não gosta de ter contato com o sangue (existem vários mitos e tabus sobre essa questão). Pensando nesse público, a Intt Cosméticos lançou o soft tampom, um absorvente interno para ser usado durante as transas, quando a mulher estiver menstruada (claro que ele também pode ser usado em outras situações, como durante a prática de esportes, por exemplo).

Ele não tem cordão (como o ob ou tampax – portanto é preciso introduzir o dedo na vagina para removê-lo) e é feito de um material flexível (semelhante a uma esponja). A empresa que fabrica o absorvente garante que ele retém o fluxo sanguíneos sem que ocorram vazamentos durante a relação sexual. Promete ainda que ninguém vai perceber a presença do tampão, nem a usuária e nem quem estiver com ela, pois o absorvente não aumenta de volume quando usado. Nunca vi esse produto, ele pode até ser confortável, mas acho difícil que seja totalmente imperceptível. Se alguém já testou, adoraria saber a sua opinião.

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O absorvente é vendido em embalagens com dez unidades e custa R$ 38.

Importante: o soft tampom NÃO funciona como método anticoncepcional de barreira, como é o caso do diafragma, por exemplo. Tampouco previne contra doenças sexualmente transmissíveis. Portanto, se o objetivo for evitar gravidez e/ou DSTs, é importante usar camisinha e algum método anticoncepcional.

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13
set 2013

Livro sobre sexo anal esclarece dúvidas e quebra tabus

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Pelas contas que fez, hoje no Brasil mais de 15 milhões de pessoas praticam o sexo anal e com prazer. A estimativa é do urologista, sexólogo, terapeuta e educador sexual Celso Marzano, autor do livro “O Prazer Secreto”, um manual completo sobre sexo anal. E existem, certamente, outras tantas milhares (ou milhões?) de pessoas que querem experimentar essa modalidade sexual, mas não sabem por onde começar. Ler o livro é um ótimo pontapé inicial. Tem tudo explicadinho, passo a passo.

Sem dúvida, Celso é uma das pessoas mais gabaritadas do país para falar do assunto. E o melhor: de forma clara e madura. Sem preconceitos, medos ou qualquer tipo de julgamento. “Minha maior preocupação foi vincular o sexo anal ao prazer sem medos”, explica o sexólogo.

Leia a entrevista completa que ele me concedeu em São Paulo.

ErosditaComo surgiu a ideia de escrever este livro?

Celso Marzano – Como professor de pós-graduação, quando a gente falava sobre sexo anal para os futuros terapeutas sexuais, eles tinham dúvidas e questionamentos cheios de preconceitos. Aí pensei: como é que essas pessoas vão orientar pacientes no consultório desse jeito? E me veio a ideia o livro. Comecei minha pesquisa em vários livros internacionais e vi que no Brasil não havia nenhum livro escrito por um sexólogo sobre esse tema. Passei dois anos escrevendo e o livro já está na sua 8ª edição.

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A pesquisa durou dois anos e o livro já está na 8ª edição.

ErosditaQual foi a maior dificuldade?

Celso – O meu maior cuidado foi não passar nenhum tipo de medo ou preconceito. Um exemplo disso são os termos “ativo e passivo”, que já estão ultrapassados. Eu uso no livro as expressões “penetrado” e “o que penetra”, para deixar claro que isso independe de orientação sexual e outros julgamentos. Minha maior preocupação foi vincular o sexo anal ao prazer sem medos: o medo da dor, do sangramento, de perder fezes, gazes, essas coisas que passam pela cabeça das pessoas. Porque se a pessoa vê um vídeo erótico e tenta fazer igual, não vai dar certo. E por quê? Porque as pessoas que estão ali no filme já se prepararam para o sexo anal. Então o sexo anal é uma prática que precisa de um conhecimento prévio para ser iniciada.

ErosditaA linguagem e alguns termos usados no livro, apesar de super didáticos, pertencem ao universo da Medicina. Inclusive há detalhes da fisiologia e anatomia da região anal. Para quem você escreveu este livro?

Celso – Este livro serve para qualquer pessoa que tenha curiosidade de saber novas formas de prazer. O sexo anal é uma busca de prazer, assim como a masturbação anal, assunto sobre o qual não se fala muito, mas que pode ser praticada inclusive por heterossexuais. O homem, por exemplo, também sente muito prazer nessa região, porque o ânus e as nádegas do homem são exatamente iguais aos da mulher. Não importa a sua orientação sexual. Então, se a mulher sente prazer, o homem também tem. Não podemos deixar as pessoas ignorantes. A ignorância sexual traz muitos traumas para as pessoas, não só o assédio e a violência sexual. Nós, enquanto sexólogos temos também a função de dar esse tipo de informação para as pessoas viverem uma sexualidade melhor.

ErosditaComo você enxerga essa dicotomia entre a hiper sexualização da bunda e o tabu do sexo anal?

Celso – As práticas sexuais carregam ao longo da História uma série de preconceitos. Teve uma época em que você só poderia praticar o sexo monogâmico, heterossexual e na posição de frente para o parceiro, que também mal beijava a mulher ou fazia algum carinho. O objetivo era apenas fecundá-la, nos limites que a religião permitia. Então a homossexualidade, a masturbação e o sexo anal eram banidos. Mesmo que na Grécia já houvesse o sexo anal através dos efebos, que eram empregados dos grandes reis, mas não se considerava uma prática homossexual. Tudo o que não era ligado à reprodução era coibido e como no sexo anal ninguém engravida, era uma prática rejeitada pela moral da época.

Além disso, há o mito de que o ânus é um túnel escuro e sujo e as pessoas nem imaginam como ter prazer através dele. Elas têm muito essa ideia da sujeira e da proibição ainda muito fortes. Então esses mitos e preconceitos fizeram com que o sexo anal fosse colocado de lado e passasse a ser praticado de forma escondida.

Na minha estimativa, hoje no Brasil mais de 15 milhões de pessoas praticam o sexo anal e com prazer. E há relatos de mulheres heterossexuais que preferem o sexo anal ao vaginal porque o orgasmo é diferente. O orgasmo anal, que muitos dizem que não existe, é claro que ele existe.

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“Não podemos deixar as pessoas ignorantes. A ignorância sexual traz muitos traumas. Nós, enquanto sexólogos, temos a função de dar esse tipo de informação para as pessoas viverem uma sexualidade melhor”, garante Marzano.

Erosdita –  O que dizer para um homem heterossexual que tenha curiosidade em sentir prazer anal, mas não se sinta seguro?

Celso – O homem vai sentir prazer se ele estiver com a cabeça aberta para sentir prazer. Se ele aceitar aquilo como uma coisa gostosa, tudo bem, mas se ele rejeitá-la, logicamente que vai ser ruim. É preciso uma intimidade maior para que ele peça para a parceira. Em relação ao ponto “P”, que fica na próstata, ele funciona como o ponto “G”. É uma área de sensibilidade maior, mas que só vai ser legal se você se preparar e quiser sentir esse prazer. Se você se soltar e relaxar, um dedo, pênis ou dildo vai poder massagear a próstata e provocar uma sensação agradável. Mas a sensação será ruim se a pessoa não estiver pronta para recebê-la. Porque no sexo você vai de acordo com seus conceitos do que é certo e errado. Eu não aconselho que o homem vá buscar o ponto “P”, mas sim buscar uma intimidade para ter prazer. Além desse ponto há muitas outras áreas no corpo que podem ser exploradas.

Serviço:

O Prazer Secreto
Quanto: R$ 29,00

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27
ago 2013

Procedimentos para aumentar o pênis não fazem milagre

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Depois de falar sobre os procedimentos estéticos para a vulva e vagina, neste post o assunto diz respeito ao pênis. O conteúdo é baseado no especial publicado pela revista Super Interessante sobre intervenções feitas em busca da beleza.

Aumentar o tamanho do pênis, por exemplo, é uma questão estética, e a explicação é matematicamente simples: como a profundidade da vagina é de 8 a 10 cm, não haveria uma razão funcional para o pênis ser maior do que isso, ao menos para a prática do sexo vaginal. Sabemos que há também outras modalidades de sexo, como o oral e o anal, além de que o aspecto visual do pênis também importa. Mas um brasileiro que se enquadre na média nacional e tenha um pênis de 13 a 14 cm (quando ereto), já estaria, digamos, de bom tamanho para todas as práticas, sem necessidade funcional de aumentá-lo. No entanto, na prática, muita gente recorre a procedimentos cirúrgicos para ganhar alguns centímetros por uma questão de vaidade mesmo. Mesmo que seja apenas um. Isso porque os procedimentos mais comuns ainda são experimentais e não garantem milagres – no máximo, o aumento pode chegar a 3 cm.

Recomendo que vocês comprem a revista, pois ela está cheia de infográficos super didáticos explicando como funciona cada cirurgia. Bem legal mesmo.

Ilustração: Jeims Duarte

Ilustração: Jeims Duarte

Pênis maior

O aumento pode ser obtido através de dois procedimentos: zetaplastia e faloplastia. Na zetaplastia, é feito um corte na prega entre o saco escrotal e o pênis, o que pode dar a “impressão” de aumento no comprimento do órgão. Já a faloplastia consiste em seccionar o ligamento suspensor da base do pênis, para soltá-lo. Nesse caso, o incremento pode chegar a 3 cm e ela é mais indicada para quem tem micropênis (aqueles com até 7,5 cm quando eretos).

Pênis mais largo

O aumento da espessura pode ser obtido através da bioplastia, que é a injeção de gordura ou ácido hialurônico ao redor do pênis, para engordar o seu diâmetro. No entanto, o resultado é ser temporário, pois a gordura pode ser absorvida e a ação do ácido dura em média 18 meses.

Próteses

Aqui já não é uma questão estética. As próteses são úteis para casos de impotência que não podem ser tratados com remédios. Os dois modelos mais comuns são a prótese semirrígida, que deixa o pênis ereto permanentemente (na hora de transar, o homem coloca o órgão para frente) e custa cerca de R$ 2 mil; e a prótese inflável, que vem com uma bomba que deve ser acionada na hora da transa. Essa bomba enche os corpos cavernosos com um líquido que enrijece o pênis. Depois o líquido volta para o reservatório (próximo à bexiga) e o pênis volta ao estado de flacidez. Essa prótese custa de R$ 50 a R$ 60 mil.

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25
ago 2013

Empresa sueca investe em vibradores de luxo

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Este ano fui a São Paulo visitar a Erotika Fair, a 4ª maior feira de produtos eróticos do mundo e o mais importante encontro de negócios do mercado erótico latino americano.

Um dos estandes que me chamou a atenção logo de cara foi o da marca sueca Lelo. Primeiro, por seu aspecto mais elegante e clean. Segundo, pela abordagem do vendedor, que me impressionou com a melhor tentativa de persuasão de vendas que existe: destacando os benefícios do produto com argumentos sólidos e bem embasados (sem aquele papo furado de “comprou, gozou”, que ouvimos em sex shops ). Nada mais coerente com uma marca que nasceu com o intuito de se diferenciar das demais por oferecer requinte e sofisticação. Verdade seja dita: 99,9% das marcas que atuam no mercado de produtos eróticos têm uma identidade visual hiper poluída, que muitas vezes beira a vulgaridade. Chego a pensar que não existem designers gráficos atuando neste setor.

Por isso, não é tão difícil para a Lelo ocupar este nicho. A marca aliou tecnologia e design e se tornou líder mundial de vendas no segmento de luxo. Os produtos têm excelente acabamento (tenho dois deles) e são muito versáteis (permitem várias possibilidades e uso) e a maioria deles é unissex.

Estande da Lelo na feira.

Estande da Lelo na feira.

Embora a Lelo trabalhe com diversos produtos, o carro-chefe são os vibradores. Quando me apresentou, em vez de chamá-los de “vibradores”, o vendedor  se referiu a eles como “massageadores íntimos”. Isso porque podem ser usados não apenas para a masturbação, mas no corpo inteiro (ombros e nuca, principalmente, pois são áreas que ficam mais tensas). É fácil de entender: os massageadores (ou vibradores) estimulam a circulação sanguínea e, com isso, provocam uma sensação de relaxamento e bem-estar. Assim é mais fácil ter prazer. E quando usados em regiões mais sensíveis, como o clitóris, por exemplo, a vibração também provoca uma grande excitação.

O produto mais vendido, segundo o vendedor, é o massageador “Soraya” (cada produto tem um nome próprio). O visual é super arrojado e os atributos impressionam. É feito de silicone com plástico cirúrgico (que parece metal), à prova d’água e a lavagem é simples: água corrente com sabão neutro. A bateria é recarregável (igual a celular) e dura até seis horas de uso contínuo. Soraya tem oito modos de vibração (para quebrar a monotonia) e as duas hastes vibram. O uso fica a critério da imaginação (e do tesão) de cada um. A haste maior (com a parte de metal) pode ser penetrada, por exemplo, na vagina, enquanto a menor estimula o clitóris ao mesmo tempo. Como a base é mais larga, não há perigo do produto ficar preso no ânus ou na vagina. O formato dele também é excelente para massagear os ombros e as têmporas. O preço é salgado, mas o investimento compensa: R$ 800 e é possível comprá-lo on-line no site da empresa e também de outros revendedores. Os preços podem variar um pouco de acordo com o revendedor.

Soraya

O massageador “Soraya” é o mais vendido da marca. O preço médio é de R$ 800.

E se você se impressionou com Soraya, ainda não viu nada. A marca tem jóias ainda mais valiosas (embora eu ache que Soraya é imbatível no custo-benefício), como um massageador banhado a outro 18 quilates, que custa R$ 8.700. A versão em aço inox custa R$ 5.200. Aí eu já considero “excesso de luxo”. Mas há quem goste, cada um é cada um e não há problema algum nisso. O formato parece com um “mouse” e ele serve para uso externo (estimulação clitoriana).

Massageadores de luxo, tão valiosos quanto jóias.

Massageadores de luxo, tão valiosos quanto jóias.

Esses mesmos modelos de luxo também são vendidos em versões mais baratas. O roxo com textura aveludada custa R$ 515. Já o branco com detalhes de flores (sucesso entre o público jovem) é feito em porcelana (inquebrável) e custa R$ 394. E o modelo mais discreto de todos é este preto (que parece um batom), recarregável via USB e que custa R$ 275.

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Versões mais simples custam entre R$ 200 e R$ 500.

Há também produtos para homens, como este anel vibrador que contrai levemente o fluxo sanguíneo do pênis, mantendo-o ereto por mais tempo. Além disso, em contato com o corpo do(a) parceiro(a), a vibração provoca uma sensação de prazer para ambos. No site, o produto está esgotado e por isso o preço não está disponível.

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Anel vibratório para prolongar a ereção.

Por fim, também achei super lindas as bolinhas para fortalecimento da musculatura do períneo (falamos sobre esses exercícios no programa Sexo a Duas – sexo no pós-parto. Assista!). As versões vendidas em sex shops são mais feiosas (mas igualmente eficazes). Achei essas uma graça. Elas também podem ser usadas para estimulação anal. Custam R$ 188.

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Bolinhas que servem tanto para fortalecer os músculos do períneo, como para estimulação anal.

 

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