para maiores de 18 anos

13
jun 2013

Pratique o desapego. Recomende um ex-amor

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

Hoje, dia de Santo Antônio, o famoso casamenteiro, muita gente que não teve a graça alcançada aproveita o palanque das redes redes sociais para lamentar pela “ineficiência” do santo. Para preencher essa “lacuna” deixada por ele, que pode ser milagroso, mas não dá conta de tantos pedidos nessa época do ano, três publicitários decidiram facilitar o meio de campo para quem procura um amor para aquecer o coração: criaram o tumblr Recomende um ex.

A proposta é simples e direta: “Sabe aquele ex-namorado ou namorada que é um grande broder, mas o relacionamento entre vocês não deu certo? Agora vocês têm a chance de transformar a culpa ou remorso daquele pé-na-bunda em felicidade”.

Screen shot 2013-06-13 at 10.09.32 AM A verdade é que, em 99,9% dos casos, o clima no fim de uma relação NÃO é de amizade. Infelizmente. E se o namoro não terminou de forma consensual (o que é mais comum), pior. Aí um dos lados vai ficar no lugar de vítima e nutrir sentimentos NADA agradáveis em relação a quem o(a) abandonou. Pensar no ex-namorado(a) com outra pessoa é um martírio, algo que machuca o psicológico do ser humano! Pode gerar traumas severos. Imagina recomendá-lo(a) para outrem destacando as suas qualidades? Sentiu o drama?

Pois é, mas em entrevista à revista TPM, os autores do tumblr garantem que há bastante gente desapegada e desprovida de drama a ponto de recomendar o seu ex-amor com todo o espírito de solidariedade que um ser humano é capaz de ter. A prova disso é que em pouco tempo o tumblr já soma cerca de 500 ex-recomendados e outros 500 na fila de espera para serem postados.

É mais ou menos assim : “Ele(a) é uma pessoa maravilhosa, gente boa, mas não serve para mim. A gente não combina, não encaixa, por isso terminei o namoro. Nem por isso vou negar o que ele(a) tem de bom, pelo contrário. Ficaria feliz em ajudá-lo(a) a encontrar um novo amor”.

O(a) ex não sabe que foi recomendado(a) até ver sua foto no ar, como no exemplo abaixo.

Foto: reprodução

Foto: reprodução

E você, recomendaria um ex-amor ou gostaria de ser recomendado por alguém? Namoraria uma pessoa com base na recomendação de um(a) ex-namorado(a)?

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12
jun 2013

Amores anônimos: perfil colaborativo reúne fotos de casais no instagram

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

O que seriam das cidades sem os seus amantes públicos? Casais apaixonados embelezam a paisagem e cenas de amor inspiram a nossa ida ao trabalho ou a nossa volta para casa. Quando caminho pelas ruas, adoro ser surpreendida por demonstrações de afeto e paixão, mesmo que eu não conheça as pessoas em questão. Não importa. Na minha última a São Paulo, fotografei alguns casais, provando que existe muito amor em SP, seja no metrô ou no parque.

Hoje, Dia dos Namorados, as ruas devem estar cheias de inspiração, dá uma olhada!

Para o Dia dos Namorados, um beijo apaixonado | Foto @csuppressed

Para o Dia dos Namorados, um beijo apaixonado | Foto @csuppressed

Seja por voyeurismo ou pura admiração, a jornalista Dani Arrais também é adepta do hábito de fotografar pessoas anônimas. Em novembro do ano passado, ela passeava por Nova York quando se deparou com um casal de noivos na parte coreana da cidade. Quando eles se beijaram, ela, que adora o aplicativo Instagram, prontamente fotografou a cena (veja a foto abaixo). Na hora, chegou a pensar em postá-la no perfil Retratos Anônimos (@retratosanônimos), que ela criara havia alguns meses, mas ao analisar a imagem dos noivos, percebeu algo diferente.

Na Koreatown, em Nova York, em novembro de 2012 | Foto: @daniarrais

Na Koreatown, em Nova York, em novembro de 2012 | Foto: @daniarrais

“Aquele casal era mais do que um retrato anônimo, e sim uma história de amor condensada em uma foto. Parecia que eles estavam num filme do Wong Kar-Wai, com os rostos bem próximos, parecendo chorar, ou discutir, nunca vou saber. Aí fiquei com essa vontade de juntar mais fotos assim, que contêm histórias. Fiz o perfil e esperei as pessoas começaram a usar a hashtag”, explica Dani.

Foi assim que nasceu o perfil Amores Anônimos, que hoje já tem quase 3 mil seguidores-colaboradores. Sim, o projeto é colaborativo e funciona de forma super simples: basta que as pessoas capturem momentos de amor e postem a foto no instagram junto com a hashtag #amoresanônimos.

Quero ficar no teu corpo feito tatuagem. Foto: @csuppressed

Quero ficar no teu corpo feito tatuagem | Foto: @csuppressed

O interesse de Dani pelo amor não é de hoje. Muito antes do Amores Anônimos surgir, ela já havia criado uma série de vídeos chamada “O que é o amor pra você hoje?”, no blog de sua autoria, o Don’t Touch My Moleskine.

“É bem clichê, mas a gente encontra amor em música, livro, filme, foto, arte… Então passo a vida ouvindo coisas lindas, lendo histórias inspiradoras, vendo imagens que me renovam. Aí o amor acaba sendo minha ‘linha de pesquisa'”, define ela.

De fato, as cenas postadas no perfil do instagram contam lindas histórias. Cabe a cada um criar a sua a partir daquilo que a foto lhe transmite. Veja algumas imagens e tente imaginar o que se passava na hora do clique. Apure o seu olhar. Há amor por toda parte, é só saber ver.

Na hora do rush, a pausa para o carinho | Foto: @oct

Na hora do rush, a pausa para o carinho | Foto: @oct

Muitos anos de paixão e sorrisos. Foto: @ianascm

Muitos anos de paixão e sorrisos | Foto: @ianascm

O mar e o amor. Foto: @rayluc

O mar e o amor | Foto: @rayluc

Amor e fantasia. Foto: @cassianomecchi

Amor e fantasia | Foto: @cassianomecchi

Fazendo feira agarradinhos. Foto: @biancaiaconelli

Fazendo feira agarradinhos | Foto: @biancaiaconelli

Quando a vida vira um filme em Paris! Foto: @sophiafigueredo

Quando a vida vira um filme em Paris. | Foto: @sophiafigueredo

Namorinho | Foto @oana1213a

Namorinho | Foto @oana1213a

Dani Arrais é jornalista, sócia da Contente, empresa de projetos especiais pra internet, como o Instamission.

Dani Arrais é jornalista e sócia da Contente, empresa de projetos especiais pra internet, como o Instamission.

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11
jun 2013

10 músicas para namorar – internacionais

 
por: Julieta Jacob
 

Depois da playlist brazuca, aqui está a lista gringa com músicas em inglês, espanhol e francês para celebrar o idioma que todo mundo entende: o Amor.

01- Let’s dance and Love.

httpv://youtu.be/h5EofwRzit0

02 – Este clipe é de tirar o fôlego! Que tal se inspirar?

httpv://youtu.be/OrxxHlRs85U

03 – Porque com Nina Simone, o Amor é fofo e elegante ao mesmo tempo.

httpv://youtu.be/mh6OAIP8Quo

04 – Quem Ama quer estar sempre juntinho.

httpv://youtu.be/COiIC3A0ROM

05 – Um tango instigado e dramático para dar um tom mais sexy.

httpv://youtu.be/DH76CZbqoqI

06 – É tempo de Amor! E a língua francesa é sensual por natureza…

httpv://youtu.be/Snys9LGMAmo

07 – Namorar ao som de Robert Plant faz bem ao coração.

httpv://youtu.be/qBI_Av00_Fo

08 – “My whole body is in love”. Todo mundo merece um Amor assim!

httpv://youtu.be/18TLHhhHZCA

09 – Uma das músicas mais belas de Jimmy… linda declaração de Amor.

httpv://youtu.be/8WSYBxnGmpQ

10 – Para encerrar, uma música bem lentinha pra dançar coladinho <3

httpv://youtu.be/3qTd-dTKnIg

Se tiverem mais sugestões, deixem nos comentários. E feliz Amor!

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11
jun 2013

10 músicas para namorar – nacionais

 
por: Julieta Jacob
 

Sou do tipo que não acredita em fórmulas mágicas para o Amor, afinal, ainda não inventaram o viagra para o coração. Portanto, uma vez o Amor já (im)plantado na relação (por métodos outros que não através da magia sentimental), é preciso manter o terreno adubado! O adubo fortalece o amor e mantém a paixão florida. E uma das melhores formas de se fazer isso é através da música.

Poucas coisas nessa vida possuem a eficácia terapêutica que o gingado de uma boa música nos proporciona. O corpo balança, o bem-estar chega, o suor escorre e o sorriso se desenha no rosto entre um rodopio e outro. Casais que dançam e cantam juntos são mais felizes, alguém duvida? Essa é minha tese (baseada em resultados empíricos) e a comunidade científica há de validá-la.

E se declarar através de uma canção, quem nunca? Por isso, selecionei 10 canções para você curtir com seu Amor ou Amores, seja no Dia dos Namorados (12 de junho no Brasil ou 14 de fevereiro em outro países), seja em qualquer outro dia. E se vocês tiverem outras sugestões legais, deixem nos comentários, por favor!

01 – Pra dançar no meio da sala ou da cozinha, agarradinho…

httpv://youtu.be/g_Uw-meLw-A

02 – Não desgruda! Já emenda com essa daqui e continua dançando…

httpv://youtu.be/9d5m8i9gfG8

03 – Modo grude ainda ativo…

04 – Porque Amor de muito nunca é demais.

05 – Olha o romantismo chegando!! “Até o fim da minha vida eu vou te Amaaaaar”.

httpv://youtu.be/YSjcJj9gOQg

06 – Especialmente para quem namora à distância! O Rei Roberto entende disso.

httpv://youtu.be/ESIPEifMrgk

07 – Para Amar de mansinho…

httpv://youtu.be/F4rW05Cfr3g

08 – O clima esquentou? Toca essa aqui.

09 – Porque Amor bom é leve como uma pluma.

httpv://youtu.be/LrxMlfCP_pw

10 – Pra mim, esta música é o Hino do Amor. Liberdade aos namorados. “Ame-o e deixe-o livre para Amar”.

httpv://youtu.be/-jiFNDgqNYA

Gostaram? Daqui a pouco tem playlist com 10 músicas internacionais!

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10
jun 2013

Ciclistas tiram a roupa para protestar em Londres

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

Cada vez mais o corpo é usado como arma de protesto mundo afora. O grupo Femen, por exemplo, fundado em 2008 na Ucrânia, ganhou notoriedade mundial porque suas integrantes protestam de topless contra o sexismo e outros temas. Nos países onde a nudez em público é considerada atentado violento ao pudor, geralmente os protestos do Femen causam grande reboliço e são reprimidos com vigor.

Mas em outras cidades é comum acontecerem protestos com um monte de gente pelada na maior tranquilidade. Foi o que se viu em Londres neste fim de semana, durante a o World Naked Ride Bike (Passeio Mundial dos Ciclistas sem Roupa). A manifestação é em prol de uma causa ambiental e não sexual, o que não impede que o corpo nu seja usado como forma de atrair a atenção das pessoas e, de certa forma, também alertar para o respeito à liberdade de expressão e opinião. Aliás, qual a sua opinião sobre essa forma de protesto?

World Naked Ride Bike 2013. Foto: Polyana Resene

World Naked Ride Bike 2013. Foto: Polyana Resende

A jornalista Polyana Resende , que mora em Brasília e atualmente passa uma temporada de estudos em Londres, acompanhou o passeio dos ciclistas pelados e conta pra gente como foi:

(Reportagem: Polyana Resende)

Neste sábado (08/06), uma multidão de curiosos com câmeras a postos esperava ansiosa para registrar o comboio de peladões sobre duas rodas passar pelas ruas de Londres, capital da Inglaterra. O World Naked Ride Bike (Passeio Mundial dos Ciclistas sem Roupa) é uma manifestação contra a cultura dos carros e a dependência do petróleo. O evento, que também celebra a individualidade dos corpos e a liberdade de expressão, é realizado em diversas cidades do mundo, como Nova York, Madri e Vancouver.

Em Londres, cerca de 1000 pessoas tiraram as roupas para chamar a atenção para a vulnerabilidade dos ciclistas no trânsito e para a poluição do meio ambiente. Não há lei contra a nudez na Inglaterra e o protesto é realizado com o apoio das autoridades de segurança. A rota de 2013 incluiu cartões postais, como a Catedral de St Paul e a London Eye, a roda gigante mais famosa do mundo. Os ciclistas partiram de cinco pontos diferentes e se encontraram no Hyde Park, um dos oito parques reais da capital inglesa.

No protesto irreverente, os ciclistas usaram os corpos para mandar o recado com frases como: “queime gordura e não petróleo” ou “carros matam, bicicletas não”. A manifestante Sarah Phillips deu um conselho aos ciclistas brasileiros. “Fiquem nus e façam a diferença”. E então?

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9
jun 2013

Livro ensina futebol para mulheres e relaciona o esporte com sexo

 
por: Julieta Jacob
 

Clichês, por si sós, são cansativos. Mas certos clichês conseguem a terrível proeza de nos cansar mais do que outros. “Todo homem entende de futebol” e “Futebol não é coisa de mulher”, por exemplo, me provocam bocejos instantâneos. Que preguiça…

E desses dois clichês deriva uma situação-clichê-machista que, apesar de nada interessante, é mais comum do que mosca em restaurante de beira de estrada: “Em dia de futebol, o namorado esquece a namorada e só quer saber do jogo”. E tem mais: caso o time dele perca, a namorada ainda terá que encarar um mau-humor equivalente a uma TPM aguda, com o agravante de que ela pode durar o tempo necessário até que o time volte a ganhar. Mais do que preguiça, essa situação me desperta pena. Pena do namorado e da namorada, e não do time que perdeu.

Nada contra o futebol nem contra as paixões que ele desperta, pelo contrário. Aliás, adoro ir a campo ver jogo e vou sempre que possível, me faz um bem danado (de preferência, na arquibancada). O problema aqui é o excesso. É quando a paixão por futebol atrapalha a paixão do relacionamento amoroso. É o seu caso? Que tal aplicar a regra 3?

E por que essa conversa toda? É que o jornalista e escritor Álvaro Filho acaba de lançar o livro “Tudo o que as Mulheres querem saber sobre futebol – mas tinham medo de perguntar…” e apenas o título do livro já me provocou todos esses pensamentos anti-sexistas. Nada contra o título, que aliás, é uma bem-humorada homenagem a Woody Allen, de quem o autor é fã e por isso parafraseou um de seus filmes, “Tudo o que você queria saber sobre sexo, mas tinha medo de perguntar”.

CAPA - TUDO O QUE AS MULHERES

Mas quando li o “mulheres” na capa, me veio uma pulga atrás da orelha na forma de uma grande dúvida:

Erosdita – Qual a diferença entre ensinar futebol para mulheres e ensinar para uma pessoa (homem ou mulher) que simplesmente não entenda de futebol? Existe alguma demanda específica do público (gênero) feminino?

Álvaro Filho – Seria ridículo sugerir que o problema de saber mais ou menos sobre futebol é uma questão de gênero. Na verdade, é um fator cultural, pois geralmente os meninos vão aos estádios mais cedo que as mulheres, por vários fatores (incluindo os machistas, mas também por questões de segurança), o que permite o contato maior do público masculino, que acaba naturalmente dominando mais o assunto. Ensinar futebol para mulheres é justamente tentar apressar essa adaptação e diminuir a diferença de conhecimento.

A ideia de escrever o livro nasceu quando o autor, que também é professor, percebeu o aumento do interesse das estudantes de jornalismo sobre futebol. Ele decidiu produzir um conteúdo bem-humorado e de fácil fixação para ser utilizado nas aulas, incluindo um pequeno glossário. O conteúdo foi adaptado e se transformaram em livro, publicado originalmente em 2006 e que agora volta em versão atualizada e formato digital.

Erosdita –  Como você enxerga o aumento do interesse do público feminino por futebol? Seria um aspecto restrito a estudantes de jornalismo ou a mulheres em geral?

Álvaro Filho – No jornalismo, a concorrência é cada vez maior e se antes algumas mulheres se davam ao luxo de esnobar a editoria de Esportes, hoje isso é impensável, o que levou muitas delas a correrem contra o relógio. A presença feminina cada vez maior nas redações esportivas (ainda bem) também encorajou aquelas que gostavam do assunto mas nutriam algum temor equivocado de serem consideradas uma alienígena. É óbvio que o sentimento também é refletido na sociedade, até porque o futebol mudou do caráter de “disputa romana” de confraternização masculina, onde os homens podiam se abraçar suados sem serem reprimidos, para o de “espetáculo”, forçado por interesses financeiros e publicitários que nunca se importaram se o dinheiro que chega é de uma carteira masculina ou feminina. Além do mais, o futebol é sedutor para quem tem o caráter competitivo, e aí também não importa o gênero.

Foto: Líbia Florentino.

Álvaro Filho criou um glossário explicando expressões de duplo sentido. Foto: Líbia Florentino.

Erosdita – O que você acha da afirmação-clichê “todo homem entende de futebol”? Procede?

Álvaro Filho – De jeito nenhum. Tanto que estou em fase de produção do “Dicionário Ilustrado Futebol-Português, Português-Futebol”, para trazer para o jogo todos os que de uma forma ou de outra não foram apresentado ao esporte bretão. Claro que, como falei antes, o futebol faz parte quase que natural da rotina masculina, que o incluiu em suas outras atividades. Mas tem muito marmanjo que não faz a mínima ideia do que está se passando, não nota inclusive que os times trocaram de lado no intervalo.

Erosdita – A primeira impressão que tive ao ver o teu livro foi: “se o teu namorado sempre te troca por uma partida de futebol, que tal ler o livro e aprender um pouco sobre futebol para interagir com ele durante a partida? Talvez assim ele preste um pouco de atenção em você”. Faz sentido essa conclusão?

Álvaro Filho – No início, fiquei preocupado em ser tido como “sexista”, mas depois percebi que seria impossível escrever sobre o assunto sem correr esse risco. Até porque, devo sim ter algum sentimento sexista embutido em mim (o de pagar a conta, conta?), como as mulheres também os têm, inclusive, várias mais machistas que muitos homens. Mas não quis de forma alguma pregar uma submissão feminina, apenas tentar dar uma contribuição a tema na forma que encaro a vida: com bom humor. E vamos combinar, se o cara não dá a atenção à namorada, independente do motivo, o problema é dele, claro, e não tem livro que dê jeito nisso. No futebol, tem a regra 3, que permite a substituição de um jogador. Essa talvez seja a solução.

No fim do livro, Álvaro organizou um glossário com várias expressões coloquiais usadas com frequência no universo futebolístico. Muitas têm duplo sentido relacionado a sexo, como essas aqui listadas. Faça um teste! Quantas você conhece?

Abrir as pernas: deixe de ser maldosa. Quem abre as pernas é o time que não faz força para ganhar o jogo.

Beijar a trave: para que esse desperdí­cio se você está bem ali? Mas saiba que quem beija a trave não é o jogador, e sim, a bola.

Dar sem olhar: e eles conhecem aque­la amiga sua? Controle-se. Quem dá a bola sem olhar é o craque, que “advinha’ onde o companheiro de time está.

Entrar com bola e tudo: você não tem jeito mesmo em pensar essas coisas. É apenas seguir com a bola até que ela fique no fundo das redes.

Entrada por trás: parece violento. E é. Pode perguntar ao jogador que leva um chute do adversário pelas costas.

Fungar no cangote: mais adequado num agito de forró, mas quem anda fungan­do o cangote do outro é o marcador, que não descola do adversário.

Gato: não se trata de um jogador “pegável”, mas daquele goleiro que felinamente pula na bola para evitar o gol.

No pau: sem comentários, viu. É a trave.

Penetração: pode recuperar o fôlego, pois o caso aqui é invadir o território adversário.

Você pode ler um trecho do livro e comprá-lo clicando aqui. A versão digital custa R$10,00.

| Serviço |
Tudo o que as mulheres querem saber sobre futebol – mas tinham medo de perguntar.
Autor: Álvaro Filho
Editora: Simplíssimo Autores
À venda na Apple Store, Iba, Livraria Saraiva, Livraria Cultura e demais megaestore.

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8
jun 2013

Fotografias tiradas no instante e ângulo certos ganham conotação sexual

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

Quando alguém tira uma foto, qual o objetivo básico? Registrar a cena, o momento, aquilo que estamos vendo, ou seja, a “realidade”. Pois é, mas dependendo do ângulo e, digamos, de alguns imprevistos, (que podem ser para a sorte ou azar do fotógrafo) o resultado pode sair inesperado e BEM diferente do objetivo inicial. Dependendo do caso, pode até gerar uma saia justa ou uma situação constrangedora devido a uma “ilusão de ótica”. Um prato cheiro para os paparazzi e as revistas de fofoca, que adoram uma “invenção”.

Mas é também assim que podem surgir grandes e premiadas fotografias, como esta em que a presidente Dilma Rousseff parece ser transpassada pela espada de um militar. O registro é do fotógrafo Wilton Júnior/AE.

Mas como aqui no blog o assunto é sexualidade, eu reuni algumas fotos que circulam na internet e mostram registros aparentemente “inocentes” (ou não…) que acabaram ganhando uma conotação sexual. Algumas fotos são de gente famosa, outras outras de gente anônima.

Sexo oral

No casamento do príncipe William e da princesa Kate.

O que será que a princesa Kate estava fazendo? É só perguntar para a garotinha da esquerda…

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Deu sono…

 Homossexualidade

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Será que foi falta?

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Achei esse click bem romântico <3

 Peitos

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Tem cara de foto montada, mas ficou interessante.

Príncipe Charles foi pego no flagra.

O que será que o Príncipe Charles estava dizendo?

Se você quiser ver mais fotos como estas (em situações nã0-sexuais), o blog Criatives publicou 30 imagens.

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7
jun 2013

Menino de 12 anos dá aula sobre orientação sexual e respeito

 
publicado em: amor, LGBT
por: Julieta Jacob
 

Theo Chen nasceu em Cingapura, tem 12 anos de idade, e criou um canal no youtube onde posta vídeos fazendo dublagens, dançando e cantando. Nada muito genial, confesso. Mesmo no mundo das celebridades instantâneas, eu dificilmente teria tomado conhecimento sobre a existência desse menino se não fosse um triste episódio. É que Theo passou a ser vítima de bullying homofóbico. Depois de conferir a performance dele nos vídeos, muita gente (a maioria, anônimos), passou a chamá-lo de gay, bicha, boiola e outros sinônimos para “homossexual”. Em tom pejorativo, claro.

Incomodado com as “acusações”, Theo decidiu gravar um vídeo-desabafo. Eu fiquei impressionada com a maturidade dele. Uma aula sobre respeito e orientação sexual. Aos 12 anos, ele já compreende o que muitos adultos insistem em não entender.

foto: reprodução

foto: reprodução

Basicamente, primeiro Theo se justifica: “Só porque faço vídeos, não quer dizer que sou gay. Você precisa colocar sua visão da palavra gay numa definição clara, boa e verdadeira”.

Theo tem toda razão. Muita gente simplesmente dispara uma metralhadora de “frango, viado, gay, baitola” com a intenção de depreciar alguém. Mas alguém aí já parou para pensar? Por que chamar alguém disso tudo é ruim? Quem disse que a orientação sexual faz da pessoa alguém melhor ou pior? Falei sobre isso neste texto aqui.

Ele conta que “até agora” se interessa por meninas e garante: “Honestamente, eu não sei se sou gay. Eu tenho apenas 12 anos de idade. Mas quem se importa se eu sou gay? Eu achei que este mundo fosse livre! Vocês não deveriam julgar pessoas pela sexualidade, deveriam julgar pela personalidade”.

Theo, você tem “apenas” 12 anos, mas já entendeu tudo. Sim, o mundo (ou pelo menos boa parte dele) é livre. E sim, a orientação sexual não “classifica” o caráter dos seres humanos. Melhor ainda seria se as pessoas simplesmente parassem de julgar as outras. Entender as diferenças que existem no mundo já não é suficiente? Não precisa fazer julgamentos, isso não leva ninguém a lugar nenhum.

E o menino conclui: “Parem de me julgar, por favor. Chamar alguém de gay não faz de você mais hétero”.

É isso! O recado está dado. E bem dado. Por um menino de apenas 12 anos que aprendeu a lição de forma dolorosa. Parabéns, Theo. Você é um menino muito inteligente.

Vejam o vídeo:

httpv://youtu.be/26p_13t2rWE

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6
jun 2013

Praia de Tambaba: onde nudez e sexo não combinam

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

A primeira vez que estive em Tambaba foi em 1997. Faz tempo! Fui com um grupo de amigos adolescentes de Recife e o clima que reinava era o espírito de aventura por estarmos indo a uma praia de nudismo! Uau! Era mais radical do que pular de para-quedas, acredite.

Pra quem não sabe, Tambaba é uma praia que fica no litoral da Paraíba, a 17 Km de João Pessoa, famosa por ter sido a primeira do Brasil a permitir o naturismo por lei municipal (nº 284/2004). Em outras palavras, em Tambaba, todo mundo fica nu. Do contrário, estará cometendo um crime. Pecado é não ficar pelado, pois toda nudez será perdoada.

Foto: Erosdita

Paisagem a caminho de Tambaba

Mas, em 1997, quando eu lá estive pela primeira vez, não era bem assim. Naquele tempo, havia duas áreas na praia: uma chamada “zona obrigatória”, em que a pessoa só podia entrar como veio ao mundo, e uma outra, chamada “zona mista”, onde era possível optar por ficar com ou sem roupa.

O nosso grupo de amigos (eu inclusive) amarelou geral (de vergonha) e ficamos na zona mista – COM roupa de banho. Não tivemos coragem de tirar os biquínis e sungas na frente uns dos outros. Na zona mista, vimos muitas pessoas nuas ou de topless, o que foi uma experiência inesquecível – jamais tinha visto pessoas peladas agindo com naturalidade, como se estivessem vestidas. Achei o máximo e pensei: “quero ser assim quando crescer”. Até ensaiamos uma ida à zona de nudez obrigatória, mas nenhum de nós encarou o desafio.

Foto: erosdita

Falta sinalização na estrada e as poucas placas que existem são quase ilegíveis.

Mais de 15 anos depois (portanto, já crescida), voltei a Tambaba. Chegando lá, logo me deparei com a mudança: a zona mista não mais existe. Agora, para desfrutar da praia, é obrigatório ficar nu, não tem meio-termo. Para quem não conhece, funciona assim: na entrada da “zona de nudez obrigatória” há um fiscal que orienta os visitantes: “É muito simples. Assim que você pisar na areia, tire toda a roupa”.

Na praia tem um único restaurante, onde, para minha surpresa, os garçons servem os clientes usando roupas. Fiquei sabendo que os funcionários estão isentos da obrigatoriedade da nudez. Achei esquisito esse detalhe.

foto: Erosdita

Esta placa fica bem na entrada. foto: erosdita

Ironicamente, na minha frente, na ponte que dá acesso à praia, havia um grupo de adolescentes que me fez lembrar a minha experiência de anos atrás: eles ensaiaram entrar na praia, mas deu pra notar que estavam muito envergonhados e acabaram dando meia volta.

E de onde será que vem essa “vergonha” toda? Ora, se a pessoa está numa praia de naturismo, nada mais natural do que tirar a roupa, concorda? Estranho seria ficar vestido.

Na prática, não é bem assim. Primeiro, existe a falta de intimidade com o próprio corpo. São poucas as pessoas que se “conhecem”, que se sentem à vontade para ver e sentir o próprio corpo nu, mesmo que seja sozinho, na própria casa, na intimidade do próprio banheiro. Imagina ficar pelado com outras pessoas peladas ao redor?

Além disso, para quem tem problemas de auto-estima, é impossível fugir das desconfortáveis (e infantis) comparações: o pênis daquele é maior do que o meu, aquela mulher tem celulite, a outra tem peito arriado, aquele cara tem uma barriga mais sarada que a minha, e por aí vai… Somado a isso, tem a falta de hábito! De forma geral, o brasileiro, apesar de economizar bastante no tamanho dos trajes de banho, não está acostumado a frequentar praias de nudismo, é algo que não faz parte da nossa cultura.

Pôr do sol

Pôr do sol

E, por fim,  tem ainda a mentalidade que associa a nudez à pornografia ou “pouca vergonha”. Ou seja, estar sem roupa é, para muita gente, necessariamente algo relacionado a sexo.

Sim, nudez e sexo têm tudo a ver, é verdade.

Mas, no caso do naturismo (que rege a praia de Tambaba), nudez e sexo não apenas não têm NADA a ver, como ainda são excludentes. Ou seja, o sexo é terminantemente proibido dentro de um ambiente naturista. Está no código de ética da praia de Tambaba:

– é considerado falta grave “ter comportamento sexualmete ostensivo e/ou praticar atos de caráter sexual ou obscenos nas áreas públicas”.

– é considerado comportamento inadequado “concorrer para a discórdia por intermédio de propostas inconvenientes com conotação sexual”. 

Foto: erosdita

Apesar da advertência expressa, muita gente desrespeita as normas, garantem os fiscais.

Conversando com alguns fiscais da Sonata (Sociedade Naturista de Tambaba), eles me contaram que é preciso ficar sempre alerta, pois o desrespeito às normas é grande, sobretudo nos dias de muito movimento. “Muita gente transa (ou tenta transar) no mar, ou na praia, em áreas mais escondidas. Alguns casais se empolgam além da conta e alguns homens acabam ficando de pênis ereto no meio da praia”. Disseram ainda que Tambaba é frequentada por adeptos de grupos de swing (troca de casais), que vão à praia com a intenção de sondar e abordar banhistas com o objetivo de prospectar outros adeptos dessa prática sexual.

Ou seja, tá tudo errado. Quem se comporta dessa maneira, não compreende o princípio básico do Naturismo, que é “um modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela nudez social, que tem por intenção encorajar o autorespeito, o respeito ao próximo e o cuidado com o meio ambiente”.  

Ok, sabemos que os frequentadores de Tambaba não são naturistas. São pessoas como eu e você, que vivemos numa sociedade onde o “normal” é usar roupa. Portanto, se você pretende visitar a praia, amadureça a ideia antes de ir. Caso a sua intenção seja ver um desfile de corpos pelados (e tirar alguma “vantagem” disso), é melhor repensar a sua visita.

Mas se, por outro lado, você estiver a fim de se despir (literalmente) de suas vaidades e pudores em relação ao seu corpo, relaxar e experimentar uma forma diferente de curtir a praia e o mar, a visita é super válida. Não posso dizer que é emocionante como saltar de para-quedas (porque ainda não saltei), mas é sim uma aventura.

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5
jun 2013

Sexo e religião: sempre uma boa polêmica

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

Ontem estive na Rádio Jornal (780 AM) para participar do debate no programa “Super Manhã com Geraldo Freire“. Adoro quando sou convidada, pois sempre aprendo com os debatedores e saio de lá mais sabida, com a mente mais aberta. É sempre uma experiência rica. O tema de ontem foi “Sexo sem mistérios”. A ideia era relacionar sexo com religião. Por isso, o pastor evangélico Daniel Oleiro foi convidado para conversar comigo e com Rebecca Spinelli (ginecologista e terapeuta sexual).

Da esquerda para a direita: Geraldo, Rebecca, eu e o pastor Daniel

Da esquerda para a direita: Geraldo, Rebecca, eu e o pastor Daniel

Vocês podem escutar o debate na íntegra clicando aqui neste link, mas vou pontuar alguns aspectos importantes:

– Desde que o mundo é mundo a religião tem controlado a vida privada de seus fieis. Cada religião tem sua visão específica a respeito do sexo e da sexualidade. Umas são mais liberais, outras mais conservadoras. Não há verdade absoluta. Não se pode dizer que a igreja A está correta e a B está errada. Todas se baseiam em interpretações subjetivas da Bíblia. Ao escolher a sua religião, tenha isso em mente.

– Muitas igrejas têm perdido popularidade junto aos jovens por imporem severas restrições sexuais (obrigação de casar virgem, não permitir sexo fora do casamento nem sexo anal, encarar a homossexualidade como doença, considerar a masturbação um pecado, condenar o uso de métodos contraceptivos, pregar a submissão da mulher ao marido, etc).

– Fé não se discute. A fé é pessoal, íntima, subjetiva e intransferível. Não há certo nem errado. A fé de cada um é um grande mistério. Já quando se fala de sexo, quanto menos mistério melhor. Quanto mais se falar abertamente, claramente, quanto mais se compartilharem informações seguras e objetivas, melhor. É por isso que é tão complicado misturar sexo com religião. E é por isso, também, que quando os dois se misturam, sempre rende uma boa conversa.

Ouçam o debate e opinem! 

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