para maiores de 18 anos

7
jun 2013

Menino de 12 anos dá aula sobre orientação sexual e respeito

 
publicado em: amor, LGBT
por: Julieta Jacob
 

Theo Chen nasceu em Cingapura, tem 12 anos de idade, e criou um canal no youtube onde posta vídeos fazendo dublagens, dançando e cantando. Nada muito genial, confesso. Mesmo no mundo das celebridades instantâneas, eu dificilmente teria tomado conhecimento sobre a existência desse menino se não fosse um triste episódio. É que Theo passou a ser vítima de bullying homofóbico. Depois de conferir a performance dele nos vídeos, muita gente (a maioria, anônimos), passou a chamá-lo de gay, bicha, boiola e outros sinônimos para “homossexual”. Em tom pejorativo, claro.

Incomodado com as “acusações”, Theo decidiu gravar um vídeo-desabafo. Eu fiquei impressionada com a maturidade dele. Uma aula sobre respeito e orientação sexual. Aos 12 anos, ele já compreende o que muitos adultos insistem em não entender.

foto: reprodução

foto: reprodução

Basicamente, primeiro Theo se justifica: “Só porque faço vídeos, não quer dizer que sou gay. Você precisa colocar sua visão da palavra gay numa definição clara, boa e verdadeira”.

Theo tem toda razão. Muita gente simplesmente dispara uma metralhadora de “frango, viado, gay, baitola” com a intenção de depreciar alguém. Mas alguém aí já parou para pensar? Por que chamar alguém disso tudo é ruim? Quem disse que a orientação sexual faz da pessoa alguém melhor ou pior? Falei sobre isso neste texto aqui.

Ele conta que “até agora” se interessa por meninas e garante: “Honestamente, eu não sei se sou gay. Eu tenho apenas 12 anos de idade. Mas quem se importa se eu sou gay? Eu achei que este mundo fosse livre! Vocês não deveriam julgar pessoas pela sexualidade, deveriam julgar pela personalidade”.

Theo, você tem “apenas” 12 anos, mas já entendeu tudo. Sim, o mundo (ou pelo menos boa parte dele) é livre. E sim, a orientação sexual não “classifica” o caráter dos seres humanos. Melhor ainda seria se as pessoas simplesmente parassem de julgar as outras. Entender as diferenças que existem no mundo já não é suficiente? Não precisa fazer julgamentos, isso não leva ninguém a lugar nenhum.

E o menino conclui: “Parem de me julgar, por favor. Chamar alguém de gay não faz de você mais hétero”.

É isso! O recado está dado. E bem dado. Por um menino de apenas 12 anos que aprendeu a lição de forma dolorosa. Parabéns, Theo. Você é um menino muito inteligente.

Vejam o vídeo:

httpv://youtu.be/26p_13t2rWE

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6
jun 2013

Praia de Tambaba: onde nudez e sexo não combinam

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

A primeira vez que estive em Tambaba foi em 1997. Faz tempo! Fui com um grupo de amigos adolescentes de Recife e o clima que reinava era o espírito de aventura por estarmos indo a uma praia de nudismo! Uau! Era mais radical do que pular de para-quedas, acredite.

Pra quem não sabe, Tambaba é uma praia que fica no litoral da Paraíba, a 17 Km de João Pessoa, famosa por ter sido a primeira do Brasil a permitir o naturismo por lei municipal (nº 284/2004). Em outras palavras, em Tambaba, todo mundo fica nu. Do contrário, estará cometendo um crime. Pecado é não ficar pelado, pois toda nudez será perdoada.

Foto: Erosdita

Paisagem a caminho de Tambaba

Mas, em 1997, quando eu lá estive pela primeira vez, não era bem assim. Naquele tempo, havia duas áreas na praia: uma chamada “zona obrigatória”, em que a pessoa só podia entrar como veio ao mundo, e uma outra, chamada “zona mista”, onde era possível optar por ficar com ou sem roupa.

O nosso grupo de amigos (eu inclusive) amarelou geral (de vergonha) e ficamos na zona mista – COM roupa de banho. Não tivemos coragem de tirar os biquínis e sungas na frente uns dos outros. Na zona mista, vimos muitas pessoas nuas ou de topless, o que foi uma experiência inesquecível – jamais tinha visto pessoas peladas agindo com naturalidade, como se estivessem vestidas. Achei o máximo e pensei: “quero ser assim quando crescer”. Até ensaiamos uma ida à zona de nudez obrigatória, mas nenhum de nós encarou o desafio.

Foto: erosdita

Falta sinalização na estrada e as poucas placas que existem são quase ilegíveis.

Mais de 15 anos depois (portanto, já crescida), voltei a Tambaba. Chegando lá, logo me deparei com a mudança: a zona mista não mais existe. Agora, para desfrutar da praia, é obrigatório ficar nu, não tem meio-termo. Para quem não conhece, funciona assim: na entrada da “zona de nudez obrigatória” há um fiscal que orienta os visitantes: “É muito simples. Assim que você pisar na areia, tire toda a roupa”.

Na praia tem um único restaurante, onde, para minha surpresa, os garçons servem os clientes usando roupas. Fiquei sabendo que os funcionários estão isentos da obrigatoriedade da nudez. Achei esquisito esse detalhe.

foto: Erosdita

Esta placa fica bem na entrada. foto: erosdita

Ironicamente, na minha frente, na ponte que dá acesso à praia, havia um grupo de adolescentes que me fez lembrar a minha experiência de anos atrás: eles ensaiaram entrar na praia, mas deu pra notar que estavam muito envergonhados e acabaram dando meia volta.

E de onde será que vem essa “vergonha” toda? Ora, se a pessoa está numa praia de naturismo, nada mais natural do que tirar a roupa, concorda? Estranho seria ficar vestido.

Na prática, não é bem assim. Primeiro, existe a falta de intimidade com o próprio corpo. São poucas as pessoas que se “conhecem”, que se sentem à vontade para ver e sentir o próprio corpo nu, mesmo que seja sozinho, na própria casa, na intimidade do próprio banheiro. Imagina ficar pelado com outras pessoas peladas ao redor?

Além disso, para quem tem problemas de auto-estima, é impossível fugir das desconfortáveis (e infantis) comparações: o pênis daquele é maior do que o meu, aquela mulher tem celulite, a outra tem peito arriado, aquele cara tem uma barriga mais sarada que a minha, e por aí vai… Somado a isso, tem a falta de hábito! De forma geral, o brasileiro, apesar de economizar bastante no tamanho dos trajes de banho, não está acostumado a frequentar praias de nudismo, é algo que não faz parte da nossa cultura.

Pôr do sol

Pôr do sol

E, por fim,  tem ainda a mentalidade que associa a nudez à pornografia ou “pouca vergonha”. Ou seja, estar sem roupa é, para muita gente, necessariamente algo relacionado a sexo.

Sim, nudez e sexo têm tudo a ver, é verdade.

Mas, no caso do naturismo (que rege a praia de Tambaba), nudez e sexo não apenas não têm NADA a ver, como ainda são excludentes. Ou seja, o sexo é terminantemente proibido dentro de um ambiente naturista. Está no código de ética da praia de Tambaba:

– é considerado falta grave “ter comportamento sexualmete ostensivo e/ou praticar atos de caráter sexual ou obscenos nas áreas públicas”.

– é considerado comportamento inadequado “concorrer para a discórdia por intermédio de propostas inconvenientes com conotação sexual”. 

Foto: erosdita

Apesar da advertência expressa, muita gente desrespeita as normas, garantem os fiscais.

Conversando com alguns fiscais da Sonata (Sociedade Naturista de Tambaba), eles me contaram que é preciso ficar sempre alerta, pois o desrespeito às normas é grande, sobretudo nos dias de muito movimento. “Muita gente transa (ou tenta transar) no mar, ou na praia, em áreas mais escondidas. Alguns casais se empolgam além da conta e alguns homens acabam ficando de pênis ereto no meio da praia”. Disseram ainda que Tambaba é frequentada por adeptos de grupos de swing (troca de casais), que vão à praia com a intenção de sondar e abordar banhistas com o objetivo de prospectar outros adeptos dessa prática sexual.

Ou seja, tá tudo errado. Quem se comporta dessa maneira, não compreende o princípio básico do Naturismo, que é “um modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela nudez social, que tem por intenção encorajar o autorespeito, o respeito ao próximo e o cuidado com o meio ambiente”.  

Ok, sabemos que os frequentadores de Tambaba não são naturistas. São pessoas como eu e você, que vivemos numa sociedade onde o “normal” é usar roupa. Portanto, se você pretende visitar a praia, amadureça a ideia antes de ir. Caso a sua intenção seja ver um desfile de corpos pelados (e tirar alguma “vantagem” disso), é melhor repensar a sua visita.

Mas se, por outro lado, você estiver a fim de se despir (literalmente) de suas vaidades e pudores em relação ao seu corpo, relaxar e experimentar uma forma diferente de curtir a praia e o mar, a visita é super válida. Não posso dizer que é emocionante como saltar de para-quedas (porque ainda não saltei), mas é sim uma aventura.

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5
jun 2013

Sexo e religião: sempre uma boa polêmica

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

Ontem estive na Rádio Jornal (780 AM) para participar do debate no programa “Super Manhã com Geraldo Freire“. Adoro quando sou convidada, pois sempre aprendo com os debatedores e saio de lá mais sabida, com a mente mais aberta. É sempre uma experiência rica. O tema de ontem foi “Sexo sem mistérios”. A ideia era relacionar sexo com religião. Por isso, o pastor evangélico Daniel Oleiro foi convidado para conversar comigo e com Rebecca Spinelli (ginecologista e terapeuta sexual).

Da esquerda para a direita: Geraldo, Rebecca, eu e o pastor Daniel

Da esquerda para a direita: Geraldo, Rebecca, eu e o pastor Daniel

Vocês podem escutar o debate na íntegra clicando aqui neste link, mas vou pontuar alguns aspectos importantes:

– Desde que o mundo é mundo a religião tem controlado a vida privada de seus fieis. Cada religião tem sua visão específica a respeito do sexo e da sexualidade. Umas são mais liberais, outras mais conservadoras. Não há verdade absoluta. Não se pode dizer que a igreja A está correta e a B está errada. Todas se baseiam em interpretações subjetivas da Bíblia. Ao escolher a sua religião, tenha isso em mente.

– Muitas igrejas têm perdido popularidade junto aos jovens por imporem severas restrições sexuais (obrigação de casar virgem, não permitir sexo fora do casamento nem sexo anal, encarar a homossexualidade como doença, considerar a masturbação um pecado, condenar o uso de métodos contraceptivos, pregar a submissão da mulher ao marido, etc).

– Fé não se discute. A fé é pessoal, íntima, subjetiva e intransferível. Não há certo nem errado. A fé de cada um é um grande mistério. Já quando se fala de sexo, quanto menos mistério melhor. Quanto mais se falar abertamente, claramente, quanto mais se compartilharem informações seguras e objetivas, melhor. É por isso que é tão complicado misturar sexo com religião. E é por isso, também, que quando os dois se misturam, sempre rende uma boa conversa.

Ouçam o debate e opinem! 

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5
jun 2013

Festival Pop Porn celebra o sexo e a pornografia

 
publicado em: LGBT
por: Julieta Jacob
 

Começa nesta sexta-feira (07/06), na cidade de São Paulo, a 3ª edição do Festival Pop Porn, que tem como proposta estimular uma atitude saudável em relação à sexualidade, “sem preconceitos e hipocrisias, com responsabilidade e respeito”.

Na prática, o festival reúne pessoas que transitam entre as fronteiras da indústria do sexo, da cultura urbana e das artes, enfatizando a pornografia como uma prática cultural e artística por meio de filmes, debates, performances e workshops. Todas essas atividades vão acontecer em uma espécie de Virada Porn num período de 48 horas, onde o público vai ter um ambiente seguro para explorar e experimentar suas fantasias sexuais.

Eu bem que gostaria de ir a SP para conferir, mas não será possível. Quem sabe no ano que vem?

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Aqui está um resumo da programação:

07/06 – Festa de abertura com performance The Burlesque Takeover (só para apoiadores e VIPs do festival). Já a festa Carlos Capslock é aberta a todos. Confirme sua presença neste link.

08/06 – Pedalada dos BikeSexuais.O ponto de encontro é a Tag and Juice (R. Gonçalo Afonso, 99 – Vila Madalena) a partir do meio-dia. Vestidos com fantasias eróticas, os ciclistas seguirão com destino à Trackers Tower, onde a partir das 15h acontece a abertura do Festival, com a famosa Virada Porn, que só acaba dia 09/06 às 22h.

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Filmes > A programação inclui produções do Brasil, França, Canadá, Espanha, Japão, Chile, EUA, Reino Unido, Holanda, Alemanha e Rússia. Todos discutindo temas como sexo, corpo, limites, prazeres, identidade e gênero. Ficção, documentário, longas e curtas-metragens.

Workshops > Serão oferecidos sete workshops, entre eles: pornô – faça você mesmo (versão hétero e versão gay), fotografia erótica, fotografia de fetiche, pole dance para iniciantes, como fazer striptease e workshop de Shibari.

Debates > Os temas discutidos serão: história do pornô no Brasil, pornografia gay, corpo e os limites do prazer, (des)fazendo o gênero? e vendendo o prazer.

Exposição > Obras inéditas feitas especialmente para o festival, dos artistas Adonay Esteves, Allan Sieber, Carlos Carah, Francisco Hurtz, Glauco Guimarães, Gilmar Cartunista, Greg Greg, Marcio Shimabukuro, Marco Oliveira, Pietro Luigi, Renan Lima, Ricardo Coimbra e Rodrigo Santana.

"O pecado oriental mora ao lado", comédia erótica japonesa, faz parte da programação.

“O pecado oriental mora ao lado”, comédia erótica japonesa, faz parte da programação.

Cena do curta-metragem espanhol "Lar" (2012).

Cena do curta-metragem espanhol “Lar” (2012).

O ingresso do festival custa a partir de R$20. Saiba como comprar o seu aqui.

|Serviço|
Festival Pop Porn
07, 08 e 09 de junho na Trackers Tower
(Rua Dom José de Barros, 337, São Paulo, SP)

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4
jun 2013

Curso debate questões do amor com Regina Navarro Lins

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Uma ótima notícia para quem se interessa por sexualidade e quer aprofundar o conhecimento na área. Começa amanhã, no Rio de Janeiro, o curso “Questões do Amor” com a psicanalista Regina Navarro Lins. Serão quatro encontros no mês de junho, com duas horas de duração cada um. Fiz esse curso em outubro do ano passado em São Paulo e como valeu muito a pena, faço questão de recomendá-lo.

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Vou colocar alguns links de textos que fiz na época do curso sobre os assuntos abordados em cada uma das quatro aulas para dar uma ideia do conteúdo:

Aula 01: O AMOR. Leia o texto O amor romântico é um grande cilada.

Aula 02: O CASAMENTO. Leia o texto O casamento é onde menos se faz sexo. 

Aula 03:  SEPARAÇÃO. Leia o texto Até que a morte os separe.

Aula 04: AMOR E SEXO: Leia o texto Novas tendências do amor e do sexo. 

httpv://youtu.be/D76SBrvWj7A

Serviço:
Curso “Questões do Amor”
04 aulas, às quartas-feiras (dias 05, 12, 19 e 26 de junho)
Horário: 19h às 21h
Valor: R$190,00
Local: Centro Cultural da Justiça Federal (Av. Rio Branco, 241 – Centro – Sala Multimídia) – Rio de Janeiro.

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3
jun 2013

Fotógrafo registra nudez de sobreviventes do câncer de mama

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Recentemente eu sofri um acidente doméstico que me rendeu uma marcante cicatriz. Passada a preocupação imediata com a minha saúde, veio o desespero involuntário e automático: “E agora? Como vou esconder essa cicatriz?”.

É engraçado (pra não dizer irônico ou ilógico) como nossa cultura, que tanto valoriza a beleza física, abomina cicatrizes. Como se elas fossem marcas a serem escondidas, por serem um duro golpe na auto-estima, motivo de vergonha ou de alguma desvantagem em relação a quem tem a pele macia e perfeita como um pêssego. Como se cada cicatriz guardasse consigo uma dor, um sofrimento, uma história triste que merecesse ser apagada da memória, como a cicatriz da pele. Tanto é assim que muita gente recorre a cirurgias para escondê-las.

Mas as cicatrizes, por mais que se tente suavizá-las, são como tatuagens. Marcam para sempre. E, muitas vezes, ao contrário do pensamento-clichê, são o símbolo de uma história de luta, de superação, força e bravura. Assim são, por exemplo, as cicatrizes de quem enfrentou o câncer de mama e se submeteu a uma cirurgia para a retirada do tumor.

Depois de acompanhar de perto a luta de uma de suas amigas para vencer a doença, o fotógrafo David Jay (famoso por suas fotos de moda) decidiu dar um novo significado a essas cicatrizes. Criou o projeto “Scar”, em que fotografou mais de 100 belas e jovens mulheres sobreviventes do câncer de mama. O ensaio, que tem um apelo social, também nos faz repensar o conceito de beleza (será que uma cicatriz torna alguém menos bonito? Até onde vai a nossa busca desenfreada pela perfeição estética? ) e nos alerta para a importância do combate à doença.

Essas mulheres são a prova de que existe vida e beleza apesar das cicatrizes.

Veja algumas fotos aqui e visite a página oficial do projeto clicando aqui.

Foto: David Jay

Foto: David Jay

Foto: David Jay

Foto: David Jay

Foto: David Jay

Foto: David Jay

Foto: David Jay

Foto: David Jay

Foto: David Jay

Foto: David Jay

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29
maio 2013

Amor não é uma questão de gênero

 
publicado em: LGBT
por: Julieta Jacob
 

Todos os dias nós vemos ou lemos notícias sobre homofobia mundo afora. Nesta semana, uma grande manifestação de cunho religioso encheu as ruas de Montmartre (França) contra o casamento gay. Na democracia, todos têm o direito de emitir a sua opinião, não há o que contestar. Cada um é livre para opinar o que quiser sobre qualquer assunto. Isso é um direito precioso. No entanto, é importante ter acesso a diversas fontes de informação para não justificarmos nossas opiniões apenas com base no fundamentalismo religioso ou em questões morais. Quem disse que é “errado” duas pessoas do mesmo sexo se apaixonarem? Onde está escrito e quem assina o texto?

Poucas pessoas se dão conta de que vivemos numa sociedade de mentalidade heterocêntrica, cujos valores são repassados adiante de geração a geração como “a verdade absoluta” e “o modelo correto a ser seguido”. Mas quase ninguém tira um minutinho para refletir sobre esse assunto. O modelo de casal heterossexual (homem + mulher) é apenas UM modelo dentre tantos outros. Não é nem melhor, nem pior. É apenas mais um. Talvez o mais convencional, o mais comum, mas nem por isso “o correto” ou “o normal”. Os “modelos” guardam entre si uma relação de diferença e não de superioridade ou inferioridade.

Raoni Assis, que mora no Recife, fez um desenho massa com uma frase bem bacana que resume muito do que foi dito. Afinal, antes de um gênero (homem ou mulher), existe um indivíduo, um ser humano, uma pessoa. Se você gosta de alguém, seja livre para viver o seu amor, seja ele de que gênero for.

Artista: Raoni Assis

Artista: Raoni Assis

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21
maio 2013

Curso aborda visão psicanalítica do amor, do desejo e da paixão

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

O espaço 3 e meio, no Recife, está oferecendo o curso “Amor, desejo e paixão”, ministrado pelo psicólogo e psicanalista Fernando Calsavara. Será uma conversa sobre o sentido original de três tipo de amor: Eros, Philia e Ágape. Também serão abordadas a diferença entre amor, desejo e paixão, e as dificuldades mais comuns nas trocas amorosas, escolhas apaixonadas e realização de desejos, tudo sob a ótica da psicanálise.

Serão dois encontros (dias 06 e 13 de junho), com duas horas de duração cada (das 19h30 às 21h30). O curso custa R$120 e a pré-inscrição pode ser feita clicando aqui.

Foto: Lee Ann L (flickr).

Foto: Lee Ann L (flickr).

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20
maio 2013

Dia Internacional de combate à Homofobia

 
publicado em: LGBT
por: Julieta Jacob
 

Desde o ano passado eu falo aqui no blog sobre o significado do dia 17 de maio. Sim, é o dia do meu aniversário (obrigada a todo mundo que me mandou parabéns e me encheu de energias positivas! Eu adoro esse banho de carinho!). Só que mais do que o dia em que eu nasci, o 17 de maio foi escolhido (desde 1990), como o Dia Mundial de combate à Homofobia. Tenho muito orgulho de dividir esse dia com uma causa tão nobre.

E aí que uma amiga-irmã muito querida, que pensa que o 17 de maio é “apenas” o meu aniversário, me deu de presente este quadro com essa linda imagem do britânico Banksy. Um misto de força e delicadeza como raramente vi.

A intenção era fazer feliz a amiga-irmã-jornalista-educadora-sexual-que-ama-tudo-ligado-ao-amor-ao-sexo-e-à-sexualidade. Mas, sem saber, minha amiga acabou fazendo uma dupla homenagem e me deixou duplamente feliz. Bom, eu acredito que nada acontece por acaso… e não vejo a hora de pendurá-lo na parede de casa!

Mais que isso: não vejo a hora de que o 17 de maio se torne não apenas o dia em que eu celebro mais um ano de vida, mas o dia em que todos possam comemorar novas conquistas rumo a um mundo SEM homofobia. E que, ano a ano, haja mais o que celebrar e menos o que combater. Façamos a nossa parte! Diariamente.

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E olha que legal a versão “viva” do grafite de Banksy feita pelo fotógrafo Nick Stern! Genial!

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Banksy Cops Kissing.
Nick Stern.

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20
maio 2013

Sexo a Duas #15 – sexo anal (parte III – final)

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Oi, pessoal!

Quem acompanha o blog e a página do Erosdita no facebook (já curtiu?) está sabendo da “pausa estratégica” que a gente deu no Sexo a Duas. Pois bem, cá estamos nós duas de volta para um duplo encerramento: vamos concluir a série sobre sexo anal (foram 03 episódios) e também encerrar a primeira temporada da série de educação sexual do Erosdita. Foram 15 episódios sobre temas variados, você já viu todos eles?

No terceiro e último episódio da série, nós vamos falar um pouco sobre algumas posições para a prática do sexo anal.

Em breve nos vamos estrear a segunda temporada do Sexo a Duas, com episódios novinhos! Aproveito, portanto, para pedir sugestões a vocês. Que temas querem ver? O que acham que pode ser melhorado? Sugiram, que faremos o possível para chegar no melhor resultado!

Bom Sexo a Duas!

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