para maiores de 18 anos

4
jun 2012

Camisetas do amor

 
por: Julieta Jacob
 

Achei as estampas dessas camisetas da Use Huck divertidas e com um preço digno: R$ 69,00. A “vou beijar-te agora…” é puro carpe diem (adoro quando a música toca no carnaval), e a “mamãe passou açúcar – orgânico – nimim” deve fazer bem à saúde. Enfim, camisetas com frases legais são sempre bem-vindas. Inspiradas em amor e paixão, mais ainda…

Fotos: www.usehuck.com.br

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4
jun 2012

Ladrão de prazer

 
por: Julieta Jacob
 

Em Brasília, uma sex shop foi assaltada há poucos dias e apenas um item roubado: um vibrador banhado a ouro no valor de 8 mil reais (foto). Não houve mortos nem feridos, mas o episódio serviu ao menos para revelar a sofisticação do mercado de produtos eróticos.

E por que alguém compraria um vibrador de R$ 8 mil? Em entrevista à repórter Rafaela Céo, do G1, a dona da loja disse que o produto tem valor inestimável para as clientes, pois “tem a intenção de dizer que o prazer dela vale muito.”

E o seu, quanto vale?

Foto: Rafaela Céo/G1

Leia a reportagem completa sobre o assalto aqui.

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3
jun 2012

O coreorgasmo feminino

 
publicado em: sexo
por: Julieta Jacob
 

Reflita por alguns instantes e responda: alguma vez você (mulher) já teve a sensação de estar ficando excitada enquanto fazia exercícios físicos? Não porque uma pessoa atraente passou perto de você na hora da malhação, ok? A excitação sobre a qual eu pergunto é aquela provocada pelos movimentos do exercício físico (abdominal, musculação ou  spinning, por exemplo).

É provável que já tenha acontecido com você. Se não, fique atenta da próxima vez que for se exercitar. Essa excitação não só é possível, como muitas mulheres relatam, inclusive, que chegam ao orgasmo! Ele, por sinal, está cientificamente provado e ganhou o nome de coreorgasmo.

A descoberta sugere mais uma pista sobre a anatomia do prazer feminino e  amplia as possibilidades de prazer sexual da mulher, que também pode chegar ao orgasmo clitoriano (obtido por meio da estimulação do clitóris) – o mais comum – ,e ao orgasmo vaginal (obtido pela estimulação da vagina), o menos comum.

Apesar de ainda pouco conhecido pelos cientistas, é certo que o coreorgasmo já é um grande aliado contra o sedentarismo.

Texto retirado da Revista Galileu de maio/2012.

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2
jun 2012

Street art

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

Olha que legais estes exemplos de street art. O desafio é fazer arte usando elementos naturais existentes na paisagem. O crédito das obras é do talentoso inglês Banksy, que assinou uma vasta produção em 2011. Veja outros exemplos dele aqui neste site. E coloque mais criatividade no seu sábado.

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2
jun 2012

La pornolitique

 
por: Julieta Jacob
 

Achei este vídeo (infográfico) bem divertido. Ele foi publicado poucos dias antes das últimas eleições presidenciais da França e associa dois assuntos que aparentemente não têm nada a ver: política e sexo. Traça um paralelo entre as diferentes orientações políticas e as diferentes práticas sexuais dos franceses. Os dados foram pesquisados no período de 24/02 a 1º/03 de 2012 entre 1.411 franceses com mais de 18 anos, e incluem percentuais comparativos de acordo com representantes de cada partido político. Os aspectos avaliados foram: a quantidade de parceiros ao longo da vida, o número de relações sexuais durante o mês, a prática de sexo oral, fidelidade e o índice de insatisfação na cama.

Só não estou certa se essa pesquisa ocorreu de fato ou se os dados são meramente ilustrativos… se ela não for verdadeira, fica a dica para alguém pôr a ideia em prática para as próximas eleições no Brasil.

[vimeo]http://www.vimeo.com/40502546[/vimeo]

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1
jun 2012

Foto: Les DeFoor (flickr)

As meninas nascem de rosas e os meninos de repolhos azuis

 
publicado em: amor
por: Julieta Jacob
 

Certo dia fui a uma loja de artigos infantis comprar um presente para o bebê de uma amiga que acabara de descobrir que estava grávida. Mal entrei na loja, a vendedora me sorriu:
– É para menino ou menina?
– A mãe ainda não sabe.
– Então acho melhor você voltar depois, quando já souber o sexo do bebê, porque aqui só temos roupas de duas cores: rosa para meninas e azul para meninos.

Fiquei perplexa. Quem disse que os gêneros carregam essa limitação? Não é possível que, diante do arco-íris inteiro, meninas só possam usar cor-de-rosa e meninos, azul! Baita injustiça. E o que acontece se um menino usar uma roupa rosa? Será que ele vai ter crise de identidade?  Vai virar gay? E uma menina usando azul, o que será dela no futuro? E a opinião das crianças nessa história? Na maioria das vezes, raramente elas são consultadas (refiro-me às crianças de dois anos em diante, que já podem escolher a cor que mais lhes agrada). Em geral, prevalece a preferência dos pais, que julgam ser o azul mais adequado para um filho homem e o rosa a cor ideal para a menina. Já vi uma mãe ficar de cabelo em pé porque a filha queria uma bicicleta verde e não deu a mínima para uma outra cor-de-rosa enfeitada com flores e borboletas. Não que esteja “errado” um garoto gostar de azul e uma menina gostar de rosa, não é isso. Eles tanto podem gostar dessas cores como de todas as outras, branco, preto, lilás. E, seja qual for o tom, continuarão sendo quem são, meninos e meninas. O que incomoda é: por que APENAS o rosa e o azul? Quem inventou isso?

Antes que todos esses pensamentos me viessem à cabeça, saí da loja atendendo à recusa da vendedora, que perdeu a venda por causa de um preconceito besta. Não quis contra-argumentar, mas o que ela me disse me intrigou bastante.  Por que ela afirmou, com tanta veemência, que rosa é para menina e azul para menino?

foto: william couch (flickr)

Encontrei a resposta na revista Super Interessante:

“Segundo o livro Dictionary Of Omens and Supersticions (“Dicionário de Agouros e Supertições”, sem tradução em português), o costume já existia na era pré-cristã, quando se acreditava que algumas cores podiam expulsar os espíritos nefastos que rondavam os recém-nascidos. Como bebês do sexo masculino eram mais valiosos, passaram a ser vestidos com roupas azuis, cor associada aos espíritos do bem (por ser a mesma do céu). As meninas, quando recebiam alguma atenção, ganhavam roupas pretas, cor-símbolo da fertilidade na cultura oriental, de onde possivelmente veio a crença nos espíritos.

Foi só no século 19 que o rosa ganhou alguma ligação com a feminilidade, influenciado por uma lenda européia que diz que as meninas nascem de rosas e os meninos de repolhos azuis. Esse padrão, no entanto, não se disseminou por todo o mundo. Por um bom tempo, na França, as meninas se vestiam de azul, por causa da tradição católica, que associa a cor à pureza da Virgem Maria”.

Portanto, a explicação está na cultura, na crença e na superstição. Não existe uma lei universal (nem nacional) obrigando pais a optarem pelo rosa ou pelo azul, nem um tribunal regulador das cores dos recém-nascidos que condene quem fizer a opção “errada”.

Apesar da tradição do rosa e do azul permanecer firme e forte até hoje, a escolha das cores é livre. Afinal, já sabemos muito bem de onde nascem os bebês. E que as rosas e os repolhos azuis não têm nada a ver com essa história.

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1
jun 2012

O tesão e a solidão de “Shame”

 
por: Julieta Jacob
 

Esse não é um filme sobre sexo, mas sobre um cara viciado em sexo. Ou melhor, sobre a solidão de um cara viciado em sexo. Uma tremenda contradição, já que, teoricamente, o sexo pressupõe um “encontro” para se consumar. E, de fato, os encontros de Brandon, o protagonista, são inúmeros e de vários tipos: via internet ou ao vivo, com uma ou duas mulheres, e ainda com um homem, ou mesmo apenas com ele mesmo.

Mas o que caracteriza esses “encontros” é que, na verdade, todos são vazios, sem qualquer interação da parte de Brandon. Apesar de intensos, são como um grande monólogo sem plateia, daqueles que nos levam do nada a lugar nenhum.

Não dá para entender exatamente o que Brandon busca ao extravasar suas tensões no sexo, mas fica claro que existe na vida dele uma grande dor, ou talvez uma imensa falta de sentido. O prazer extraído das relações sexuais com diversas parceiras ou mesmo da masturbação compulsiva, funcionaria como uma espécie de refúgio e serviria para substituir a falta de prazer na própria vida. Brandon não tem mais contato com a família, praticamente não se relaciona com ninguém no trabalho, não tem amigos nem laços afetivos. Vive mergulhado em sua bolha intimista e repleta de solidão numa das cidades mais agitadas do mundo: Nova York.

Mas essa solitária rotina é quebrada com a chegada repentina de Cissy, irmã de Brandon. A partir daí, ele se sente invadido a todo momento e parece não suportar dividir a sua solidão (e os seus desejos mais íntimos) com outra pessoa. Brandon tenta escapar e o mundo dele entra em colapso.

Com belas sequências sem cortes e cenas de sexo super quentes, “Shame” é um filme reflexivo e, ao mesmo tempo, excitante. Dois motivos para você ir ao cinema.

Abaixo, trecho da cena em que Carey Mulligan (Cissy) canta New York, New York.

httpv://youtu.be/ktLmRCGM7r0

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31
maio 2012

Foto: dominiqueb (flickr)

A menstruação segundo Walt Disney

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

“Em várias culturas o sangue ocupa lugar especial entre as interdições. A própria origem da palavra tabu está relacionada ao sangue menstrual em mito das tribos polinésias” (O Livro de Ouro do Sexo, de Regina Navarro Lins e Flávio Braga).

Gregos e romanos condenavam o ato sexual com mulheres menstruadas, pois acreditavam que o contato com elas azedaria o vinho ou cegaria o fio de uma faca. Ainda hoje, judeus ortodoxos evitam a mulher no período menstrual. Tais mitos sustentavam-se basicamente no desconhecimento da função biológica da menstruação.

E foi justamente para esclarecer essa questão que, em 1946, a Walt Disney Production lançou uma animação de 10 minutos intitulada “The Story of Menstruation”. Mais do que uma ação educativa, o filme foi, na verdade, uma bela e talvez pioneira jogada de marketing. Patrocinado pela Cello -Cotton Company, o curta-metragem foi exibido para aproximadamente 105 milhões de estudantes americanos durante as aulas de “health education”. Alunas e professoras também receberam folhetos educativos que, além de conter dicas a serem seguidas durante o período menstrual, estampavam a propaganda de produtos Kotex (da Cello -Cotton Company), desencorajando o uso de produtos Tampax (dos rivais Procter & Gamble, que dominavam o mercado naquela época).

O filme foi o primeiro a exibir a palavra “vagina” numa tela, mas nem por isso ele pode ser considerado tão vanguardista assim. É importante notar que, apesar de explicar com detalhes como ocorre a menstruação (desde o funcionamento da glândula pituitária até as variações de humor provocada pelos hormônios),  “The Story of Menstruation” neglicencia dois aspectos correlatos e importantes: reprodução e sexualidade.

O tópico “reprodução” é mencionado apenas indiretamente, já que a menstruação é resultado de uma ovulação que não resultou em gravidez. Já “sexualiade” sequer é citado.

Quando o filme  sugere que toda mulher deve ter um “calendário pessoal” (“Very Personally Yours”) para marcar o início de cada ciclo menstrual, tive a impressão de que a ideia era também indicar às mulheres uma forma de controlar o período fértil de cada mês e, assim, planejar uma gravidez. No entanto, se esse objetivo realmente existiu, a mensagem passa despercebida de tão subliminar que é. No entanto, não serei tão exigente. Afinal, não se pode esquecer que a produção é de 1946!

No mais, a animação abusa do didatismo ao explicar o qué e como ocorre a menstruação, e ao ilustrar que a mulher menstruada pode fazer “quase tudo que ela faz normalmente”, desde que use “o bom senso” (o que será que o bom senso da época dizia sobre ter relações sexuais durante a menstruação?).

É dada grande ênfase à higiene: “Você não apenas pode tomar banhos, como é aconselhável que você o faça, desde que os banhos não sejam nem muito quentes nem muito frios”. Segundo o filme, também é importante, durante a menstruação, fazer exercícios moderados, beber muita água, ter uma alimentação balanceada (com frutas e cereais), além de descansar, dormir e cuidar da aparência (muitos verão um toque de machismo nesse último conselho). E conclui, de forma simplória: “não há nada de estranho nem de misterioso na menstruação”. E a TPM insiste em nos convencer do contrário.

httpv://youtu.be/_l9qhlHFXuM

 

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30
maio 2012

Seja como for, que seja com amor

 
publicado em: educação sexual
por: Julieta Jacob
 

As famílias são de diferentes tipos e tamanhos. Não existe uma melhor do que a outra, elas são simplesmente diferentes. E cada vez mais novas pesquisas apontam que não existe um modelo “ideal” (atribuído pelos mais conservadores à tríade pai-mãe-filho). Psicólogos enfatizam: mais importante do que o formato, é o afeto.

Essa é também a ideia que a campanha do grupo Famílias Arco-Íris da Associação ILGA Portugal quer difundir. Entretanto, se o objetivo é mostrar vários exemplos, incluiria no cartaz a opção “um pai”, pois sabe-se que há aqueles que cuidam da prole sozinhos.

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27
maio 2012

Foto: spinneyhead (flickr)

A vagina com crise de identidade

 
por: Julieta Jacob
 

Se eu começar este post falando de Carlos Augusto de Almeida Ramos, é provável que você indague “Quem é esse?”. Mas se eu mencionar Carlos Cachoeira, você reconhece na hora, certo? Pois se trata da mesma pessoa. Tem ainda quem o chame só de Carlinhos ou de Cachoeira e também quem use os termos “empresário”, “contraventor”, “acusado” e “bicheiro”, para designá-lo. No fim das contas, é o mesmo cara, que deu nome, inclusive, à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, a CPMI do Cachoeira, que investiga as denúncias de corrupção em que ele está envolvido.

Analogamente, se eu começar o texto falando de uma tal de ardida, também conhecida por bastiana, carnuda ou rabiola, é provável que você indague “Quem é essa?”. Mas se eu mencionar buceta, xoxota, xana, pipiu, perereca, perseguida, xereca ou periquita, você reconhece na hora, certo? Errado.

Poucas pessoas sabem que, no fim das contas, todos esses nomes servem para designar uma parte do corpo da mulher chamada de vagina. Esse é seu nome de batismo, registrado em cartório em bom latim (vagĭna). O problema é que, por alguma razão, esse nome foi negligenciado com o passar do tempo, a ponto de os apelidos (nem sempre agradáveis) tomarem o lugar do próprio nome. É como Xuxa, no lugar de Maria da Graça. Ou Lula, em vez de Luiz Inácio; Cachoeira, para Carlos Augusto, e ainda Fernanda Montenegro para Arlette Torres.

Entretanto, se no mundo da política e das celebridades, tais substituições são muitas vezes propositais e não causam qualquer constrangimento ou confusão, no mundo sexual, esse troca-troca tem suas desvantagens. Alguns apelidos, por exemplo, são claramente reprováveis (embora a vagina não tenha poder de opinião ou censura sobre o assunto), pois a caracterizam como algo sujo ou nojento. São eles:

Ameba cabeluda, animal sangrento, azeda, bacalhau mijado, fedorenta, feiosa, baratinha, bixiguenta, gambá e ostra mijada, para citar apenas alguns.

Tem ainda aqueles apelidos bem machistas, tais como baba-rola e papa-pinto (recuso-me a dar mais exemplos…).

Quem, digamos, “pega mais leve”, prefere chamá-la de alegria, canal do amor ou cantinho do prazer.

A lista é longa. São mais de quatro mil nomes catalogados neste site aqui. Fora os que você conhece, mas não constam na lista.

Paralelamente, à medida que a vagina ganhou novos apelidos, não só o seu nome de batismo, mas também o seu significado, caiu no esquecimento. Poucos sabem o que ela significa. Tampouco que vagina e vulva não são sinônimos, embora os dois nomes sejam com frequência empregados como tal.

A vulva é apenas parte externa do órgão sexual feminino (onde estão os pequenos e grandes lábios, o clitóris, o orifício urinário e o orifício genital, isto é, a entrada da vagina).

A vagina, por sua vez, integra a parte interna do órgão sexual da mulher, ou seja, é o canal que liga a vulva ao colo do útero e onde ocorre a penetração do pênis durante o ato sexual. É nesse canal que se encontra o hímen.

Essa diferenciação gera certa confusão, é verdade. Mas não é desculpa para deixar de usar os termos corretos. Educadores sexuais recomendam, inclusive, que esse aprendizado deve começar na infância. Embora, com as crianças, se costume usar termos mais “fofinhos” como “pipiu”, é interessante que os pais ensinem a seus filhos e filhas o que é a vulva e a vagina. O mesmo vale para o órgão sexual masculino (no caso, “pitoca” e “pênis”). Não que seja errado usar os termos mais “fofinhos”, principalmente em se tratando de crianças, mas é importante que elas saibam que não há nada de errado em usar os outros termos. Se pulmão é pulmão, por que vagina seria pipiu? A lógica é a mesma.

Porém, no caso dos órgãos sexuais, a infinidade de “sinônimos” não pode ser encarada como mera brincadeira ou prova da fertilíssima criatividade do povo brasileiro. Ela indica também o quanto se evita falar diretamente sobre o assunto. Como se o simples ato de falar “vagina” ou “vulva” fosse o mesmo que falar sobre sexo. E como se falar sobre sexo fosse algo socialmente interditado ou condenável. Tanto que algumas pessoas sequer pronunciam um dos sinônimos, apesar do vasto leque de opções. Preferem dizer “as partes”, ou “aquele lugar” (acompanhado de algum gesto apontando para a vulva para indicar do que se trata). Esse papo soa bem ultrapassado, mas ainda persiste.

Daí a importância de se apresentar, já na infância, os termos vagina e vulva. Assim eles perdem essa aura de proibição e passam a ser usados naturalmente, como fazemos com os outros órgãos do corpo humano. Não faz sentido alegar que são termos científicos e adequados apenas ao consultório ginecológico.

Sem falar que ensinar a uma criança a se referir à sua própria vagina como “baratinha” (acredite, muitas mães o fazem) pode fazer com que ela associe o seu órgão sexual a algo sujo (o termo também invoca a moral retrógrada segundo a qual o sexo é visto como algo igualmente sujo e até nojento ). Dizer que o nome é “florzinha”, por outro lado, traz o simbolismo da fragilidade feminina, como se a vagina fosse uma área delicada, o que, nas entrelinhas, reforça a ideia da virgindade como importante valor social e do culto à imagem da mulher imaculada.

O vídeo abaixo bombou na internet. Ele mostra uma adolescente perplexa diante das mudanças no seu corpo, trazidas pela puberdade. A mãe usa a palavra “xoxota” para se referir à vulva (onde ficam os pêlos pubianos). Como se trata de um episódio do Telecurso 2000, acabou virando piada nas redes sociais. Certamente, esperava-se que a mãe dissesse “vulva”, mas considerando que a garota só a conhece por xoxota, de nada adiantaria. Mais um motivo para se conhecer o termo o quanto antes.

httpv://youtu.be/uZnW322Qdcc

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