para maiores de 18 anos

17
jun 2015

Mulheres sem mimimi: e desde quando cólica menstrual é frescura?

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Numa das primeiras oficinas que ministrei com adolescentes de uma escola aqui de Recife, perguntei ao grupo o que era a menstruação e uma menina de 15 anos foi certeira: “é uma coisa que só serve pra fazer a gente sofrer”. Na hora eu me lembrei de uma amiga do ginásio que faltava aula todo mês quando ficava menstruada. Ela sentia tanta dor (às vezes também diarreia e ânsias de vômito), que ficava incapacitada de sair de casa, pois chegava a desmaiar. Anos mais tarde, ela descobriu que as dores lancinantes estavam relacionadas a uma pesada endometriose.

Apesar de ser bastante dolorosa e até incapacitante para muitas mulheres, a menstruação não carrega mais o estigma de anos atrás, quando estar menstruada era “estar incomodada” e não poder ir à praia, festas ou fazer esportes, por exemplo. Hoje existem os absorventes internos e também remédios eficazes contra a dor.

Slogan da campanha do remédio NovalFem.

Slogan da campanha do remédio NovalFem.

Entretanto, dizer que cólica menstrual é mimimi, como fez a propaganda do remédio NovalFem, é algo que beira o absurdo. Eu só posso crer que essa afirmação partiu de alguém que: a) não tem útero b) nunca menstruou ou c) sequer pesquisou sobre o assunto.

O laboratório deu um super tiro no pé e percebeu isso assim que o comercial foi ao ar. A reação foi imediata: muitas mulheres manifestaram indignação ao serem consideradas “frescurentas” por algo tão doloroso (e algumas vezes sério).

Deu pra sacar que o laboratório quis vender a ideia de que a menstruação pode ser menos sofrida (e pode mesmo!), mas a escolha do termo mimimi e do jingle da campanha (cantado por Preta Gil), que apesar de bem animadinho e dançante praticamente culpabiliza as mulheres por sentirem cólicas, foi extremamente infeliz.

A parte boa dessa história? A NovalFem sacou a besteira que fez e voltou atrás, em resposta às consumidoras que se sentiram ofendidas com a propaganda. Viva a internet.

E vocês, o que acharam?

 

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4
nov 2014

Sou lésbica e tenho múltiplas parceiras. Como me proteger na hora do sexo?

 
publicado em: LGBT, sexo
por: Julieta Jacob
 

Recebi uma dúvida de uma leitora e resolvi publicar a resposta porque acredito que pode interessar a muita gente.

No sexo lésbico, há mais riscos de contrair uma DST, já que não existe um preservativo específico? Como uma lésbica sexualmente ativa, com várias parceiras, poderia se prevenir? Além da higiene, claro!

Excelente pergunta! Como no sexo lésbico não existe o risco de gravidez indesejada, costuma-se pensar que não é preciso utilizar nenhum método de proteção. Esse é um grande engano. O risco de contaminação existe devido ao contato com a mucosa vaginal, e sabemos bem que aquela regra básica também vale aqui: quanto maior o número de parceiras, maior a exposição a esse risco. Mas não precisa deixar de transar por isso. Basta se proteger contra as DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e também contra o vírus HIV.

Camisinha feminina. Foto: reprodução.

Camisinha feminina. Foto: reprodução.

E como fazer isso?

Eu consultei Rebecca Spinelli, que é ginecologista e terapeuta sexual (além de ser minha irmã-parceira de todas as horas). Eis a resposta dela:

A única orientação que existe para lésbicas que têm múltiplas parceiras é o uso da camisinha feminina. Como ela é larga por fora e não fica colada no corpo como a camisinha masculina, ela permite uma certa maleabilidade para que a língua encoste no clitóris por cima do plástico, na hora do sexo oral, por exemplo. 

Algumas mulheres costumam substituir a camisinha pelo plástico de PVC, aquele usado para embalar alimentos, mas ele não é indicado porque se rompe com facilidade, permitindo o contato com a mucosa vaginal. Além disso, ele gruda muito, então o clitóris fica mais apertado e pressionado, enquanto a camisinha feminina permite que ele fique mais livre para ser feliz (leia-se ser manipulado).

O uso da camisinha feminina também é indicado quando duas mulheres compartilham objetos sexuais, como um vibrador. Outra opção, no caso do uso de sex toys, é colocar uma camisinha masculina no objeto a ser compartilhado. Ou, ainda, cada pessoa ter o seu próprio objeto para uso individual.

Ficou claro? Outra dica mportante é fazer o exame preventivo (Papanicolau) anualmente, ok? Se você tiver alguma dúvida, mande para julieta@erosdita.com | Farei o possível para ajudar! E lembre-se: sexo bom é sexo seguro! =)

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17
out 2014

Espelho, espelho meu – se minha vulva falasse

 
publicado em: educação sexual, sexo
por: Julieta Jacob
 

– Oi, tudo bem?

– Tudo.

– Como é teu nome?

– Oxe! Não tá me reconhecendo?

– A gente se conhece?

– Pelo jeito não, né? Mas devia…

– Então como você se chama?

– Depende.

– De quê?

– Depende de onde eu estou. Em alguns lugares meu nome é pipiu, em outros é pepeca, pipito, cocota, xoxota, xana, chavasca, piriquita, quiquita, e por aí vai.

– Putz! Que crise de identidade, hein? Deus me livre… mas você não tem um nome oficial de batismo?

– Claro que tenho. Eu me chamo Vulva. E, a propósio, adoro o meu nome.

– Hum… realmente a gente nunca foi apresentada. Mas eu já ouvi falar de uma tal de Vagina… seria esse mais um dos seus apelidos? 

– Sim, sim. Também me chamam de Vagina. Mas nós NÃO somos a mesma pessoa, apesar de confundirem tanto…

– Por que tanta confusão?

– Por dois motivos: porque somos vizinhas e porque moramos no mesmo bairro: o órgão sexual feminino. Deixa eu te explicar a diferença: eu, Vulva, tenho pêlos pubianos e dois tipos de lábios: grandes e pequenos. Tenho também um clitóris (que fica na parte superior e cuja ÚNICA função reconhecida é proporcionar prazer à mulher), além de dois orifícios: o da uretra (por onde sai o xixi) e o dela, o da Vagina.

– Então quer dizer que você é a parte externa do órgão sexual da mulher!

– Exatamente!

– Imagino então que a Vagina seja a parte interna… 

– Você é sabida! Ela liga a Vulva (ou seja, eu), ao colo do útero. É o canal que recebe o pênis, por onde escorre a menstruação e por onde o bebê nasce. Logo na entrada da Vagina fica o Hímen, uma famosa membrana que se rompe geralmente na primeira relação sexual. Fala-se muito dele por aí…

– Já ouvi falar! Mas querida Vulva… você e a Vagina são muito diferentes! Duvido eu confundir outra vez!

– Pois eu duvido é você lembrar do meu rosto!

– Rosto?

– Estamos conversando há um tempão e você sequer olhou pra mim. Humpf!

– Ah, desculpa… mas você fica muito escondida aí embaixo. Não consigo te ver, é complicado… e não sou contorcionista!

– O problema é esse? Pois vamos resolvê-lo agora: pega um espelho.

– Hã?

– Um espelho, oras. Ali! Tem um ali no balcão da pia.

– Tá na mão. E agora?

– Coloca no meio das pernas e me olha. Tá me vendo?

– Tou!!

– Pronto. Pode me admirar à vontade.

– E eu que pensei que só a ginecologista podia ter essa visão… grandes lábios, pequenos lábios, clitóris… mas cadê a Vagina?

– Só dá pra ver a entrada dela, entre a uretra e o Ânus. Aproveita o embalo e olha pra ele também!

– Pessoal, como eu pude demorar tanto pra conhecer vocês ao vivo?

– Não se sinta culpada. Acontece com muitas mulheres.

– Tem explicação?

– É uma história meio manjada, mas vamos lá: há milhares de anos espalharam um boato que tudo relacionado aos órgãos sexuais é indecente, feio e até pecaminoso, sabe? E que por isso é melhor manter distância da gente para evitar olhares de reprovação.

– Meu Deus! Incrível que essa fofoca permanece até hoje!

– Pois é! Pra piorar, também inventam muita mentira sobre nós. Já ouviu falar no mito da vagina dentada?

– Sei! A história de que a vagina tem dentes afiados capazes de castrar o pênis que nela penetrar… nada mais ridículo!

– Mas tem gente que acredita, viu? E como poucas mulheres nos olham para conferir a nossa anatomia, o boato corre solto…

– Pois eu vou espalhar por aí que é tudo mentira! E dizer para as minhas amigas usarem o espelho, como fiz agorinha.

–  Ótimo! Faça campanha a nosso favor! É preciso conhecer o próprio corpo. É preciso aprender a se gostar mais. 

– Deixa comigo!

– Mas, voltando ao assunto, o fato é que, diante de tantas invenções, muitas mulheres já crescem com vergonha e pudor em relação à sua genitália. Algumas chegam também a ter nojo, acredita? E ainda por cima aprendem a me chamar de nomes depreciativos que não gosto nem de lembrar: baratinha, arrombadinha, arreganhada, bueiro, caranguejeira, encardida, mijada, perseguida… 

– Que horror! Eu nunca tinha parado pra pensar… isso é bullying sexual! Não é justo fazerem isso com você!

– Epa! Não é justo fazerem isso com A GENTE! Esqueceu que estamos no mesmo corpo?

– Engraçado isso. Olha, eu adorei te ver no espelho. Eu não só te conheci, mas também me conheci melhor.

– É o tal de processo de autoconhecimento, querida. Tá na moda e faz um bem danado!

– Pois é… tou me sentindo tão bem! Obrigada por me fazer esse convite.

– Imagina… obrigada por ter aceitado.

– Você soube me convencer.

– E agora, hein?

– Agora eu vou cuidar melhor da gente, prometo!

– Confio em você. Aliás, sempre confiei.

– Ah! Muito prazer, né?

– O prazer é todo NOSSO. Agora que somos amigas, tenho certeza que vamos nos divertir MUITO juntas.

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25
jul 2014

Existe vida sexual após o parto

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

O portal NE10 fez uma matéria especial sobre sexo no pós-parto. Muitos casais têm dificuldade de retomar a vida sexual depois de ter um bebê. Há mulheres, inclusive, que desenvolvem uma certa repulsa ao sexo. Mas tudo isso tem uma explicação! Eu e minha parceira Rebecca Spinelli respondemos a 8 dúvidas sobre o assunto e mostramos que sim, existe vida sexual após o parto! Imagina que tristeza se não houvesse…

Leiam e compartilhem com casais grávidos ou “recém-paridos”. Uma das perguntas é essa aqui:

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Leia a reportagem completa clicando aqui.

Nós também fizemos um Sexo a Duas sobre o assunto, assista:

httpv://www.youtube.com/watch?v=va6AmAJwySg&list=UUv9sjrrIbVXWIX_sXZp2kEA

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Foto: NE10 – divulgação

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24
jun 2014

Higiene íntima feminina #01

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Ao longo de alguns posts eu vou dividir com vocês dicas de higiene íntima. Vou começar com a feminina e depois parto para a higiene dos homens. Combinado? Aqui vai a primeira dica:

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Se você se lavar toda vez que fizer xixi, vai acabar removendo a flora natural da vagina (aquela secreção composta por fungos e bactérias com função protetora). Aí provavelmente vai ocorrer um desequilíbrio que pode levar a uma infecção.

Então, o que fazer? Basta enxugar a vulva com papel higiênico e pronto! Um detalhe importante: lembrar de se limpar sempre no sentido de frente para trás (da vagina para o ânus), para não levar bactérias do ânus para a vagina, o que também pode causar infecções.

Esse é o 1º mandamento de uma boa higiene íntima feminina. Aguarde os próximos e compartilhe a informação!

Consultoria: Rebecca Spinelli – ginecologista e terapeuta sexual (@drabeccaspinelli).

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9
maio 2014

Minha primeira vez no urologista

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Recebi o relato de um leitor contando como foi a sua experiência no urologista, mais especificamente para fazer um exame chamado peniscopia (para identificar possíveis lesões causadas pelo vírus do HPV, comum entre homens e mulheres). Esse exame é o equivalente ao papanicolau da mulher e pode ser feito anualmente de forma preventiva. Mas a gente sabe que os homens, em geral, farrapam no cuidado com o pênis. Seja por falta de informação ou descuido. Inclusive esse leitor conta que a sua primeira consulta ao urologista foi aos 30 anos, muito tempo depois de iniciar a vida sexual. Antes disso, ele só tinha visitado o uro aos dois anos de idade, levado pela mãe.

Decidi publicar o relato dele como forma de incentivar outros homens a cuidarem da saúde do seu pênis indo a um urologista. Ainda existe muito tabu e mito sobre esse assunto. E, infelizmente, ainda tem gente que não vai ao médico por puro machismo e preconceito diante da possibilidade de ser tocado (leia-se examinado) nas partes íntimas por um homem. E assim aumentam as doenças sexualmente transmissíveis, os casos de câncer de pênis, etc.

Outro aspecto importante de se notar é a abordagem do médico urologista. Essa parte é verdadeira:  poucos têm alguma formação em sexualidade, pois esse assunto está fora das faculdades de Medicina. Por isso, muitos profissionais tendem a ter uma postura de “machões”, pressupondo que o paciente é heterossexual e “pegador” de muita mulher. Sabemos que essa postura não é adequada e que afasta sobretudo os homossexuais dos consultórios, por se sentirem constrangidos de falar sobre sua orientação sexual com o médico.

Espero que gostem!

Ilustração: Keith Haring

Ilustração: Keith Haring

Incentivado por minha noiva, fui fazer minha primeira peniscopia. Na verdade, nem sabia da existência desse exame, dito “preventivo masculino”. Desde que começamos a nos relacionar, fazemos exames anualmente para DSTs e tudo aquilo que se faz de praxe quando se tira sangue. Ouvi, não lembro onde, que esses exames seriam “exames pré-nupciais”. Mesmo antes de saber dessa nomenclatura, sempre achei importante um casal (hetero, homossexual, etc), que está começando a se relacionar, fazer isso em sinal de respeito, amor e confiança. Engraçado que, apesar de achar importante, nunca tinha feito antes com esse propósito. É algo bom, pois só fortalece a relação. Recomendo!

Voltando à peniscopia… esse exame foi passado na minha primeira visita a um urologista. A primeira visita depois que fiz minha fimose aos dois anos de idade kkk. Era um jovem urologista. Diziam-me que os urologistas são tradicionalmente conservadores e até machistas por tratarem de pacientes homens. Convenhamos, em nossa sociedade (e ainda mais no NE), eles são sim, na grande maioria, conservadores e machistas. Mas esse meu encontro com o jovem urologista foi super tranquilo, nada com esse “ranço” tradicional. Feita a consulta, liguei para marcar a peniscopia com outro médico.

Detalhe: no telefone, a secretária falava comigo normalmente, perguntando meu nome, plano de saúde, etc, mas quando chegou a parte: “o senhor não pode ter relações sexuais três dias antes do exame, não pode usar nenhum tipo de pomada e tem que aparar os pelos pubianos”, ela falou bem baixinho, quase cochichando kkk. Não entendi aquela “frescura” (bobagem mesmo, não é?! Qual o problema, era um consultório de urologia, tudo a ver com penis, relação sexual e pelos pubianos!), mas entendi que ela estava sendo discreta (sem necessidade). Aí, só de sacanagem, eu disse que não tinha escutado e pedi para repetir mais alto.

Fui ao hospital tranquilo, sem nóia nenhuma, sem expectativas, só sabendo que iriam “manusear” o meu pênis. Cheguei lá, esperei meia hora e fui chamado ao consultório. Quem me chamou e me acompanhou foi uma moça de no máximo 30 anos, extremamente séria e tranquila. Até então eu não tinha noção de como era o procedimento. Poderia ser um homem no lugar da moça, para mim não teria problema, mas esse mundo masculino machista e conservador talvez explicasse um pouco a “moça”…

Ao chegar na porta do consultório sou recebido (agora sim!) por um urologista mais velho, deveria ter seus 50 e tantos anos, com um sorriso maroto/simpático/escroto no rosto. Já gostei do cara e já previa o que viria pela frente. Uma vez nós três (eu, a moça e o urologista) dentro do consultório, o médico começou (com um papel na mão):  “então você é o fulano de tal”. Perguntou meu nome e o motivo por que estava lá. “Ah, então o senhor veio aqui para seu exame preventivo”. E emendou: “o senhor tem uma parceira ou mais de uma?”. Já falei de pronto que tenho uma parceira exclusiva, e ele: “Não tá pegando muita gente na rua aí não!?”, com, novamente, seu sorriso maroto/simpático/escroto. Agora sim! Esse é o verdadeiro urologista de que tanto falavam! Respondi que não e pensando ao mesmo tempo: rapaz, se eu fosse gay… como seriam as perguntas? Será que ele notaria, seria mais sério, sei lá? “Pois tire sua calça que a moça vai lhe preparar”. E se retirou da sala de exame.

A moça continuava super séria, tranquila, e eu pensava: ela deve ouvir tanta gracinha de caba safado por aqui… mas talvez seja preconceito meu, pois também deve ter aqueles que, como eu, ficam numa mistura de tranquilidade/constrangimento, quieto, calado. E ela começou a cobrir meu pênis e saco escrotal, vulgo ovo, com muitas gases. Obviamente ela teve que tocar e tal. Até aí tranquilo. Eu gargalhei por dentro quando ela pegou uma última gase, enrolou tipo um cordão e literalmente amarrou meu pau dando umas três voltas kkk. Depois dessa, não pude pensar outra coisa: meu Deus, será que tem cara que fica de pau duro nessa hora? E, para finalizar, ela se aproxima novamente com uma garrafa na mão avisando: “isso aqui é um ácido para o exame”. Eu comigo: “ácido??!!”. E tome borrifada. Um gelo! E um fedor do cacete de vinagre. Agora pronto, se o cara ficar de pau duro assim é um doente kkk.

Como se estivessem perfeitamente sincronizados, logo após as borrifadas, entra novamente o urologista do sorriso maroto/simpático/escroto no rosto. Senta na sua cadeira, descreve o que vai fazer e antes de começar a examinar fala: esse líquido que a moça colocou aqui é o vulgo vinagre. Como eu não tava dando muita bola para as tentativas de escrotices dele, apesar de ter gostado do seu jeito, o exame foi bem formal, rápido e, graças a Deus, meu pênis foi aprovado! Não sem uma última pérola para coroar minha primeira vez: depois de digitar o resultado e assinar, me entregando o exame, ele fala: “tudo certo, velho… até agora… depois eu não garanto…”, com aquele sorriso maroto/simpático/ e com o grau máximo de escrotice no rosto como querendo me dizer: “to ligado que tu vais pegar muita mulher por aí… cuidado!”.

Foi uma primeira vez massa, sem traumas, sem frescuras. A primeira de várias. 

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16
nov 2013

O que é o ponto G da mulher?

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

De tempos em tempos alguém me aparece falando desse danado desse ponto G. Tudo porque ele ganhou fama na mídia como “o ponto do prazer”. Supostamente, ele é sim o ponto do prazer. Supostamente. Mas eu, que não entendo nada de Medicina (nem de investigação – sim, porque a pessoa tem que ter uma vocação para detetive para encontrar esse tal ponto escondido), contesto essa tese. E graças a Deus, tenho o apoio de uma das sexólogas mais renomadas do Recife e do Brasil, a médica Angelina Maia, de quem sou grande admiradora.

Na entrevista que Angelina deu ao Erosdita, falamos que o ponto G poderia ser tranquilamente rebatizado de ponto C. “C” de clitóris, claro! O clitóris sim é que “liga” a mulher. Concordam, leitoras?

Mas a ouvinte Nádia me escreveu querendo saber o que afinal é esse famoso ponto G. Confira a resposta que eu e Rebecca demos a ela:

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1
out 2013

O prazer sexual feminino, por Angelina Maia

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

“O clitóris merece mais homenagens”, diz Angelina Maia com a precisão de uma cientista e a naturalidade de quem estuda a sexualidade humana há 10 anos. Outra frase dela é “as mulheres deveriam pensar mais em safadezas”, quando se refere à importância das fantasias sexuais no processo de excitação.

Angelina é assim: direta, espontânea e descomplicada ao falar. Consegue passar o que sabe (e ela sabe MUITO) sobre o prazer feminino de forma tranquila e didática.

Nesta entrevista ela, que é ginecologista, terapeuta e educadora sexual, derruba alguns mitos sobre o orgasmo feminino (é preciso gozar juntos? existe ponto G? a mulher só goza com o pênis na vagina?) e esclarece por que muitas mulheres fingem o orgasmo.

Espero que gostem da entrevista como eu gostei de entrevistá-la. É só apertar o play!

Um dos trechos mais interessantes que achei é quando ela diz que não existe orgasmo clitoridiano e orgasmo vaginal, como afirmam muitos especialistas que preferem “segmentar” o prazer. Acho legal essa abordagem que enxerga o orgasmo como um só, independentemente de sua origem (vaginal, clitoridiana ou até anal), pois essa segmentação pode gerar ansiedade em muitas mulheres. O importante é o prazer, venha de onde vier (e, na maioria das vezes, ele vem da nossa imaginação).

Aqui está o livro citado na entrevista:

Angelina pesquisou o tema quando fez uma especialização em sexualidade humana na Unicap-PE.

Angelina pesquisou o tema quando fez uma especialização em sexualidade humana na Unicap-PE.

Ouça também a entrevista Como conquistar a felicidade sexual, por Christyne Cavalcante.

Todo o conteúdo em podcast do blog está disponível para download. Quem quiser, pode baixar e ouvir no mp3 player na hora que achar melhor!

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25
set 2013

Como conquistar a felicidade sexual, por Christyne Cavalcante

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Christyne Cavalcante é ginecologista, psicóloga, educadora e terapeuta sexual. Há 23 anos se dedica ao estudo da sexualidade humana e já publicou um livro sobre terapia sexual em coautoria com a irmã, também sexóloga, Ivana Cavalcante.

No programa de estreia na Rádio JC news eu tive o prazer de conversar com Christyne sobre um tema que interessa a muita, mas muita gente: felicidade sexual. Não, ela não pode ser comprada. Não, ela não vem facilmente. A boa notícia é que ela só depende de uma pessoa: você!

E, claro, não existe felicidade sexual se não houver, antes, felicidade. Portanto, é preciso, entre outros aspectos, cuidar da auto-estima, pensar positivo e assumir um papel autônomo e ativo diante da vida. O primeiro passo para ter tesão pelos outros é ter tesão por si mesmo. Pode parecer clichê, mas ainda não inventaram nada mais eficaz.

Para entender melhor, escute a entrevista de Christyne e se deixe entusiasmar por suas palavras. Está um pouco longa, mas vale a pena ouvir tudo!

Christyne também ministra cursos de capacitação em terapia sexual aqui em Recife para médicos e psicólogos. A 4ª turma vai ser iniciada em breve. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo telefone (82) 9128 9442 com Amilton Guimarães.

 

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17
set 2013

Absorvente para sexo durante a menstruação

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Muita gente (homens e mulheres) evita ter relações sexuais durante o período menstrual porque não gosta de ter contato com o sangue (existem vários mitos e tabus sobre essa questão). Pensando nesse público, a Intt Cosméticos lançou o soft tampom, um absorvente interno para ser usado durante as transas, quando a mulher estiver menstruada (claro que ele também pode ser usado em outras situações, como durante a prática de esportes, por exemplo).

Ele não tem cordão (como o ob ou tampax – portanto é preciso introduzir o dedo na vagina para removê-lo) e é feito de um material flexível (semelhante a uma esponja). A empresa que fabrica o absorvente garante que ele retém o fluxo sanguíneos sem que ocorram vazamentos durante a relação sexual. Promete ainda que ninguém vai perceber a presença do tampão, nem a usuária e nem quem estiver com ela, pois o absorvente não aumenta de volume quando usado. Nunca vi esse produto, ele pode até ser confortável, mas acho difícil que seja totalmente imperceptível. Se alguém já testou, adoraria saber a sua opinião.

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O absorvente é vendido em embalagens com dez unidades e custa R$ 38.

Importante: o soft tampom NÃO funciona como método anticoncepcional de barreira, como é o caso do diafragma, por exemplo. Tampouco previne contra doenças sexualmente transmissíveis. Portanto, se o objetivo for evitar gravidez e/ou DSTs, é importante usar camisinha e algum método anticoncepcional.

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