para maiores de 18 anos

14
abr 2014

#EUAMOASSIM >> Tarsila Prado

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

Oi, pessoal! Quanto tempo! Volto trazendo um vídeo novo, que faz parte da série #EUAMOASSIM. É bem simples: eu acredito que o amor faz parte de um processo de aprendizagem (Clarice Lispector descreve lindamente o que quero dizer no livro Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres). Daí perguntei a algumas pessoas “como é que você ama?”. E as respostas você confere nos vídeos que postarei aqui.

Quem estreia é Tarsila Prado, cuja história é retrada no documentário Garotas da Moda, de Tuca Siqueira. Aliás, as três primeiras entrevistas são com participantes do grupo.

httpv://youtu.be/63VeJdzW7nY

Gostaram? Se você quiser me contar a sua forma de amar, pode enviar inbox para julieta@erosdita.com. Vou adorar saber!

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9
fev 2014

Uma questão de escolha

 
por: Julieta Jacob
 

O título deste post é também o título da entrevista que eu dei para a Revista Continente deste mês. A edição inteira está linda e é toda dedicada ao Amor (leia aqui). Eu falei sobre a escolha entre o amor romântico e outras formas de relacionamento, como por exemplo o poliamor. Abaixo reproduzo apenas a primeira pergunta. Para ler a entrevista completa, clique aqui.

Adoraria saber o que vocês pensam sobre o assunto. Boa leitura.

Screen shot 2014-02-09 at 9.25.41 PM

 

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29
jan 2014

Uma menina, por favor

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

Conversando com minha sobrinha:

– Clara, se você tiver uma irmãzinha, como vai ser o nome dela?

– Gabriela!

– E se for um irmãozinho?

– Hum… se for um irmãozinho a gente devolve!

Clara tem apenas quatro anos. Não sabe sequer de onde vêm os bebês. Talvez ela pense que a gente escolhe numa enorme prateleira, como na loja de brinquedos. “Moço, eu quero aquela menina risonha de cabelos cacheados, por favor.  Tá em promoção?”.

Como deu para perceber, Clara quer ter uma irmã e não um irmão. No mundo infantil dela, caso o bebê seja menino, zero bronca: é só ir na loja e devolver o produto. Se tiver selo de troca, melhor ainda.

Por incrível que pareça, alguns adultos pensam como Clara. Sabem que não é possível escolher o sexo do bebê como quem escolhe uma boneca, mas arriscam a gravidez na esperança  de ter preferencialmente uma menina ou um menino.

Screen shot 2014-01-29 at 11.52.42 AM

Foto: Flickr | creative commons – Marie Smith

Eu estava na fila de uma loja de departamento, quando notei que a mulher à minha frente estava passando mal. Suava frio, passava a mão na testa, se abanava, puxava o ar pela boca com dificuldade. Observei-a e vi que ela estava grávida. Um barrigão de cinco pra seis meses. Falei com ela:

– Moça, você não parece bem. Quer se sentar um pouco? Quer um copo d’água?

E ela:

– Não, não, de jeito nenhum. Eu realmente estou um pouco nervosa, mas é por um bom motivo. Vim agora do médico e acabei de descobrir que estou grávida de uma menina!

– Parabéns! Bom, então suponho que você deveria estar contente. Qual o motivo do nervosismo?

– É que eu queria muito uma menina. Muito mesmo. Já tenho um filho de onze anos e meu sonho era ser mãe de menina. Na primeira ultrassom que eu fiz, o médico não conseguiu identificar o sexo porque a bebê tava com a perna cruzada. Mas dessa vez graças a Deus ele conseguiu.

Nisso chega uma senhora com as mãos recheadas de meias, lacinhos, vestidinhos e chupetas: tudo cor de rosa. Percebi que era a mãe da mulher grávida. Ao ouvir a nossa conversa, ela já emendou, toda orgulhosa:

– Ah, minha filha, isso tudo aqui (mostrando os produtos do enxoval) é para a minha neta Maria Fernanda, o amor de vovó. Eu já tinha dito à minha filha: “não me venha com outro menino porque eu não gosto. Eu só gosto de criar meninas. Colocar lacinho, vestido… menino é muito sem graça. Ajudei a criar o meu neto de 11 anos, mas tenho que admitir que criar menino não me dá prazer. Quando ela me falou que estava grávida eu lhe disse, não disse? (e olhando para a filha, que confirmava com a cabeça): dessa vez eu só ajudo a criar se for uma menina. E graças a Deus minha Maria Fernanda chega já.

Percebi que a grávida se abanava mais e mais. Parecia que a suadeira estava pior, que ela estava ainda mais nervosa. Achei que ela fosse desmaiar. Aproximei-me dela, enquanto a avó estava ocupada passando as compras no caixa.

– Não entendo o seu nervosismo. Afinal, você está grávida de uma menina, como desejou. Está tudo certo! Por que não consegue relaxar?

Com os olhos lacrimejantes, quase tremendo, ela respondeu:

– É que eu tenho medo que o médico tenha se enganado. E se meu bebê for um menino? Já pensou?

Entendi. A grávida estava paranoica diante da pressão que sofreu da mãe.

“Já pensou?”. Eu repetia a pergunta mentalmente. Clara teria respondido, na sua sabedoria e simplicidade infantil:

– “Ah, se for menino você devolve!”.

Apenas sorri, desejei boa sorte e me despedi desejando saúde para a criança e um parto tranquilo.

Se eu já pensei? Pensei. Mas falo sobre isso em outro post. E você, o que pensa?

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14
jan 2014

Dúvida sobre sexo na aula de História

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Uma colega minha é professora na rede pública do Recife. Certo dia, durante uma aula sobre a Revolução Industrial, ela perguntou aos alunos:
– Alguma dúvida?
Um deles, o mais bagunceiro por sinal, prontamente levantou a mão:
– Professora, o que é sexo oral?
A turma, que estava extremamente agitada (quem ensina a pré-adolescentes sabe do que estou falando), silenciou diante daquela pergunta inusitada – e inadequada para uma aula de História. O clima de suspense para ver a reação da professora durou alguns longos segundos.
Minha colega, após processar rápidas sinapses para decidir como agir naquele momento, respondeu:
– Sexo oral é quando o homem ou a mulher, adultos, tocam o órgão sexual de outra pessoa com a boca. Podem lamber ou beijar.
Simples assim e de uma tacada só. Sem constrangimentos ou subterfúgios.
O aluno, percebendo a firmeza e a naturalidade da professora, emendou:
– É isso aí, professora. E não é que a senhora sabe mesmo?
Todos riram.
Agora podemos voltar para a nossa aula de História?
– Agora sim, consentiu o aluno, satisfeito com a resposta que tivera.
Como num passe de mágica, o aluno antes desconcentrado, passou o restante da aula mais silencioso e atento à explicação. O comportamento dele, dali por diante, passou a ser mais calmo e mais colaborativo.
Ao relatar o episódio para a direção da escola, no entanto, a minha colega foi severamente repreendida.
– Você não tinha nada que falar sobre “esses assuntos” com os alunos. Que isso não se repita! – advertiu a diretora em tom de ameaça.

foto (2)

Conversando comigo, a minha colega, que não tem preparação alguma sobre educação sexual, disse que agiu intuitivamente, pois já havia tentando por diversas vezes ao longo do semestre – sem sucesso – fazer com que aquele aluno prestasse atenção às aulas. Mas não tinha jeito. Ele continuava disperso, inquieto e perturbador. A pergunta sobre sexo oral havia sido a única vez que o aluno “participou” da aula. Ao se ver diante do questionamento, minha colega viu também a oportunidade de sanar aquela dúvida e ainda conquistar a confiança do aluno.

Na minha avaliação, ela foi impecável. Aliviou aquela tensão de forma leve e objetiva e manteve as rédeas da aula, convidando todos a voltarem a ela tão logo a pergunta fora respondida. Afinal, apesar de ela ter explicado o que é sexo oral, a aula continuava sendo de História.

Professores e educadores estão sujeitos a passar por situações como essa. Sabe-se que, na maioria dos casos, os alunos não têm com quem conversar sobre sexo e sexualidade e, por isso, acabam pedindo ajuda a professores na escola. Como não há a figura do “educador sexual”, eles acabam recorrendo a quem lhes pareça mais receptivo. Em casa, muitos pais são silenciosos ou mesmo omissos. Na escola, predomina o medo de abordar tais assuntos para que não soe como incentivo a uma prática sexual precoce. Vale salientar, a propósito, que o que ocorre é exatamente o oposto. Crianças com acesso a educação sexual tendem a iniciar a vida sexual mais tarde (já na fase adulta, como deve ser) e, percentualmente, usam mais camisinha na primeira relação do que crianças sem acesso a educação sexual, pois conhecem seus benefícios e também os riscos do sexo desprotegido.

A orientação aos educadores, quando se virem desafiado por uma pergunta “fora de hora” como a que recebeu minha colega (obs: não existe pergunta fora de hora. Cada dúvida deve ser levada em consideração no exato momento em que ela surge, sobretudo no âmbito da sexualidade, onde a maior parte do conhecimento é negligenciada) é respirar fundo (se preciso for) e agir com naturalidade. Caso o profissional não se sinta capacitado a responder à pergunta naquele momento, ele deve sugerir”podemos conversar sobre esse assunto em outra oportunidade?”. E, claro, depois de se informar, o professor deve MESMO voltar a abordar a questão, conforme o prometido. É melhor agir assim do que mentir ou inventar uma resposta. E muito menos repreender o aluno como se o fato de fazer uma pergunta sobre sexo ou sexualidade fosse uma falta grave ou motivo de vergonha.

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9
jan 2014

Ninfomaníaca – Parte 01

 
por: Julieta Jacob
 

Num tempo em que a impotência e a falta de apetite sexual assombram homens e mulheres mundo afora, o tema da ninfomania corre o risco de ser mal interpretado. “É alguém que gosta muito, muito de sexo. E que mal pode haver nisso?”, podem pensar alguns. O pensamento não está de todo equivocado. Mas há um detalhe – que muda todo o cenário e transforma o que seria algo “maravilhoso” num filme de terror. No caso da ninfomania, não podemos usar a palavra “gostar”. Ela é inofensiva e, se usada nesse contexto, sugere mesmo um comportamento saudável. Afinal, de fato, não há nada de mal em gostar de sexo. No entanto, o ninfomaníaco não gosta de sexo. Ele é viciado em sexo. Ou seja, isso quer dizer que aquilo que poderia ser apenas um hábito tranquilo, virou doença.

No filme Ninfomaníaca – Parte 01, de Lars Von Trier, a protagonista é viciada em sexo. Eu imaginei que o diretor pudesse conduzir o filme explorando a faceta mais patológica do problema. Mas o que se vê na tela é uma visão mais moralista e religiosa, em que Joe, a protagonista, se sente extremamente culpada e pecadora por fazer – e não necessariamente gostar – tanto sexo e com tantos parceiros.

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O filme é conduzido em flashbacks a partir das memórias de Joe, que relata a sua história a um senhor que a encontrou no chão, sob a neve e ferida (essa é a cena inicial do filme). O relato tem um claro tom de confissão, como se Joe precisasse passar a limpo a sua história para um homem que faz as vezes de padre no intuito de, quem sabe, ser absolvida de seus pecados.

Explora-se muito mais o sexo do que o prazer e o desejo. O amor é quase totalmente deixado de lado. Ele só aparece quando a amiga de Joe (e parceira nas primeiras descobertas sexuais de ambas) diz a ela que “o ingrediente secreto do sexo é o amor”. Joe, é claro, não apenas recusa essa afirmação, como também reprova a atitude da amiga, como se ela estivesse traindo a causa do sexo pelo sexo.

Ao tentar descrever a sua condição de “viciada”, Joe diz: “Imagine uma porta automática que se abre quando alguém se aproxima. Agora imagine essa porta com um sensor ultrasensível. Assim é a minha boceta”.

É claro que o meu lado “educadora sexual” questionou: – Mas será que ela não engravidou? Quantos abortos terá feito? Será que contraiu alguma doença venérea? Todas as perguntas ficaram sem resposta.

Uma análise psicanalítica talvez concluísse que a ninfomania de Joe teve origem na sua relação com os pais. Talvez uma paixão reprimida pelo pai e uma aversão extrema pela mãe – a quem ela chama de “vadia”. Uma das cenas que traduz um pouco da “loucura” que é a ninfomania, é quando Joe vê o pai morto no leito do hospital e se sente ex-tre-ma-men-te excitada. Uma ilustração perfeita dos instintos do Eros e do Thanatos atuando a um só tempo, diria Edgar Morin.

Essas foram algumas impressões que eu tive sobre Ninfomaníaca – Parte 01. Apesar do oba-oba que se tem feito acerca das cenas de nudez e sexo, elas não têm nada de explícito ou de surpreendente. No geral, eu gostei do filme e só lamentei na hora em que, subitamente, ele termina: no “melhor” estilo coito interrompido. Veio aquela sensação de “Ah, não! Logo agora que tava ficando bom!”. Teremos que controlar a curiosidade. A parte 02 só deve ser lançada em março – e parece ser mais interessante do que a primeira. Só aí vamos descobrir como foi que Joe foi parar ali no chão, ferida, no meio da rua e sob a neve (é assim que ela aparece numa das primeiras cenas do filme).

Vale a pena conferir! Ninfomaníaca – Parte 01 estreia amanhã, 10 de janeiro, no cinema da Fundaj. Depois me contem o que acharam!

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29
nov 2013

Sobre o pecado

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

“- Você tocou seu corpo com as mãos? – perguntou.
– Sim, padre – balbuciei.
– Muitas vezes, minha filha?
– Todos os dias.
– Todos os dias! Essa é uma ofensa gravíssima aos olhos de Deus, a pureza é a maior virtude de uma menina, você deve me prometer que não fará mais isso!

Prometi, embora não conseguisse imaginar como iria lavar o rosto ou escovar os dentes sem tocar meu corpo com as mãos.”

Isabel Allende, relembrando um episódio da sua infância no livro “Amor”.

Moral da história: na maioria das vezes, a “maldade” está apenas na cabeça do adulto. Quem age assim reprime e confunde a criança, ou seja, promove uma anti-educação sexual.

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23
nov 2013

Dica literária: Fogo nas entranhas, de Pedro Almodóvar

 
por: Julieta Jacob
 

Muita gente só conhece o Almodóvar cineasta… mas o talento do espanhol vai além da sétima arte.

Ouça meu comentário sobre o livreto (o diminutivo justifica-se pelo tamanho do livro, bem pequenino) “Fogo nas entranhas” e corre para a livraria!

Almodóvar também é autor do livro “Patty Diphusa”, sobre uma divertidíssima estrela internacional de fotonovelas pornô. Já está na lista de dica literária do programa!

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22
nov 2013

A minha utopia

 
por: Julieta Jacob
 

Ontem assisti ao filme Tatuagem, de Hilton Lacerda. Entrei no cinema cheia de expectativa (principalmente depois da entrevista que André Dib deu ao Erosdita sobre cinema gay) e saí recompensada. É que Tatuagem é mais do que um filme-paisagem, sabe? Daqueles que a gente aprecia e esquece no exato momento em que sobem os créditos finais.

É um filme que faz a gente voltar pra casa com um pouco mais de coragem. Em resumo, o filme elevou meu instigômetro.

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Mas antes de falar da minha instigação, quero registrar que ontem vi uma das cenas de sexo gay mais lindas do cinema desde O Segredo de Brokeback Mountain. Bravo!

Voltando à minha instigação: o filme me despertou um siricutico a ponto de eu querer sair rodopiando feito o personagem Paulete (Rodrigo Garcia), que disse ficar cheio de tesão quando Clecinho (Irandhir Santos) pediu que ele guardasse um segredo. É por aí… se não entendeu a analogia, veja o filme. É massa!

A trilha que melhor descreve esse meu estado é a Polka do Cu, obra-prima do DJ Dolores, que você pode apreciar aqui (pausa para você escutar e entrar no clima):

Tatuagem é sobre amor, sexo e liberdade. Como o filme se passa na época da ditadura, dá pra entender que o desejo de liberdade seja explosivo, incontrolável. Daí porque a música afirma que “a única utopia possível é a utopia do cu”, assim mesmo, sem meias-palavras e sem que isso fosse um ato puramente obsceno. Era um protesto. Afinal, naqueles anos, nada poderia ser mais pornográfico (no mau sentido) do que sequestrar o direito de ir e vir dos cidadãos.

Dizem que a liberdade mata a utopia. Afinal, se somos livres, o que mais podemos querer?  É como se a possibilidade de ter “tudo” aniquilasse o próprio desejo.

Pensáva-se que com o fim da ditadura nós, brasileiros, nos tornaríamos livres. Mas não foi o que aconteceu. A tal libertação do corpo e das ideias, proposta em Tatuagem, pode estar em andamento (quero crer nisso), mas ainda não se consolidou por completo.

Portanto, embalada pela empolgação pós-filme, quero registrar aqui a minha utopia. É simples:

Quero um país onde as pessoas sejam mais bem resolvidas com a sua sexualidade. Menos culpas, menos medos, menos tabus. Menos preconceito e julgamentos. Mais prazer, mais satisfação. Mais respeito. Mais amor. E mais sexo.

Parece fácil. Mas, se fosse, não seria uma utopia. Seria apenas uma vontade. E vontade é feito fome: dá e passa. Já a utopia é capaz de acompanhar a gente por uma vida inteira.

Como sou uma utópica moderna, eu peço e já vou dando a solução. Só há um caminho: através da educação sexual. Ampla e irrestrita, como a anistia. Para crianças e adultos. Na escola e em casa.

Só assim vamos poder dizer que a utopia do cu não é mais a ÚNICA possível. Pois a minha também será.

Quem me acompanha?

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22
nov 2013

Dica de filme: Tomboy

 
por: Julieta Jacob
 

No programa Erosdita que vai ao ar na Rádio JC news, eu dou dicas de livros e filmes que tragam algum conteúdo interessante sobre sexo e sexualidade (o programa tem também entrevistas, notícias e o Sexo a Duas. Sintoniza!).

Para abordar a temática da transexualidade, um dos filmes que faz isso com maestria é Tomboy, da diretora Céline Sciamma.

Ouça o podcast e corre para a locadora!

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21
nov 2013

Sexualidade no teatro, por André Brasileiro e Marcondes Lima

 
por: Julieta Jacob
 

Eles já montaram peças como “Angu de Sangue”, “Ópera” e “Essa febre que não passa”. Os personagens são fortes e quase sempre apresentam traços marcantes da sexualidade, de preferência, quebrando estereótipos e saindo do lugar-comum.

Já subiram aos palcos do Coletivo Angu de Teatro um gay ao estilo Amélia, um estuprador que coloca a culpa dos abusos na criança (há vários assim na vida real, infelizmente), uma mulher que engravida sem qualquer planejamento e dá os próprios filhos, um homossexual à moda antiga, um transexual que rouba os absorventes da prima para fingir que menstrua e até um cachorro gay.

Tudo isso ao longo de 10anos  do Coletivo Angu. Na entrevista, os teatrólogos e fundadores do Coletivoo André Brasileiro e Marcondes Lima, falam sobre esses personagens e como a sexualidade é uma marca indispensável do teatro que eles realizam. Ouça e faça o download!

Atenção: todas as quatro peças do Coletivo Angu serão remontadas em comemoração aos 10 anos de fundação do Coletivo. As datas das apresentações ainda não estão definidas, mas sabe-se que o calendário comemorativo deve ir até abril de 2014. Chance imperdível!

André Brasileiro (à dir.), eu e Marcondes Lima (à esq.).

André Brasileiro (à dir.), eu e Marcondes Lima (à esq.).

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