para maiores de 18 anos

6
abr 2013

Erótika Fair – dia 01

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

Como vocês sabem, estou participando da Erótika Fair (feira de produtos eróticos) aqui em SP. Minhas expectativas se confirmaram: parecem mesmo um parque de diversões! Repleta de “brinquedos” (hehehe)! De todos os tipos e para todos os gostos!

Ontem eu me concentrei no estande da marca sueca LELO, que tem uma proposta super elegante e sofisticada para massageadores íntimos (virei fã!!!). Quero apenas TODOS (vou fazer um post só sobre eles). Também encontrei o Dr. Celso Marzano, autor do livro “O Prazer Secreto” e batemos um papo muito legal sobre sexo anal! Aguardem!

Como já tou me arrumando para o segundo dia da feira, resolvi fazer um post rápido só pra vocês terem uma ideia geral. Na sequência, farei posts mais detalhados.

Entrada da feira. Ontem ainda tava calminho porque só estava aberta para a imprensa e comerciantes. A partir de hoje, o público também tem acesso e deve bombar. São esperadas cerca de 30 mil pessoas!

Uma das "jóias" da marca Lelo. Massageador clitoriano banhado a ouro. Algum palpite de quanto custa? Logo mais darei todos os detalhes!

Essa é uma área mais "hot" da feira. Chama-se "Clube pornô". O nome é auto-explicativo, concordam?

O 1º credenciamento a gente nunca esquece… o 1º de muitos, tenho certeza!

Chocolatinhos para acompanhar o café na sala de imprensa. Senti falta das vulvas. Por um mundo menos sexista, sempre.

Com o Dr. Celso Marzano e a psicóloga Samanta Fonseca, que fazem o programa "Dr. do Sexo". Vou contar mais sobre eles em outro post!

Por enquanto é isso! Muita coisa ainda pra mostrar e pra falar. Vou dar detalhes sobre os produtos, preços, como funcionam, contar as novidades do mercado. Fiquem ligados!

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3
abr 2013

Erosdita na Erótika Fair

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

Pessoal,

Estou logo mais embarcando para São Paulo especialmente para cobrir a Erótika Fair, uma super feira que já está na 20ª edição e é considerada pela ABEME (Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico), o mais importante encontro de negócios do mercado erótico latino americano, e a quarta maior feira erótica do mundo! No ano passado ela recebeu 20 mil visitantes (este ano espera receber 30 mil) e movimentou cerca de R$ 18 milhões em negócios. Até o Sebrae-SP vai estar por lá (pela primeira vez) para orientar futuros empreendedores deste lucrativo setor!

Imagine como está o meu estado de curiosidade!!! Tou imaginando que vai ser algo tipo a Disney, ou melhor (kkk)… espero não me decepcionar! Nunca visitei a feira, conheço bem pouco esse “universo” de produtos eróticos, mas olhando a programação já deu pra ver que (seja como for) serão dias MUITO intensos com dezenas de shows, workshops e palestras sobre diversos temas. Vou fazer o possível para mostrar aqui diariamente tudo o que achar de mais interessante e aceito sugestões de vocês, ok?

Desejem-me boa sorte! Adoro uma novidade e acredito que lá vou encontrar MUITAS…

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2
abr 2013

Sexo a Duas #12 – Desejo

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Olá, pessoal!!!!!

É sempre um ENORME prazer saudar vocês a cada semana com um Sexo a Duas inédito!! Quem acompanha o Erosdita através da nossa página do facebook (curte lá pra ficar por dentro de tudo!) , já sabe que o tema desta semana tem tudo a ver com aquela máxima “sem tesão não há solução”. Vamos falar sobre desejo! Pois é, essa frase (extraída do título de um livro de Roberto Freire) é verdadeiríssima – e vale para TUDO na vida, inclusive o sexo! Mas, antes de aplicá-la à sua relação, (e dar um xeque-mate no namoro ou no casamento), é preciso observar alguns aspectos importantes, que podem – quem sabe – vir a “salvar” o relacionamento.

Quero agradecer a Francisco e Paulo, que partilharam as suas histórias conosco. Foi uma grande honra responder às suas dúvidas, rapazes! A gente espera, humildemente, ter lançado alguma luz no caminho de vocês.

Ah! No fim do programa, a gente anuncia o tema da série que estamos produzindo! Vejam até o fim, ok??

Espero que gostem!! Como sempre, peço que comentem, opinem, critiquem, pois só vocês podem nos indicar o melhor caminho a seguir nessa deliciosa jornada do Sexo a Duas.

httpv://youtu.be/nPUoRw_1ttc

 

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27
mar 2013

Sexo a Duas #11 – higiene íntima masculina

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Olá, pessoal!!!

Este texto de apresentação vai ser apressado, pois não há mais tempo a perder!! Quem acompanha o Sexo a Duas toda semana, sabe que excepcionalmente, pela primeira vez e por motivos de força maior, o vídeo desta semana não foi publicado na segunda-feira (como de costume), por isso está sendo publicado HOJE! Sem traumas! A vida é assim mesmo e quem nunca teve um “motivo de força maior” que atire o primeiro vibrador.

Depois do programa #10, sobre a higiene íntima das mulheres (clica aqui para assistir!!), o tema de hoje é a higiene íntima dos homens. Importantíssimo!!! Eu e Rebecca damos várias dicas para uma boa higiene, que é um dos fatores fundamentais para a prevenção do câncer de pênis. Vamos se lavar, gente!!

Um detalhe: as cuecas podem ser lavadas na máquina com sabão em pó mesmo (não precisa ser com sabão de coco, como no caso das calcinhas).

Aproveito ainda para agradecer ao urologista Bruno Carvalho, que gentilmente nos ajudou na elaboração das dicas e nos pediu para informar que, no Recife, o ambulatório do Hospital Getúlio Vargas (HGV) atende gratuitamente homens com problemas sexuais (o horário é às quartas-feiras, às 10h). Quem estiver precisando de ajuda, já sabe por onde começar.

Espero que vocês gostem do programa!!! E já que MUITA deixou comentário no programa anterior dizendo que gostou da duração do programa, esse daqui também está mais longo que o de costume. Afinal, higiene íntima é saúde, e a gente decidiu não economizar tempo para dizer TUDO o que precisa ser dito! Quero saber a opinião de vocês, ok? É assim que a gente cresce e fica cada vez melhor!

httpv://youtu.be/CIpVVGB0fOc

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18
mar 2013

Sexo a Duas #10 – higiene íntima feminina

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Olá, pessoal!!!

É com muita alegria que chegamos ao décimo Sexo a Duas! Uhuuuu! Parece que foi ontem! Só posso dizer, em meu nome e no de Rebecca, que tem sido muito, muito bom fazer esse web programa. Vocês não imaginam o prazer que a gente tem em responder às dúvidas de vocês. As gravações são uma delícia… a gente espera que isso fique visível nos vídeos, pois já que vocês nos proporcionam tamanho prazer, nada mais justo que a gente compartilhe!

Bom, o tema do programa de hoje foi escolhido por votação lá na página do Erosdita no facebook (curte lá!!). Particularmente, acho o assunto “higiene íntima” muitíssimo importante. Mas infelizmente as orientações só chegam quando as mulheres já apresentam algum tipo de queixa (como corrimentos, por exemplo).

No programa de hoje, eu e Rebecca vamos dar 07 dicas preciosas para manter uma boa higiene íntima (é como se fossem os 07 mandamentos da vagina e vulva saudáveis, ok?). É incrível como muitas doenças (causadas por fungos e bactérias, por exemplo), podem ser facilmente evitadas com hábitos muito simples, que devem ser introduzidos desde a infância (como escovar os dentes, por exemplo).

Sobre a lavagem das calcinhas, vou acrescentar um detalhe: as calcinhas devem ser lavadas diariamente e estendidas em local arejado. Nada de juntar todas as calcinhas da semana para lavar todas de uma vez, ok? Isso é falta de higiene, pois as calcinhas sujas acabam servindo de isca para a proliferação de germes.

httpv://youtu.be/6TTK05M3nYw

Como o vídeo ficou um pouco longo (o que acharam? Preferem mais curtos? Vejam até o fim, ok?), resolvemos separar a parte da higiene íntima dos homens para o próximo programa! Será imperdível!

 

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17
mar 2013

O amor na voz de Elis Regina

 
por: Julieta Jacob
 

Todo mundo carrega pelo menos uma magia. Uma das magias de Elis Regina, sem dúvida, era a sua voz – acompanhada da sua alma. Alma que deixou o corpo da cantora quando ela tinha apenas 36 anos. Hoje Elis faria 68.

Por que será que o amor, na voz dela, é mais forte, mais intenso, mais verdadeiro? Seja um amor sofrido ou um amor em paz, Elis sempre nos dá a sensação de sentir e conhecer aquilo que canta. E se a gente se identificar com aquele sentimento… bingo! Mesmo que você não goste do tipo de música que ela interpreta, ou até mesmo do timbre da sua voz, é difícil negar a presença desse quê especial.

Um dos meus discos favoritos é “Samba – eu canto assim”, de 1965, que ganhei de presente há uns bons anos – no tempo em que ainda não se falava em mp3. Adoro a forma como as faixas são organizadas, misturando um bolero com um sambinha manso, depois vem um piano, e assim vai equilibrando as sensações de tristeza, leveza, alegria e dor  num tom extremamente teatral (sendo eu uma Julieta, o drama faz parte da minha anatomia). É para cantar em voz alta e interpretar as letras! Um disco que chega a ser terapêutico, mesmo sem ser de auto-ajuda. Mas só vale para quem está apaixonado!

Aqui, uma das letras mais belas (composição de Ruy Guerra e Francis Hime): Por um amor maior! Peça licença aos vizinhos, e solte o gogó! Garanto que você vai até ouvir aplausos no final (kkk).

httpv://www.youtube.com/watch?v=pIqyJHAcAN0

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17
mar 2013

Debates com Geraldo Freire

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

Esta semana que passou foi cheia de emoções! Eu e Rebecca fomos convidadas para participar de um debate sobre sexualidade com Geraldo Freire na Rádio Jornal (780 AM). Para quem não sabe, Geraldo é quase um mito do rádio pernambucano. Desde que se entende por gente, é líder absoluto de audiência e até ganhou o apelido de “o comunicador da maioria”.

Assim que recebemos o convite, a sensação foi de “ai, que medo!”. Isso porque Geraldo tem fama de falar o que pensa (ou não), não tem papas na língua, nem muitos pudores nem moralismos (ainda bem, né?). Como ele mesmo nos contou “a turma diz por aí que eu sou um safado”. Liga não, Geraldo, deve ser um elogio.

Eu, Rebecca e Geraldo

Mas o “medo” passou assim que o debate começou. Além de ter tem uma energia ótima, Geraldo é o tipo de mediador que sabe como manter uma conversa interessante do início ao fim: é inquieto, curioso, dinâmico, tem excelentes sacadas e ainda é engraçado. Foi logo dizendo que eu e Rebecca éramos duas joinhas (kkk). Resumindo: uma figura!

Sendo assim, o debate, cujo tema era “O tratamento de saúde por meio de carícias”, virou um bate-papo alegre e descontraído, gostoso feito conversa de mesa de bar. A sexóloga Valéria Walfrido também participou e falamos sobre diversos assuntos que também abordamos com frequência no Sexo a Duas: sexo anal, masturbação, sexo oral, orgasmo e sobre o trabalho que eu e Rebecca desenvolvemos com jovens por meio de oficinas de educação sexual.

Eu, Rebecca, Valéria Walfrido e Geraldo

O tema central do debate acabou em segundo plano, e o melhor: ninguém notou (acho que nem os ouvintes)! Quando faltavam dois minutos  – o rádio e a sua incrível capacidade de improvisação – foi que Geraldo se deu conta disso, aí falamos bem rapidinho e pronto. Quem quiser escutar o debate na íntegra, é só clicar aqui.

No dia seguinte, outro convite! Acho que eles adivinharam que eu queria mesmo virar freguesa do programa! Dessa vez, foi para participar de um debate sobre ciúme doentio. Estávamos eu, o psicólogo Sílvio Ferreira e a cantora Irah Caldeira. Mais uma vez, foi super legal.

Falamos sobre aquela ideia (falsa) de que “um pouquinho de ciúme e canja de galinha não fazem mal a ninguém”. É importante que a gente não confunda ciúme com zelo. Zelar é cuidar, um sentimento que serve ao bem estar do outro. É altruísta na essência. Já o ciúme serve ao amor-próprio e à posse. É, portanto, egocêntrico. Não existe ciúme bom ou aceitável. Ciúme não é o tempero do amor, ele azeda a comida. Quem ama, não sente ciúme. Quem ama, cuida. Concorda?

Quem quiser escutar o debate sobre ciúme na íntegra, é só clicar aqui.

 

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12
mar 2013

O mito do sexo

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

Por que o sexo se transformou em um mito? Basicamente, porque ao longo da História, ele virou uma grande resposta para o sentido da nossa vida. Será que, na verdade, isso não passa de uma armadilha?

No vídeo abaixo, a filósofa Márcia Tiburi fala um pouco sobre isso e também sobre outras questões interessantes, como as relações entre sexo e poder, e a construção patriarcal dos papeis de cada gênero (o que é ser “masculino” e “feminino”).

O vídeo é longo, mas vale a pena ver até o fim. Dá uma boa reflexão.

httpv://youtu.be/718nHWzygAk

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11
mar 2013

Sexo a Duas #09 – sexo no pós-parto

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

Que bom que chegou a segunda-feira! O programa de hoje interessa sobretudo aos casais que acabaram de ter um bebê: sexo no pós parto. Depois de um parto normal, por exemplo, algumas mulheres podem ficar com a musculatura do assoalho pélvico mais flácida. A sensação é de que a vagina ficou maior e mais larga, o que acaba prejudicando a qualidade do sexo (em tempo: nem por isso vale a pena optar por uma cesariana, ok? A flacidez pode ser resolvida – ou evitada – se a mulher trabalhar corretamente a musculatura do períneo).

Eu e Rebecca vamos mostrar alguns exercícios vaginais super simples que podem ser feitos em casa mesmo com a ajuda de “cones vaginais” (são pesinhos coloridos usados para fortalecer a musculatura do períneo). Esses pesos são encontrados facilmente em sex shops e um conjunto deles custa em torno de R$60.

Outro tema do programa é a diminuição da libido no pós-parto. Alguém aí já passou por essa situação?

Espero que gostem! Se tiverem qualquer dúvida sobre o programa, podem deixar nos comentários.

Uma ótima semana pra todo mundo.

httpv://youtu.be/va6AmAJwySg

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8
mar 2013

Que saco esse Dia da Mulher!

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

Este texto é para você que está de saco cheio dessa história de Dia da Mulher, que não aguenta mais o clichê de receber flores e chocolates, e passa mal quando alguém vem com o papo de que ser mulher é uma bênção da natureza.

É verdade que esse dia virou meio piegas mesmo. É verdade que receber uma flor do sujeito que te paga um salário mais baixo pelo simples fato de você ser mulher provoca ânsia de vômito. É verdade que a publicidade explorou tanto essa data, que acabou provocando o efeito contrário: reforçou o sentimento de inferioridade e fragilidade das mulheres. Afinal, se fôssemos fortes e importantes o suficiente, não precisaríamos de um dia para lembrar isso ao mundo, correto?

Calma, nem tudo está perdido. Vamos pegar carona nesse 08 de março para dizer algumas coisinhas.

Parece anacrônico, parece incoerente falarmos em Dia Internacional da Mulher em 2013, quando no Brasil as mulheres já conquistaram o direito ao voto, já entraram no mercado de trabalho, já se libertaram da escravidão da maternidade graças à pílula anticoncepcional e quando já temos até uma mulher no principal cargo do país. Já não basta? (Não, não basta). O que mais querem as mulheres? (Continue a ler e terá a resposta).

Bom, em 1857, as 130 operárias de uma fábrica de NY, queriam apenas a equiparação de salários com os homens (elas chegavam a receber até um terço do salário deles para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. Acabaram carbonizadas dentro da fábrica.

Mas a luta delas não foi em vão. A História nos mostra como a mulher foi oprimida ao longo dos milênios de instauração do sistema patriarcal, que aprisionou e idiotizou a mulher. Até chegar ao ponto de operárias fazerem uma greve reivindicando melhores condições de trabalho, muita coisa rolou. A tragédia de 1857 foi também uma grande vitória.

Vamos relembrar algumas pérolas:

> Aristóteles imaginava que o feto era produzido pelo encontro do esperma com o sangue da menstruação, e que nessa simbiose a mulher forneceria apenas uma matéria passiva, cabendo ao homem o princípio masculino de força, atividade, movimento e vida.

> Hipócrates reconhecia duas espécies de sêmens: um fraco ou feminino, e outro forte ou masculino.

> Hegel estimava que os dois sexos deviam ser diferentes: um seria ativo e o outro passivo, e naturalmente a passividade caberia à fêmea.

> Pitágoras disse: “Há um princípio bom que criou a ordem, a luz e o homem, e um princípio mau que criou o caos, as trevas e a mulher”.

> Hesíodo disse: “Quem se confia a uma mulher, confia-se a um ladrão” (a mulher grega era reduzida a uma semi-escravidão. Não tinha sequer a liberdade de se indignar).

> Sirmônide de Amorga foi além. Ele disse: “As mulheres são o maior mal que Deus jamais criou: que pareçam por vezes úteis, logo se transformam em motivo de preocupação para seus senhores”.

> Hiponax chegou ao extremo: “Só há dois dias na vida em que nossa mulher nos dá prazer: no dia de núpcias e no dia do enterro dela”.

> Na Idade Média, houve um concílio para decidir se a mulher tinha alma ou não. Claro que só os homens podiam votar. Com a diferença de apenas um voto, decidiu-se que a mulher, assim como o homem, também tinha alma.

> Até o século 19, ainda se discutia o tamanho da vara com que os homens podiam espancar a mulher.

Fiz questão de relembrar essas ideias para mostrar que essa lógica de inferiorização da mulher não foi criada do dia para a noite. Foram mais de cinco mil anos para que essa mentalidade machista fosse construída e solidificada nas sociedades ocidentais. A força dessas ideias é tamanha, que ainda hoje tem gente que acha o machismo e o mito da superioridade masculina algo absolutamente “natural”.

E hoje, o que querem as mulheres?

As mulheres de hoje (algumas delas, não posso falar por todas, já que há muitas mulheres machistas) querem ver a derrocada completa dos valores patriarcais. O desmoronamento já começou, até porque muitos homens se viram oprimidos pelo próprio sistema machista (que também prejudica a eles). Mas se os valores patriarcais levaram cinco mil anos para se consolidarem por completo, não vai ser do dia para a noite que esse cenário vai mudar. É impossível estimar um prazo exato para que isso aconteça.

Além do mais, a muitos não interessa essa mudança porque ela envolve um grande jogo de poder. A forma como a lógica do mundo ocidental foi estruturada coloca o homem como um ser melhor, superior. Muitos não querem perder essa posição e por isso são contrários às ideias feministas. Quem pensa que feminismo são mulheres que querem ser melhores do que homens, está enganado. Uma pessoa feminista é aquela que não vê sentido na lógica patriarcal e luta pela igualdade dos gêneros. O objetivo é apenas corrigir distorções perpetuadas ao longo de milênios.

E essa discussão, embora pareça enfadonha, ainda faz sentido nos dias de hoje. Porque ainda tem gente (e quando eu digo gente eu me refiro a homens e mulheres) que pensa que lugar de mulher é na cozinha, que as mulheres nasceram para serem mães e não podem usar roupas curtas se quiserem ser respeitadas; que os homens têm que ser os provedores da família e sempre pagar a conta do cinema ou do motel; que mulheres merecem ganhar menos, mesmo desempenhando a mesma função que homens; e que homens podem espancar mulheres e permanecer impunes. O fato de termos uma mulher na presidência não esconde essa realidade. A igualdade deve estar também presente nos pequenos gestos do dia a dia. E uma nova mentalidade só pode se instalar se os indivíduos compactuarem com ela.

Portanto, os chocolates, as flores, os mimos e todo o blá blá blá do 08 de março só fazem sentido se vierem acompanhados da crença na igualdade de gênero e numa sociedade sem sexismos. Do contrário, não passa de um presente de grego.

Hoje, pela primeira vez em muitos anos, eu não exclamei “que saco esse dia da mulher!”. E acho que dificilmente voltarei a fazê-lo.

Desejo um feliz dia a todas as mulheres, não só àquelas que são biologicamente mulheres, mas a todas as pessoas que se identificam e se sentem como mulheres. E que esse dia seja feliz não apenas hoje, mas todo dia.

Para encerrar, copiei um trecho citado pela escritora regina Navarro Lins, n’O Livro do Amor:

“A diferença entre os sexos é anatômica e fisiológica. O resto é produto de cada cultura ou grupo social. Tanto o homem quanto a mulher podem ser fortes e fracos, corajosos e medrosos, agressivos e dóceis, passivos e ativos, dependendo do momento e das características que predominam em cada um, independentemente do sexo. Insistir em manter os conceitos de feminino e masculino é prejudicial a ambos os sexos por limitar as pessoas, aprisionando-as a estereótipos”.

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